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30.10.03


champã e sunga.
fiesta de farsantes
en la espuma social
invitame a pasar
chico dandy, rey farsante
diferente igual
del suburbio que se escapa deja atrás el gris cemento

(Fizz, Babasónicos)
Vou m'embora pra Pasárgada, lá sou amigo del rey.

posted by el pupo 5:43 PM
escreve akê:

São Paulo, the days after. Claro que uma boa visita de um assalariado com vícios wannabe-burguesinhos a Sampa não poderia passar sem uma palavra: shopping. Camiseta de algodão Emporio Armani: 435 reais. Calça jeans Diesel: 780 reais. Botinha básica da Bally, 1035 reais. Pelo menos tenho motivos reais para não reclamar que essas lojas não existem em Brasília. Eu não compraria nada lá mesmo (enquanto meu salário não duplicar, claro, o que não é uma perspectiva realista neste momento).
Num shopping onde todos os corrimãos são dourados (Iguatemi), o alívio foi encontrar um cantinho com decor clean e mesinhas de madeira para comer uma comidinha bem decente: Se chama Na mesa, e imagino deve ser uma filial daquele restaurante do mesão da Consolação. Aliás, o princípio de te obrigar a dividir a mesa com gente que você nunca viu é o mesmo. Se a intenção era estimular a socialização, sinto muito mas deu tudo errado. Peguei uma revista, que fiquei lendo inclusive enquanto comia. Sequer vi a cara da minha vizinha, que creio também não ter feito muita questão de interagir (ufa).
Só para completar a resenha de lugarezinhos visitados, vou falar de mais dois, que ficam na mesma rua: Alameda Lorena. O primeiro, um restaurantezinho pequeno e colorido, mais ou menos na altura da rua. Pamplona, chamado Mango Tree. Aberto há 6 meses, o cardápio do lugar é simplesmente escrito a giz na parede e tem um staff simpático. Fui para lá ao invés de ir para o Vitreo, que eu queria conhecer, mas depois de ter jantado no Hotel Lycra e no Ritz, fiquei com preguiça de lugares que te cobram mais pelo hype do que pela comida. O Mango serve pratos que eles mesmos chamam de fusion food: coisinhas ocidentais com toques e temperos d'alhures. O meu almoço foi um nhoque com pato ao molho thai (vingança porque não consegui companhia para ir a um tailandês de verdade, dessa vez). E estava bom. E foi barato. Ponto para eles! Tá anotado no meu roteirinho para voltar mais vezes.
O outro lugar é Café Suplicy, que fica na altura da Augusta. Uma verdadeira deli - New York style - incluindo as comidinhas típicas como...bagels!! O sanduíche de bagel coberto semente de papoulas e recheado de cream cheese e pastrami é el auge, macacq. E o Origami de chocolate, uma cestinha de papel recheada com um bolinho quente à la petit gateau é babante. Fora tudo mais. Fora o café, que é delicioso e tirado por baristas especialmente treinados para fazer o café das fazendas de tio Suplicy ter um gosto melhor do que o seu Segafreddo de cada dia. Fora que as cadeiras são Jacobsen (as far as I know). Fora que eu amei muito tudo aquilo.
No mais, Itaú Cultural default e flanação. A minha nova descoberta é a Av. Paulista depois de 1 da madruga da segunda-feira. Praticamente deserta (já falei do meu fetish com lugares normalmente lotados que ficam desertos aqui ¿ tipo Times Square em Vanilla Sky), com tão pouco movimento que dava até para pensar no silêncio. E o bom é que lá, como a avenida é larga, a gente consegue até ver um pouquinho do céu. Num dia de nuvens baixas como ontem, a luz da metrópole refletida no céu é tanta que tem-se verdadeiras noites brancas.
E alguém me explica por que a rodoviária de São Paulo é muito mais luxuosa do que o Aeroporto de Congonhas, que aliás, é uzê?? Tem um café, um Bob's, quiosques de comidinhas boas, cybercafé...quase um terminal ferroviário europeu. Viva o $$$ da terra da garoa, enfim.

posted by rmx 2:11 AM
escreve akê:

Rex in regno suo imperator. Acabo de vir de frustrada tentativa de comentar no feudo da formosa e chã . E confirmo: o Enetation se revoltou. Declarou independência e se recusa a cumprir as obrigações mínimas do ius bloguicum. Espalha desordem e não permite a comunicação. Sofrerá represálias e será marginalizado pela comunitas bloguicii. Cumpra-se.
posted by el pupo 1:28 AM
escreve akê:

mula!

Would you like to swing on a star?
Carry moonbeams home in a jar?
And be better off than you are?
Or would you rather be a mule?
A mule is an animal with long funny ears
Kicks up at anything he hears.
His back is brawny but his brain is weak.
He's just plain stupid with a stubborn streak.
And by the way, if you hate to go to school,
You may grow up to be a mule!

Eu era muito certinho quando era pirralho. Só usava camisa pólo e bermudinha. Achava estranhíssimo chamar uma professora de "tia" (desrespeito! intimidade forçada!) e meu lugar predileto depois do parquinho era a biblioteca da escola. Não concebia matar aula. Não entendia. Nem sabia o que era direito.
Talvez por isso eu me lembre até hoje de um desenho da Luluzinha que eu via frequentemente com meus 7-9 anos. É de 1949, me diz o São Guguel. Nele, a Luluzinha, após debate com seu anjinho e seu diabinho, decide seguir o conselho do último e matar aula para ir pescar. Ela pega no sono pescando e tem um sonho revelador sobre as conseqüências nefastas de cabular aula e desperdiçar oportunidades. A embalar toda essa lição de moral está a música Would you like to swing on a star?, um jazz* muito simpático cantado pelo Bing Crosby. É até hoje uma das minhas músicas preferidas.
And all the monkeys aren't in the zoo / Every day you meet quite a few / So you see it's all up to you / You can be better than you are / You could be swingin' on a star!

*eis aqui uma amostra, e aqui versão completa com o Sinatra.

posted by el pupo 12:54 AM
escreve akê:

Panfletage alimentaire du jour. Biossegurança... biussegurança... billsegurança... só consigo pensar nos hunks da Mossad.
posted by el pupo 12:53 AM

escreve akê:

29.10.03


Shoah reinterpretada.

Dia desses assisti ao novo filme do Costa-Gavras, Amém. Angustiante e maravilhoso. A gente até releva o dramalhão e a mão pesada que o diretor usa pra tornar o filme mais urgente e tenso. Não dá pra esquecer as cenas dos trens da morte voltando vazios do leste da Europa depois de desembarcar os judeus. Nem a cara do ingênuo tenente da SS quando descobre a solução final. Nem o desespero do padre-cócó tentando sensibilizar o papa e seus assessores. Nem a indiferença burocrática de diplomatas, nobres e pessoas que poderiam fazer algo (ou não).
Alguns gostaram(yo), outros desprezaram (sem razão). Rodado em parte em Bucareste, que truka legal e baratinho o Vaticano, teve até bafão e mini-protestos católicos (catholic flash mobs?) por causa do cartaz. O que eu mais gostei foi que o filme não explora o sofrimento judeu, já banalizado e mesmo glamurizado pela famigerada indústria do holocausto. Ele se foca, sim, nos dilemas que se apresentaram aos demais envolvidos na guerra, a nobreza vaticana, a oposição alemã ao nazismo, até os pais dos deficientes (primeiras vítimas da solução final), amarrados no pungente drama pessoal dos dois personagens centrais, Fontana e Gerstein.

posted by el pupo 10:13 PM

escreve akê:

28.10.03


Da série: dirty limericks.
There once was a young man from Kent
Whose dick was so long that it bent
To save himself trouble
He stuck it in double
But instead of coming, he went.

posted by el pupo 1:18 AM

escreve akê:

27.10.03


Cinco anillos de ORO! Desculpem-me, sei que ainda não é Natal, mas depois desses posts aqui e ali não consegui me conter:
"On the twelfth day of Christmas, my true love sent to me twelve drummers drumming, eleven pipers piping, ten lords a-leaping, nine ladies dancing, eight maids a-milking, seven swans a-swimming, six geese a-laying, FIVE GOLDEN RIIIINGS, four calling birds, three French hens, two turtle doves, and a partridge in a pear tree!"

(j-leo, gracias pela sessão nostalgia infantil/christmas carol na estrada e por descobrirmos o poder catártico de gritar FIVE GOLDEN RIIIIINGS depois de velhos!)

posted by el pupo 11:03 PM
escreve akê:

São Paulo, day 2. Tá acabando o tempo da Internet - vai só o resumão:
1) Muita andação, ainda mais do que ontem. Quero pernas novas.
2) Parada Ame São Paulo. São Pedro foi muito, muito mau conosco e, apesar de umas nuvenzinhas para disfarçar o sol escaldante, presenteou-nos com 34 graus nos termômetros. O que, no meio da multidão em cima do asfalto, virava 40 graus ou mais - a solução era dançar afastado do povão. Fora os caminhões de drum & bass e psy-trance (incluindo o da Lov.e), tinha 4 ou 5 que valiam a pena. Desses, o pior era o da Erika Palomino. Em resumo: gente feia e música trevas (tocou até remix do Caetano Veloso, socorro!). O que eu mais gostei, foi o da Smartbiz, o que foi uma grande supresa, já que eu não sou fã de techno. Mas é que o som era o melhor de todos (ALTO!) e tem estilos que funcionam melhor em lugares amplos - para mim, techno é um deles. Dancei muito, todos os DJs desse carro eram bons (adorei o que tocou às 17h30, acho que era Manoel Vanni). O carro do Fiberonline também estava legal. Ouvi o Spavieri e alguns outros. No carro da AME, ressucitaram um cara que é totalmente underrated: José Roberto Mahr. O cara é um pioneiro, toca muito e mandou um electro old school empolgante, muito bom. O bom desse carro é que eles abriram espaço para gente de fora - um cara da frança, um da holanda, gente de POA, Rio e o Oblongui, de Brasília. O carro do Rraurl era de longe o mais feliz, tocando só house, com balõezinhos de smiles - perfeito para o final da festa. O carro das beeshas (Ultralevel) era o mais cheio do lado "bom" da parada. Mas não fiquei lá nem 2 minutos - Whitney berrando e It's Raining Men não são muito minha idéia de música eletrônica. Já o público da Parada era um espetáculo à parte. Os cybermanos são ao mesmo tempo freaky, divertidos e não se parecem com nada que eu já tenha visto, exceto eles mesmos. Umas roupinhas coloridas e bizarras, acessórios loucos como máscaras anti-gás e piercings em profusão. Realmente sui generis. Como disse Agrado em Todo sobre mi madre: hay que ser auténtica. E eles são.
3) Jantarzinho no Hotel Lycra. Lugar lindo. Comida OK. Atendimento nem tanto, preço idem. Amanhã, vou ter que passar à base de yakissoba da Gazeta.

posted by rmx 12:45 AM
escreve akê:

São Paulo, day 1. Acho que São Paulo, e não Brasília, é o inferno para o cidadão não-motorizado. Uma morraiada (não sei se essa palavra existe, deve ser um coletivo mineiro de morros) de matar quem se aventura a passear pela cidade a pé. Táxi impossível de caro para o viajante-pobre-solitário (para começar, 24 reais para chegar do aeroporto ao hotel). O metrô não me leva a nenhum lugar aonde eu quero ir e as linhas de ônibus deveriam vir com um manual, já que não tem mapa do trajeto em lugar nenhum.
Mas tudo bem, já vim sabendo disso e disposto a trocar reais gastos no taxi por calorias gastas pelos meus pobres membros inferiores e pelo meu sistema circulatório preguiçoso.
Andei horas atrás de um restaurante de cuja localização eu vagamente me lembrava. Nos termômetros, 30 graus. Com sol. Não achei o restaurante e subi a Brigadeiro Luis Antônio (i.e. puta ladeirão, meu!) até a Paulista. La muerte. E depois hice lalok e desci a 23 de Maio. Até o Ibirapuera. Tipo quilôôôômetros. Para entenderem o grau de aflição causado pela combinação caminhada+calor, basta a informação de que tirei a camisa (preta) durante o trajeto. Suei tanto que estava disposto a trocar qualquer coisa que estivesse carregando comigo por um ingresso para a Oca, onde o ar condicionado é congelante. Felizmente, só custava 6 reau.

A Bigger Splash da Tate rapidamente vistoriada e a conclusão de que não posso me esquecer que Francis Bacon é o que é.
M. , lembrei de você com Damien Hirst - ironia pop prescrevendo alimentos "saudáveis" em caixinhas de remédio - é demais.

Passei pela Oca em minutos e resolvi esticar para o MAM e ver o Panorama de Arte Brasileira, onde os Irmãos Guimarães estão representando Brasília com suas perversões da obra de Beckett. Infelizmente, eles só se apresentaram no início da mostra e agora tem um vídeo das apresentações sendo exibido - o que nem de longe dá para transmitir a aflição de ver aqueles meninos sufocando em baixo d'àgua e depois sufocando ao falar descontroladamente na superfície. Mas foi bom ouvir o sotaque brasiliense por lá.
E por falar em sotaque brasiliense, prestei atenção nos moços do Capital Inicial falando na TV e estou surpreso por ver que depois de milênios morando em SP eles não perderam nem um pouco do sotaque calango. Aliás, o Dinho ainda fala de um jeito que ninguém mais usa. "Caaaaara, maior sacação...", sabe como? Tipo sotaque mumificado...ótimo!

Por último, aproveitei que ainda tinha tempo e ânimo e me arrisquei a entrar na Bienal de Arquitetura. Só para me arrepender: muito grande, muuuuuuuitas imagens, maquetinhas e plantas (coisa que só gente do ramo consegue achar graça). Informação demais para o público leigo que nem eu. Pelo menos serviu para me lembrar como a Zaha Hadid é genial.
De noite, após breve descanso, pizza no Piola (gostosinha, but...viva a Fratello!) com minha irmã-de-pinta e mais táxi rumo ao Ampgalaxy, que eu amei muito. Era o tipo de lugar que poderia perfeitamente ser feito sem muito custo nos espaços de Brasília mas, devido à estranheza ( combinação pessoas-leis-personalidade) da cidade, não rola. Decoração retrô e simples no bar do térreo, pista de dança com ar condicionado no sub-solo e, no andar de cima, um cineminha-telão-chill out e três filas para pagar (o consumo, já que a entrada a gente paga na...entrada! É óbvio, mas o pior é que na maioria das vezes não é assim que acontece, né? Ridículo), inclusive uma dedicada para quem pagar em cartão de crédito. É a civilização, gente (embora aqui não parem na faixa de pedestre - quase morri várias vezes - e só têm uma lixeira na calçada a cada 2 Km - um saco). O convidado da noite era Johnny Slut, do Nag Nag Nag (já falei dele aqui). Música whatever, presença inesquecível. No público, muita monta·ció (incluindo gente seguindo à risca o manual da 02 neurônio de como ser electro-rock, outras pessoas vestidas como se fosse 1985 - Erika com cabel·lón à la Bananarama - etc.), muito colo·cón (incluindo pessoas fumando como se fosse 1985, antes de descobrirem que causa um monte de merd*), uma quantidade de câmeras digitais por metro quadrado só encontrada em Tokio e Seul e Bianca me expulsando do "queijo", que eu estava usando com assento, para poder fazer showzinho em cima. Tudo muito animado, clima legal de piração, tudo que eu estava procurando mesmo. Táxi para o hotel, quase caindo, de sono, banho e a companhia do travesseiro.

posted by rmx 12:32 AM
escreve akê:

me encanta todo eso. Todo mundo tem alguma opinião: uns são contra, outros a favor, uns se deliciam, outros abominam, uns comem no desespero, outros quebram as fachadas. Há lendas urbanas sobre a carne (que vem dum tipo de minhoca gigante e gorda, claro!), sobre a origem transgênica das batatas e das maçãs. Ninguém tem sentimentos neutros em relação ao McDonald's.
Talvez lançaram a nova campanha mundial da loja (ou, para usar linguagem de executivos, a nova imagem corporativa da marca) por causa dessas reações sentimentais. Amo muito tudo isso é a tradução brasileira do global "i'm lovin' it". Parece que, como várias estratégias corporativas globais, a implementação não é nada smooth. Os sites da Argentina e EUA não tão lovin' nada, mas já tem ich liebe es, me encanta todo eso, xiau shiau shiao, me encanta, C'est tout ce que j'aime, e a holandesa com camisetitas tuda!
Alguém me explica como funciona uma campanha dessas? Quantas agências foram envolvidas, como que as imagens usadas no mundo todo são quase iguais mas umas têm negros, outras loiros, outras orientais, por que a campanha chilena e brasileira são parecidíssimas, etc.? Ó, elucidará alguém os mistérios da publicidade?
PS: só agora eu percebi que as pessoas pulantes da campanha tão vestindo camisetas estampadas de batata-frita, alface, big mac e maça. Abalô a ABIT em chamas!

posted by el pupo 12:26 AM

escreve akê:

26.10.03


MÊDO:

Que Preto Véio do M, que nada. Tô com medo mesmo é do horóscopo do amiguinho da Hello Kitty, o/a hâmster Kuririn, que me conta, "Things may be slow especially for those who are usually lucky. You should take more rest and develop some new interests. Lucky Number: 9. Lucky Activity: Skydiving." Perguntas: blog conta como new activity? Onde tem um curso de paraquedismo?

posted by el pupo 11:27 PM

escreve akê:

24.10.03


panfletage japonaise du jour. Uma das coisas que mais me intriga na cultura japonesa é como eles tratam a sexualidade. Uma sociedade machista ao primeiro olhar, mas que dá às mulheres pleno poder doméstico, que não discrimina travas ou transexuais como nós o fazemos e que consome centenas de títulos de yaoi. Yaoi é o tipo de mangá que fala de relações amorosas ou sexuais entre dois homens. Não é necessariamente gay como nós entendemos; na cabeça dos japas, é diferente. Um dos maiores sucessos é Housekeeper in a Business Suit, que conta a história, cômica, de um casal de executivos, um dos quais tem mania de limpeza:

Slam Dunk é outro sucesso (tem até série de TV). Conta o romance, os contratempos e as sacanagens dos colegas (não tem gay-bashing!) entre dois jogadores de basquete na secundária, Haruko e Rukawa:

Não, não são as bills/bios/bius do Japão os que alimentam a indústria (apesar de serem, talvez, ávidos consumidores). Ela é dirigida sobretudo a meninas adolescentes, essas colegiais que a gente vê de uniformezinho e trança no cabelo (preto, azul ou laranja) hanging out em Ginza. Assim como ler a Capricho, é parte da cultura teen feminina ler essas revistinhas: elas acham bonitinho, "cute". A maior parte dos desenhistas e escritores é, também, mulher (de verdade, não mulherA). Os yaoi surgiram nos anos 70, mais inocentes, com historinhas sobre amores gays colegiais. Nos 80 pegaram um pique quase pornográfico e nos 90 passaram a falar desde relações sado-maso até pedofilia. Mas o que não mudou foi a ausência de genitais e pelos, algo que as menininhas de colégio acham, iiirrrccc, nojento. Elas querem mesmo é ler romances entre menininhos bonitinhos que são doces e limpinhos. E quem não quer?

posted by el pupo 1:46 AM

escreve akê:

23.10.03


bonjour tristesse.

posted by rmx 7:57 PM
escreve akê:

sónic de nuevo.

O calor abrasador (que já não é mais) me fez lembrar de uma música dos Babasónicos. Uma bandinha argentina que mistura guitarras, batidinhas eletrônicas, umas cositas um pouco bregas, alguma apelação e atitude fake. O primeiro CD que comprei, Miami, tem musiquitas glam-fake-rancheras com letrinhas do tipo "en la ruta hacia El Paso/ mandando zablazos / en un carro tomado prestado" (Desfachatados) e "te hiciste el buzo y te pusiste el pantalón/ aquél que más mujer te hacia" (4 A.M.). Tô atrás do Vedette. Agora eu não gosto deles só porque eles são argentinos, meio grasa e um dos guitarristas é abisuirdo de cócó, não.

posted by el pupo 7:50 PM

escreve akê:

22.10.03


O Hindustão é aqui. Parece que o calor abrasador que tem feito tá finalmente arrefecendo. Sopram os frescos ventos da monção, sahib!

(Cam Padhyam Padayami, pode tirar seu sári waterproof da Burberry's New Dehli do armário.)

posted by el pupo 5:13 PM
escreve akê:

tanto faz não tem.

Hoje, saí sozinho em busca de comida rápida para almoçar e fui parar no Spoleto da 408/9. Na entrada, a menina da porta me abordou em questão de centésimos. Nanica e com a voz irritante, disparou a falar, como se fosse a filha do homem da cobra:
- Senhor, o senhor já conhece o nosso sistema? O senhor escolhe uma massa e oito acompanhamentos mais um molho e bla bla bla. Pode entrar aqui nessa fila e aí o senhor escolhe e pede para ele etc etc etc (tudo isso dito em velocidade de fast foward.)
- Não, eu queria mesmo era uma salada.
- Então o senhor pode escolher...
E me apresentou toooodos os tipos de salada: "Tem salada grande com frango, salada pequena sem frango, salada de massa com não sei quê bla bla bla". Eu, atordoado pelo calorão que está fazendo essa semana, pelo sono pós-horário de verão e uma preguiça mental intensa que me acometia, não conseguia prestar atenção em nada do que ela estava falando (para dizer a verdade, me senti quase o Estrangeiro na praia de Argel. Infelizmente eu não tinha o revólver para disparar as 4 balas, que nem ele fez no livro). Na tentativa de encurtar o processo, optei:
- Então acho que vou querer uma massa mesmo.
Eis que a moça reiniciou toda a "gravação", apresentando a infinidade de combinações possíveis, o que me entrava por um ouvido e saía pelo outro. Então respondi com a voz cansada:
- Moça, eu não quero pensar. Não tem nenhuma que já venha montada, não?
Finalmente ela hesitou por um segundo. Me olhou com uma cara de marsupial neozelandês zoiudo (talvez espantada com o fato de que se eu não queria pensar, ela é que o teria de fazer) e correu para buscar um pratinho com os tipos de massa disponíveis.
- Qual dessas aqui o senhor quer?
- Essa, um ravioli.
- Então agora o senhor entra aqui nessa fila (praticamente me puxando) e escolhe entre oito acompanhamentos e um molho, e o senhor fala pra ele bla bla bla.
E saiu "sem mais para o momento", com uma cara de vitória e me deixou ali para enfrentar todas aquelas escolhas.

posted by rmx 2:38 PM
escreve akê:

ué? Não sei o que aconteceu com os comentários. Mexi no template ontem à noite mas não toquei nesssa parte e hoje de manhã eles funcionaram normalmente. Deve ser coisa do sistema, uma hora volta. Ou não...
p.s. javascript help wanted, se alguém souber consertar isso. Por enquanto, continuo recebendo e-mails.

posted by rmx 1:50 PM
escreve akê:

psycho killer, qu'est-ce que c'est?

posted by rmx 1:19 AM
escreve akê:

something to remember. Ida Feldman beija Bianca Exótica. Aqui.
posted by rmx 1:06 AM

escreve akê:

21.10.03


lavoisier artístico.

É impressão minha ou a capa do recém-lançado disco do Texas (acima), digamos, se inspirou na capa do Get Ready do New Order (de 2001, abaixo)?

posted by rmx 8:25 PM
escreve akê:

nobre colega.

4 restaurantes, 2 lanchonetes, jardins internos de Burle Marx, salões coloridos (verde, azul, negro), paineis de Athos Bulcão, esteiras rolantes, obras de Ceschiatti e Di Cavalcanti, muitos subterrâneos, correios, tunel do tempo, 2 TVs, 4 jornais, 2 rádios, meandros e meandros de corredores e escadas, 5 bancos. Muita, mas muita gente circulando pelos corredores. Foi projetado pelo Niemeyer. Nem shopping, nem praça, nem rua, nem cinema: o Congresso Nacional é mesmo o melhor lugar pra socializar em Brasília (fora o blog, claro). Ponto negativo para os extremos de temperatura dentro do prédio (ora infernal, ora glacial) e os acessos malucos. Mas o plus compensa: tem sempre um bafão rolando em alguma comissão, no plenário ou num seminário. Se soubesse disso antes, teria passado mais tardes deambulando por lá.

posted by el pupo 7:54 PM
escreve akê:

Você sabia?
- Que o Fuscão Preto, que protagonizou o filme de Xuxa e foi cantado por Almir Rogério, na verdade era azul? Foi pintado de negro para a filmagem e hoje está firme e forte rodando numa fazenda no interior de SP. Até pouco tempo, o atual dono do Volks nem sabia que dirigia um carro famoso.
- Que as fábricas de automóveis têm funcionários encarregados simplesmente de cuidar dos odores da cabine na fabricação dos carros? Além de determinar a escolha de materiais que não produzam cheiros desagradáveis, esses cheira-carro também têm a missão de farejar alguns lotes prontos de automóveis para sentir se está tudo em ordem. Com o olfato tão desenvolvido quanto o de um sommelier ou de um perfumista, são capazes de diferenciar, de olhos vendados, modelos de automóveis apenas pelo cheiro da cabine.

posted by rmx 6:31 PM
escreve akê:

feijão maravilha.

Num dos dias em que a Belly estava aqui, eu usei essa camiseta legal aí em cima, que achei na Megatribe (que aliás, se muda em breve do Conic para um lugar com muito mais público comprante). O Lúcio, ao vê-la, reconheceu imediatamente a ilustração: era obra do seu irmão, designer, que faz parte do coletivo (?) de criadores Feijão Bola Oito (que não conhecia na época, mas me deu vontade de comprar todas as camisetas, a começar pela do cabelinho do playmobil - descontrole!!).
Eis que hoje, surfando pelos fotologs alheios, encontrei, completamente por acaso, o lugar onde o moço exibe um pouco das suas criações divertidas. Dá uma olhada , que o cara manda muito, véi!

posted by rmx 1:03 AM

escreve akê:

20.10.03


le bien-être algerien.

Se os argelinos estão se sentindo bem, não sei. Mas que eles têm uma bela universidade para frequentar, disso não tenho dúvida.

posted by rmx 5:25 PM
escreve akê:

Al-Jaza'ir. Argel, Alger, Algiers, Algieri. Em Argel faz muito calor. Em Argel ainda persiste a divisão entre Cidade Européia e a cidade árabe, a Casba. No século XVI, Argel pediu ao pirata Barbarossa ajuda para se livrar dos espanhóis. Resultado: seu porto foi base de operação de piratas no Mediterrâneo até a conquista francesa, em 1830.

Em Argel tem terremotos e terroristas. Argel fica no mesmo lugar que Icosium, lendária cidade fundada por 20 companheiros de Heracles. Em Argel a maioria das casas são caiadas. Argel foi a base de operações do exército de libertação de De Gaulle durante a 2a Guerra. Argel tem tamareiras e predinhos belle époque franceses.

Niemeyer projetou várias coisas para o Boumehdine (líder da independência argelina). Construiu uma universidade e o monumento aos mártires da independência (que lembra muito a Catedral de Brasília). Além desses, não realizou mais nada. Para o bem-estar dos argelinos.

posted by el pupo 4:51 PM
escreve akê:

Col.loka.ció. 10 razões porque eu amo a noite Grind d'A Loca:
1) o Pomba toca muito britpop (Common People do Pulp, Blur), musiquinhas one-time hits (Spaceman), Kylie e Freedom do George Michael (hino absoluto); 2) a pista tá sempre animada - e vira um verdadeiro singalong quando ele toca hits do tipo Freedom ou Ask Me; 3) o lugar é esquisito e feio (e o era ainda mais antes da reforma) e as áreas de estar são divididas em salinhas, tipo nos pubs ingleses; 4) os barmen não são modeloas, são estranhoas; 5) eles tem um zine; 6) a hostess é a Maica "Macaca" Love, drag-uz mas que tem um nome engraçadíssimo; 7) as pessoas são super desencanadas e animadas; 8) não é só gay; pelo contrário, é bastante misturado; 9) sempre encontro alguém de Brasília (amazing); 10) dá pra ir a pé de casa.
Só tenho saudades da época em que era de 7 da noite às 23:45 do domingo. Agora vai até a manhã de 2a-f, perdeu um pouco do pique hora-pra-acabar. E como diria um brasiliense assíduo frequentador --que respeita a regra de ouro de nunca ir 4 domingos seguidos ao Grind-- A Loca é um Gate's evoluído. Será que algum dia o Gate's daqui cresce?

posted by el pupo 3:31 PM
escreve akê:

Em Brasília, 2:20 horas. Esqueceram de arrumar meu relógio biológico. ¡Horario de verano gritando!
posted by el pupo 3:20 AM

escreve akê:

19.10.03


no radjenho: Zoot Woman - Grey Day.
O Zoot Woman é formado pelo Jacques Lu Cont, o cara do Les Rythmes Digitales - alguém lembra dele? Em 1999, o cara (que, apesar do codinome, é inglês e se chama Stuart) lançou um disco que reviveu os anos 80 - bem antes de alguém resolver que ia existir uma coisa chamada electroclash. Com mais dois amigos, ele formou o Zoot Woman que lançou um disco novo no mês passado. Esse primeiro single tem tuso para agradar quem gosta de um gostinho de crossover rock/pop/eletrônico. E viva o refrãozinho!

posted by rmx 11:57 PM

escreve akê:

18.10.03


playero. Ainda na temática praia:
Menina bonita, pr'onde é qu'ocê vai
Vou procurar o meu lindo amor
No fundo do mar
Menina bonita, não vá para o mar
Vou me casar com o meu lindo amor
No fundo do mar
Nhem, nhem, nhem
É onda que vai
Nhem, nhem, nhem
É onda que vem...

Peguei a letra do recém-inaugurado www.viniciusdemoraes.com.br, com tudo sobre o mestre, seguindo dica de sua neta, Mariana de Moraes, na TV Senado. Aliás, a Mariana, além de linda, tem um quê de rasgado na voz que lembra Billie Holiday (guardadas as proporções, claro). E o site é feito pela Refazenda, da Flora Gil.

Vai, vai, vai, vai, não vou.

Já que estamos falando dele, acho Os Afro-Sambas, com o Baden Powell, um dos discos mais perfeitos (ainda que nunca o tenha ouvido inteiro em si). O resultado da parceria desses dois monstros só poderia ter sido genial. Vinícius, aos 24 anos, o primeiro bolsista brasileiro do British Council, foi estudar língua e literatura inglesas em Magdalen College [MÓ-DLEN], Oxford --um dos lugares mais lindos ever, o mesmo college da uber-bio Oscar Wilde. Baden, por sua vez, é um dos (ou *o*) maiores virtuoses do violão, dizem os que entendem do instrumento. É impressionante o que esses dois sujeitos fizeram mesclando as tradições erudita e popular. Nhem-nhem-nhem-xorodô/É o mar, é o mar/Fé-fé xorodô! (Que jazz o quê, eu quero é samba!)

posted by el pupo 2:05 PM
escreve akê:

Sonic the Hedgehog. Alguém pode me dizer por que tem dois caças supersônicos sobrevoando a Asa Norte incessantemente? Obrigado.
posted by el pupo 1:17 PM
escreve akê:

mondo trevaish. Na saída (ou fuga, dependendo do ponto de vista), diálogo com Clark:
rmx: Pena que não vou poder ouvir o CD [do Monokini] agora, a frente do toca-cd do meu carro foi roubada.
Clark: O meu som também foi roubado. Agora, ao invés de ouvir música, eu canto enquanto dirijo (e cita as músicas, que não vou mencionar aqui em nome da moral e dos bons costumes).
rmx: Também estou tentando me acostumar a cantar.
Clark: Mas o pior é que levaram o som todo e ainda estragaram aquela coisa, como é que chama? Fechadura?
rmx: Maçaneta?
Clark: Não, fechadura mesmo. Aquele lugar onde a gente coloca a chave.
rmx: Ah tá. Que droga. Bom, então até amanhã, na festa de CK.
Clark: Até.

1 minuto depois, já pelo telefone:
rmx: Você não vai acreditar...
Clark: ????
rmx: Quebraram outra vez o vidro do meu carro e levaram o *fundo* do som. E como não acharam a parte da frente, devem ter ficado com raiva, riscaram as duas portas e ainda estragaram a...fechadura!

Cuendaram a previsão do futuro, macacas? Trevas, trevas mesmo. A sorte é que a preguicite aguda não me permitiu comprar uma frente nova para o som, nem o Siemens VDO que eu estava querendo, senão tinha ido também. E quem disse que eu lembrei de pagar a prestação do mês passado do seguro? Tudo que eu precisava era de um prejuízo desses, logo agora que estou gastando uma pequena fortuna de passagem-hotel-ingressos do Tim Festival nas mini-férias que tirarei na semana que vem. Em duas palavras: tô pobre. Que uruca é essa? Socorro!

posted by rmx 6:15 AM
escreve akê:

mondo lalalá. Foi lá (no Gate's, se você estiver lendo o blog de cima para baixo) o show do Monokini. O quinteto toca bem direitinho (apesar da moça simpática não colaborar muito com os vocais, sorry). Não entendo direito de rock mas achei o baterista ótimo. E as composições da banda estão entre as melhores músicas bobinhas-mas-legais dos últimos tempos (destaque para a über-felizinha Riviera e seu "sábado de sol sempre a brilhar"). Um pouco clichezentas, é verdade, meio déjà-vu, mas deve ser difícil não soar assim fazendo música com um pé nos estilos dos anos 60.
No auge, gostei das bobaginhas que eles tocaram e comprei o CD lá mesmo, por 15 reais - um preço bem camarada, não? Ainda não ouvi direito, mas o encarte é fofo, pelo menos. De qualquer modo, compro também para dar uma força, acho que ia gostar se fizessem isso comigo caso eu tivesse uma bandinha legal como a deles (e a hipótese foi cogitada durante o show, pense!). Já as de Brasília que tocaram antes e depois...dispenso. Embora a do Cochlar tenha uma música engraçada sobre "Lon-drês". Strike an indie pose, darling.

posted by rmx 6:09 AM
escreve akê:

*o* gueites. Impressionante como depois de 62 séculos, o Gate's continua sendo um dos poucos, senão o único lugar com "alma" nessa cidade. Para quem é de fora e não conhece, é um velho (para os padrões candangos) pub balcão-dardo-pista e o único buraco onde dá para ter uma noite decente na tradicionalmente morta segunda-feira - o loungezinho deles continua firme e forte. E a Quarta Vinyl também é tudo. E o melhor é que dá para ver gente diferente e é baratchenho. Viva o Gate's!
posted by rmx 6:05 AM
escreve akê:

supresa. Olha, já acreditei num monte de coisa, até em astrologia, mas se tinha uma coisa na qual eu nunca acreditava era em promoções de sorteios de rádio, revistas, sites, etc. Como nunca conheci alguém que tenha ganhado uma coisa dessas, para mim era sempre uma balela. No mínimo eles deviam dar o tal prêmio para a família, pros amigos, ou para a primeira loiruda que aparecesse nos estúdios da rádio ou na redação.
Há uns dois meses assinei pela Internet a revista Terra e, de bônus, eles informaram que eu estaria concorrendo a um livro sobre viagens para vários recantos do planeta, com belas fotos, textos amigos etc etc. Claro que eu nem dei a mínima, aliás, nem me lembrava mais disso. Só que hoje, quando cheguei em casa, encontrei um Sedex da Editora. Lá dentro, uma cartinha me oferecendo os cordiais cumprimentos do Gerente de Assinaturas e a comunicação de que eu fora sorteado para receber um exemplar daquele belo livro involucrado no envelope pardo. Ganhei mesmo, mafiosas, vê se pode!? Eu que nunca ganhei nem no bingo, achei isso o pós-tudo do máximo. Alegria, alegria! E é verdade mesmo, eles sorteiam! Tin-tin para a Editora Peixes.

posted by rmx 6:00 AM

escreve akê:

17.10.03


they only want you when you're thirteen. E viu que a nova modelinho-do-futuro tem só 13 anos de idade? (li isso numa manchete não sei onde)
E depois reclamam que tem pedofilia por aí. É esse mito da juventude ficando cada vez mais forte.
Daqui a pouco o Ladyton vai ter que regravar aquela musica que fala que o auge é aos 17 e que, depois dos 21, a pessoa já era. Nesse ritmo, logo, logo vamos chegar ao ponto em que aos 21 anos começará a terceira idade.

posted by rmx 1:58 PM
escreve akê:

me dá uma bolacha?

Hoje, depois de passar quase duas semanas sem ter nada para petiscar aqui no escritório, fui ao supermercado e cheguei para trabalhar com duas toneladas de biscoito escondidas dentro da mochila. Na hora de desempacotar as compras, proclamei: "Jamais passarei fome novamente"!
E ninguém entendeu. Tive de explicar, acredita? Achava que Scarlett O'Hara fosse *a* referência to some extent. Eu hem.
E por falar em biscoito, pas-sei ao ler as tabelas de calorias. Cream Cracker ou Oreo, não faz muita diferença, te agregam umas 450 calorias a cada 100 gramas. O que é mais do que geléia pura ou Moça Fiesta de brigadeiro, que somam umas 400 calorias na mesma quantidade. Socorro.

posted by rmx 1:43 PM
escreve akê:

fugere urbis
fugere urben
fugere urbem

me tira dakê!!!!!
Alguém pode me explicar que dia maravilhoso é esse que está fazendo em Brasília hoje? Olha, eu nem gosto de sol, mas confesso que estou com moooita vontade de sair correndo para uma praia. Onde é que eu guardei aquele meu aparelho de teletransporte mesmo?

posted by rmx 1:20 PM

escreve akê:

16.10.03


ordem salsalita du jour: Soñar despiertos, vivir lo nuestro. Y arrasó.
posted by rmx 5:27 PM
escreve akê:

derechos de celebridad.
"O evento será filmado, gravado e fotografado para posterior publicação, transmissão, retransmissão, reprodução e/ou divulgação em televisão, cinema, rádio, internet, publicidades em geral e qualquer outro veículo de comunicação a critério da TIM. Ao participar do evento você concorda e autoriza a TIM a utilizar gratuitamente sua imagem, seu nome, sua voz, nos termos ora mencionados, sem limite de vezes e tempo, sem que isso caracterize uso indevido de imagem ou de qualquer outro direito de personalidade e sem que dessa utilização decorra qualquer ônus de indenização. Seu comparecimento ao evento implica aceitação incondicional dos termos acima."
Ingresso com contrato de uso de imagem é novas pra mim. Preparem seus advogados!

posted by el pupo 3:25 PM

escreve akê:

15.10.03


Pardon me, but...
Intriga, favor, loucura, arte. Amor, fama, sexo, imagem. Versão de "I'll never fall in love again", do Bacharach, em italiano. E o auge: a música-tema de abertura é "Love's theme".
Celebridade tá valendo cada minuto investido. E já é pseudo-polêmica.

posted by el pupo 11:09 PM
escreve akê:

concordo com eles.
Nesse exato momento tem uma manifestação nove andares abaixo da minha janela, provavelmente dirigida a algum dos órgãos do governo que ficam aqui no prédio.
O mote é:
Moradores do Varjão
Também é cidadão

Pobrecitos.

posted by rmx 12:49 PM
escreve akê:

da peste.

E dizem que o Chico Buarque escreveu o livro Budapeste sem jamais ter pisado na capital húngara. Haja ficção. Ao saber disso, perdi toda a vontade que tinha de comprar o livro: ao ler, ficaria achando que é tudo de mentirinha.

posted by rmx 10:56 AM
escreve akê:

Antipatia. Lindo. Luxo. Seu relógio de ponteiros gigantesco domina a vista de quem sobe dos Jardins. Construído por família de imigrantes tanos, modestos até a metade do século, que enricou por muito trabalho (honesto, até onde se sabe).

É o Hotel Fasano. Fruto louvável do capitalismo e do dindin paulista(nos)... será? Segundo amigo economista, R$ 10 milhões financiados pelo BNDES (1/5 do total). Para gerar 200 empregos. Se não bastasse, tijolos de revestimento importados da Inglaterra. Estética correta, ética incorreta e deslumbre patético. Um resumex do volksgeist paulistano-riche, enfim.

posted by el pupo 1:49 AM

escreve akê:

14.10.03


O que a soja não faz.

O original do D-Edge, em Campo Grande. Decoração inspirada no Tron(!), outro clássico de infância. Eu quero ir!
[Tanto a de Campo Grande quanto a de SP são obras do Muti Randolph, responsável também pela shagadelic U-Turn. A ele e equipe, tchim-tchim!]

posted by el pupo 7:40 PM
escreve akê:

Isso é o futuiro, meu. São Paulo, 2003. Podem me chamar de deslumbrado provinciano goiano do quadradinho, mas eu não posso resistir. Preciso confessar. Escancarei a boca e babei quando entrei na D-Edge, filial duma balada em Campo Grande (pasmem).
A maravilha começa logo na entrada. A boate fica na Barra Funda, onde era o finado Stereo. Um galpãozão. Depois que você vence a simpática hostess de 6a, os leões de chácara, os caixas da entrada e a chapelaria, vem o espanto:

Um salão enorme, paredes negras, de material desconhecido (seria acrílico, o hype do momento?). Sabe aquelas barrinhas que sobem e descem no som do carro ou de casa? Equalizador, creio. É isso que corta as paredes de cabo a rabo da boate. O teto também tem luzes: caixinhas retangulares pretas, suspensas e sobrepostas. O chão também tem luzes, por baixo. Tudo muda de cor, intensidade e velocidade de acordo com a música, e com ritmos diferentes no bar e na pista. Não é assoberbante nem demais; as luzes se combinam quase sempre só com dois tons, a maior parte do tempo vermelho e azul. Em duas palavras: tecnologia sensorial.
Nada de laser, nada de strobo, seria muito século XX. E vou correndo porque deixei meu DuLoren DeLoren voador com o manobrista...

posted by el pupo 7:27 PM
escreve akê:

duel.

Até que eu não fico mal de azul. E nem foi Photoshop.
p.s. e no auge da grosseria, esqueci de dar o crédito para o autor da fota (da qual eu cortei as beiradas), o eme. Obrigado, dear.

posted by rmx 5:29 PM
escreve akê:

mãos ao alto. Há tempos fiquei sem (elzaram) o meu álbum preferido de 1998 (é, eu tenho essa bobagem de fazer um ranking de CDs preferidos por ano), o Big Calm, do Morcheeba. Tinha pego um emprestado, mas eu sou aquele consumidor à moda antiga, do tipo que ainda compra CD na loja e faz questão de ter os seus discos preferidos em versão não-pirata, impresso, com encarte etc etc.
Resolvi entao sair atrás do tal CD, que já não se acha mais facilmente nas lojas (sem no Submarino tem) e só consegui achar um na seção de música de uma livraria Siciliano. Perdi imediatamente o sorrisinho ao ouvir o preço do brinquedo: quarentedois reais e não sei quantos centavos. MC, mafiosas! Como é que pode um CD de 5 anos atrás, custar tanto?? E como é que as lojas e gravadoras podem reclamar de pirataria com um preço desses? Isso dá 15 euros! É o preço normal de um CD na Europa. Só que o nosso salário é em reais, caso eles não tenham notado.
Só para comparar, o mesmo disco custa 26 pesos (cerca de 26 reais também) na Musimundo de Buenos Aires - e os custos de produção e impostos na Argentina não devem ser tão diferentes assim.
Tão pedindo para ser clonados, não é? Que assim seja, então.

posted by rmx 4:30 PM
escreve akê:

devolve aqui akê meu yakissoba!!!!!

posted by rmx 4:21 PM
escreve akê:

São Paulo, 2019. Meu filme preferido, desde mulequinho, é Blade Runner. Lembro-me de tê-lo visto no vídeo pela primeira vez com uns 6 anos. Não entendi muito bem a história, mas a visão do futuro me marcou profundamente: a mega cidade em 2019, edifícios amontoados, zilhares de pessoas nas ruas, chuva fina constante, centro decrépito. Desde então não tem como eu visitar São Paulo sem que o filme me venha à mente. Pra chegar à casa do meu pai, quase sempre passo por um viaduto elevado que descortina o caos citadino -congestionamento, helicópteros, uns 3 níveis de ruas diferentes-, mergulho num pequeno túnel que depois me joga numa rua que passa raspando pelo topo de vários edificios. Sob a garoa e na hora do rush, só faltava eu usar meu videofone pra falar com o Deckard.
Se eu já tinha essa impressão (ilusão), hoje em dia é quase certeza (delírio). Indo cruzar a Paulista na hora do rush, me deparei com hordas de carrocinhas pilotadas por chineses-piauienses-coreanos-sorocabanos vendendo yakissoba na esquina. R$ 3,00 o pequeno, R$ 5,00 o grande. Trabalhadores esfomeados formavam filas sob a garoa para forrar o estômago antes da viagem de 2 horas até suas casas em Pirituba, Embu ou Guarulhos. E parece que já é até o hype: diz-se que o melhor é o em frente ao prédio da Gazeta. "Vai lá e conta", macacq!

posted by el pupo 1:16 PM

escreve akê:

13.10.03


Lourenço Jardineiro.

Os pais queriam que ele estudasse hotelaria. O serviço militar o enviou para a embaixada francesa em Londres. No fim da ralação, arrumou um emprego num restaurante da Madchester fervilhante, época em que os DJs começavam a virar *os* DJs. Daí para o estrelato, foi um belo pulo para o Laurent Garnier. Essa semana, o Asterix eletrônico troca de mídia e lança, às vésperas de vir ao Brasil (ele toca em SP no dia 31), um livro de memórias dessa época eletrizante, chamado Electrochoc. Quem for fã, encomende o seu (por enquanto só tem em francês) e leve para pedir um autógrafo. E lembre-se: você leu primeiro no qualquercoisa.tk

posted by rmx 6:22 PM
escreve akê:

quê? E hoje o déficit de atenção tá gritando. Dotô, desce o Ritalin!
posted by rmx 4:52 PM
escreve akê:

you make the world go 'round (laláaaaaaa).
So come on and get it
You know that I've got it
I'm ready and willing
You know I am, you know I am.


posted by rmx 4:07 PM
escreve akê:

barulhinho bom. O Monokini vai tocar, junto com as bandas Chantilly e Mobile (essas são aqui do DF, não conheço mas já gostei dos nomes!) no Gates nessa sexta, dia 17, às 22h. Vamulá?
posted by rmx 1:50 PM
escreve akê:

we never lost control. Ouvindo: The Man Who Sold the World - a original é do Bowie, disponível também em cover disco-feliz da Lulu. Mas a que está há dias em loop na minha cabeça é a versão unplugged do Nirvana mesmo.
p.s. aliás, o único unplugged com guitarra elétrica ligada na tomada que já ouvi...

posted by rmx 3:12 AM

escreve akê:

10.10.03


Nos olhos de quem vê... Se você achava que Ronaldinho Gaúcho era o auge da feiúra ludopédica, melhor reconsiderar. Olha isso akê.
posted by rmx 11:55 AM
escreve akê:

nacos. Graças à Cam, la fille informée, acabo de descobrir o céu na terra. Terminada a comliança no festival do chef Francis Mallman (referências?) no Julia Cocina (SP), os convivas são conduzidos ao 2º andar para sobremesa. Ali, com os olhos vendados, os pés descalços de molho numa tina de água morna com limão e ervas, o cliente é alimentado de nacos de torta de chocolate dados na boca por garçons. Só me deu um pouco de preguiça saber que tudo isso é embalado por um CD em que o próprio Mallmann recita poemas. Mas deve ser proposital: se fosse um quarteto de cordas tocando operetas e clássicos barrocos, ele teria de se explicar pelas muitas mortes por êxtase.
posted by el pupo 11:23 AM
escreve akê:

(b)logo mais.

posted by rmx 11:18 AM
escreve akê:

0,99. E o Napster volta a funcionar no dia 29, cobrando 99 centavos de dólar por cada musiquinha baixada do arquivo de 500 mil que eles vão oferecer. Quem fizer o pré-cadastro no site ganha o direito a baixar 5 de graça...
posted by rmx 10:25 AM

escreve akê:

9.10.03


no pain, no gain.

Nada de body pump, body jump, cama elástica, spinning, step ou ski. Nada disso. Quando o mundo dos exercícios aeróbicos começava a ficar enfadonho demais, eis que em Nova York (tinha que ser lá. As Torres caíram, mas acho que isso não serviu para tirar da cidade o título de campeã das bizarrices) uma tal de Mistress Victoria, um belo dia se deu conta de que, em suas sessões de tortura privadas, os clientes fora de forma se empolgavam mais do que o normal quando eram obrigados a fazer abdominais.
Foi a inspiração que faltava para criar o slavercise, que tem, no lugar de alunos, "escravos" e em vez de professores, "amos" que comandam sessões de ginástica. Ao lado dos típicos aparatos para exercícios, ferramentas como chicotes, intimidações e sopapos fazem parte do método para atingir a boa-forma. Alguém disse "motivação"?!
Pagando singelos 20 dólares, qualquer um pode participar de uma aula grupal de uma hora semanal e receber, sem nenhum custo adicional, boas doses de humilhação verbal, física, golpes e treinamento à força. A roupa de látex, couro ou borracha é opcional. Para começar, basta um par de tênis e uma garrafa d'água.
Mistress Victoria então faz questão de descobrir os desejos particulares de cada aluno antes da aula. Quem tem fetiche por pés, por exemplo, ganha uma rotina de flexões de braços por cima dos pezinhos da instrutora. No final das contas, todo mundo acaba fazendo os exercícios. Tanto as 15 pessoas, de ambos os sexos, que frequentam a aula coletiva, quanto os 150 casais e mais 130 pessoas (incluindo alguns famosos, segundo Mistress Victoria) que usam e abusam do "personal training".
E o melhor é que se cai o rendimento de algum dos alunos, punições bem "humilhantes", do tipo beijar a bunda de Mistress Victoria, já estão preparadas. Se você se interessou pela modalidade mas não consegue ir uma vez por semana para NYC, pode se contentar em entrar no site e encomendar o DVD para fazer as aulas em casa. Só não esqueça de alguém para providenciar as chicotadas.

posted by rmx 7:21 PM
escreve akê:

nerdice legal.

"Os filósofos analíticos anglo-saxónicos têm tendência para desprezar o existencialismo por não ser suficientemente analítico; os existencialistas têm tendência para desprezar os filósofos analíticos anglo-saxónicos por não serem suficientemente."
Ora sarcástico, ora simplesmente bestalóide, o manual do Especialista Instantâneo em Filosofia é provavelmente a coisa mais engraçada que já li sobre os filósofos e seu modo peculiar de passar o tempo. Não poderia ser diferente para um texto que tem um capítulo só sobre mortes bizarras dos pensadores, a teoria de aristóteles sobre os testículos das cobras e muita ironia em cima do jargão dos filósofos ("As coisas soam sempre melhor em línguas que as pessoas não sabem. Por alguma razão, isto é especialmente verdade do alemão.").
E por falar em língua, embora a linguagem do texto seja lusitana (incluindo traduções das piadinhas para a geografia e instituições portuguesas), o original é em inglês e o autor, Jim Hankinson, um nigeriano de Oxford. E isso fica muito claro quando se lê o texto, pois, como se sabe, ironia e bom-humor definitivamente não são atributos comuns aos nossos irmãos ibéricos. Se preferir, pode tentar conseguir também o original, The Bluffers Guide to Philosophy, e sair blefando in English por aí.

posted by rmx 10:45 AM

escreve akê:

8.10.03


admoestando de levinho. Hoje li no Terra que as entradas para a primeira e a última noites de shows Tim Festival já estão esgotadas. Duvido, pode ser que alguns dos palcos já tenho ido inteiros para as mãos dos cambistas, mas não todos. Em todo caso, se você pensa mesmo em ir e ainda não tem ingresso, recomendo um pouco de pressa. Aliás, eu mesmo não sei se vou conseguir. Pior é que a minha passagem já tá comprada. Qualquer coisa, se a segurança pública ajudar, usar os três dias para ficar à toa no Rio não mata ninguém.
posted by rmx 5:55 PM
escreve akê:

é o que faltava. Interpretação de Eminem sendo usada para ensinar os épicos da literatura aos americanos. Tá akê, ó.
posted by rmx 5:35 PM
escreve akê:

Made in Belgium.
All I want
Is a place to stay
Get your booty on the floor tonight
Make my day
Make my day-a, make my day...

posted by rmx 2:53 PM

escreve akê:

7.10.03


ecletismo do mc. E segundo um amigo, o Rufus Wainwright só pode estar descumprindo o primeiro mandamento e trabalhando no colocón. Disse que o novo disco dele saiu parecendo uma mistura de Yanni, Bolero de Ravel e batidas africanas. Medo. Susto. Piscadinhas.

posted by rmx 12:35 PM

escreve akê:

6.10.03


Malu Mader não tem cabelos lisos. Repórter de famoso jornal testemunha a queda de um ícone.
"Cabelo liso=Malu Mader, Malu Mader=cabelo liso." Essa equação não faz mais sentido. Fonte segura presenciou cena da diva incorrendo no erro mais grave da mulher "moderna": a chapinha japonesa. As madeixas da morena são onduladas, o que a motivou a libertar-se da escova com o advento da nova técnica nipônica. Uma amiga está em estado de choque até agora por saber que o cabelón-con-franja da Maria Eduarda em Top Model era enganação. Tudo para se tornar uma celebridade. Agora, me pergunto: que xampu que ela usa, e que novela que ela faz?!?!
À segunda pergunta, já temos resposta: Celebridade é a nova novela das oito que promete aba-lar. Gilberto Braga escrevendo, Malu Mader protagonizando a mocinha*. Os círculos novelísticos da cidade só falam disso e das várias séances que estão sendo organizadas para ver o último capítulo da obra-seconda de Manoel Carlos, Mulheres Apaixonadas, nessa 6a-feira. Já sinto saudades do Fred, do Leblon, da Heloísa e, claro, do (u)Nic(o) bar...

*A explosiva dupla Braga e Mader já nos deu 6 excelentes novelas, e a mais memorável é O Dono do Mundo. Parece que o Ibope registrou um dos pontos mais baixos de audiência na cena em que o canalha-mor Felipe Barreto (Antônio Fagundes) leva a boa-moça Márcia (Malu Mader) pra cama. Motivo: os telespectadores, movidos pelo ódio ao canalha e amor à mocinha, desligaram seus televisores em protesto, com revolta e asco. Isso sim é flash mob!

posted by el pupo 8:05 PM
escreve akê:

e a modernidade pairou sobre nóis, sô.

Outro dia, um amigo me disse que a família dele, que mora no interiorrrrrzão de Goyaz, em alguns aspectos ainda vive como vivíamos há 20 anos. Por lá, qualquer "modernidade" só chega pela TV mesmo. Muitas coisas que, para nós, já são bem naturais, para eles ainda causam um certo choque ou surpresa.
Imagino que coisa parecida deve ter sentido a população da cidade mineira de Cataguases, quando lá pelo meio do século passado, começou a surgir uma porção de obras de arte e arquitetura moderna pela cidade, enquanto o restante das Geraes amargava a decadência do café. Culpa de um tal de Francisco Inácio Peixoto, filho de um industrial da cidade, que largou a cidade para morar no Rio e em BH, onde conheceu um monte de gente interessante, incluindo a turminha do Drummond. Na volta, trouxe com ele o "espírito moderno" e pessoas como o Niemeyer, Burle Marx, Djanira e Bruno Giorgi para fazerem obras na cidade. Foram colégios, bancos, teatro, casas e até igreja católica, muita coisa que pode ser vista até hoje na cidade, que virou uma verdadeira jóia oculta do movimento moderno. Apesar de ficar a apenas 100 km de Juiz de Fora (para onde eu vou pelo menos uma vez por ano), eu nunca conheci o lugar. Quem já foi me disse que é interessante, especialmente se conseguir conhecer as casas por dentro, tanto pela arquitetura quanto pelas obras de arte e pelo mobiliário, que é fantástico.

E o mais curioso, é que enquanto no resto do Brasil (e alhures), o modernismo foi praticamente filho do dinheiro público (vide Brasília, Pampulha, MEC Rio, Parque Guinle etc, etc), em Cataguases as pessoas incorporaram o espírito da coisa e fizeram suas casas e empresas segundo o manual moderno. Pena que a riqueza da indústria têxtil não é mais aquela e o tal espírito moderno há algum tempo já "desencarnou". Dizem que as pessoas, aos poucos, estão se desfazendo dessa herança. Quem quiser ir conhecer, melhor correr, antes que seja tarde.

posted by rmx 5:22 PM
escreve akê:

fruta da estação.

Meu estado de humor me pedia para assistir uma comediazinha do tipo Abaixo o Amor. Me convenceram a ver Amarelo Manga dizendo que, apesar da sinopse, o filme não era nada dramático e sim engraçado. Caí como um patinho na armadilha e desse jeito, não tinha como eu ter gostado de verdade do longa. É que ele não é nada, digamos, felizinho.
Não é um filme ruim. Pelo contrário: em duas horas de poltrona, só olhei uma ou duas vezes para o relógio. Isso, para mim, que sou pós-graduado em impaciência, é um bom sinal. Mas aquela cena do boi sendo sangrado em close, ninguém merece. No mais, para mim, parece outro filme daqueles com síndrome de Glauber Rocha - realismo, pobreza, violência, nordeste. Chega, né? Vai ser isso para sempre? Eu já enjoei. Além do mais, tem mais um monte de coisinhas que para mim soam como velhos vícios do cinema da década de 70. Os atores falando palavrão (nunca soa natural, já viu?), um close numa xereca (que, na telona, ficou com uns 2 metros...só lembrei daquela cena de Tudo sobre minha mãe) pintada de amarelo-manga e, é claro, tem o travesti. Tudo bem, não tinha silicone, mas dá na mesma - quase todo filme brasileiro tem que ter um desses. Será que é alguma coisa no inconsciente nacional? Eu hem.
Ah, mas os atores estão super bem e o Chico Diaz, o cara que faz o Wellington, é muito, muito bom. E eu nem sabia que ele é mexicano - aliás, foi um dos únicos que conseguiu emular um sotaque recifense mais ou menos decente.

posted by rmx 4:25 PM

escreve akê:

3.10.03


...e a Grace pergunta, de novo:
"Que novela que ela faz?!?"

posted by el pupo 4:11 PM
escreve akê:

vida blóguica.

São ótimos, os dias em que os amigos que têm blog estão em postação descontrol. O problema é conseguir trabalhar.

posted by rmx 11:03 AM
escreve akê:

aconteceu com um amigo.

Hoje pela manhã, nos servidores de e-mail da sede de um famoso organismo internacional. Quase não acreditei quando li o p.s. e estou rindo até agora!!

From: xxxxx
Sent: Friday, October 03, 2003 11:06 AM
To: xxxxxx
Cc: xxxxxx
Subject: PLEASE NOTE: dirty plates and cups will no longer be tolerated

Dear Colleagues,

It has been brought to the attention of the the Directors office that there is a continuing problem with staff members leaving their dirty cups, plates and litter around the coffee machine. THIS IS NOT A RECEPTACLE FOR THESE ITEMS! The cleaners do not remove these items. It is the responsibility of each staff member to put the cups and saucers they have used or provided to guests on the trolley located under the stairs on the Sous-sol 1 level near the lift. PLEASE USE IT!

Thanks for you cooperation in keeping our hallways clean.

Office of the Director

PS. Anyone seen placing articles there will be yelled at for a first time offense, bitch slapped on the second offense, if someone is stupid enough to do it three times I will find a suitable punishment. DO I MAKE MYSELF PERFECTLY CLEAR?!?!?

posted by rmx 10:50 AM
escreve akê:

só o pop salva.E Words and Music, o novo livro de Paul Morley sobre o gênero musical mais lalalá de todos os tempos, já está na minha wishlist de Natal.
posted by rmx 10:47 AM
escreve akê:

Porque recordar é viver. Aconteceu com uma amiga:
- Alô?
- Alô.
- A Juliana Helena, por favor.
- Não, aqui não tem nenhuma Juliana Helena.
- Não? Mas esse não é o 9876-5432?
- É.
- Então! Não é o telefone da Juliana Helena?
- Não.
- De quem é?
- Da Marta.
- Marta?!?!
- É.
- Putz... Marta... iihhh.... errei de ex-namorada...

posted by el pupo 10:15 AM
escreve akê:

EXTRA! EXTRA!

Alexandre Pires assassina a garota de Ipanema e chora no ombro do Bush!!

posted by el pupo 12:48 AM

escreve akê:

2.10.03


Deus pode até estar morto, mas a música eletrônica... Recentemente, o superclub inglês Ministry of Sound, passou por uma bela reforma, passando a ter mesas que você pode reservar e servindo coquetéis caros no bar, ao invés da tradicional dupla Guiness & água. Definitivamente, um passo para tentar conquistar um público mais velho, com maior poder aquisitivo, e compensar a decadência da frequência jovem, que há tempos vinha abandonando o club. Isso, bem como as quedas em mais de 30% nas vendas de revistas como a Mixmag, servem bem para confirmar que as pessoas que participaram do second summer of love e as que viveram a época em que a música eletrônica era sinônimo de vanguarda e de um mundo alternativo, envelheceram e hoje têm outros interesses. E que para a maior parte dos jovens (urbanos ocidentais) de hoje, música eletrônica é apenas mais um item do cardápio musical e não necessariamente o som ouvido por gente em busca de paz, amor, respeito e comprimidos.
Outro dia Sissy me mandou por e-mail uma entrevista na qual um crítico inglês afirmava que a m.e. se encontra numa crise criativa, em que todas as possibilidades já foram suficientemente exploradas. Praticamente inaugurou a versão sampleada do já tradicional Rock'n'Roll is dead, hipótese sempre repetida mas nunca confirmada de verdade. A parte na qual o entrevistado tem razão é que, se pensarmos no termo da música feita dentro de fórmulas (house, techno, dnb, electro etc etc etc), de fato dez anos são suficientes para esgotar a maior parte das possibilidades criativas. Comparadas com outros gêneros musicais menos restritos, essas faixas costumam mudar muito pouco de uma para a outra (não me interpretem mal, não estou dizendo que "é tudo igual", mas falando em termos relativos)
A parte em que ele está errado, como o Zeed avaliou muito bem num post, é que por trás do turbilhão de musiquinhas prêt-à-danser despejadas por aí, tem um bocado de gente que continua explorando os recantos da música digital e expandindo as fronteiras. Outra parte que ele não enxergou, é que o uso de instrumentos eletrônicos há muito transbordou para outros gêneros (aliás, depois do que o New Order conseguiu nos anos 80, fica difícil entender todo o estardalhaço feito em torno do álbum Pop, do U2). Não só para rock, o pop e a MPB, mas até do jazz e da música erudita, como faz gente como a finlandesa Saariaho, os vanguardistas do IRCAM de Paris e muitos outros pelo mundo afora.
E...(estava escrevendo, tive que interromper, perdi o fio da meada, então vou parar, até porque o post já tá grande demais). Next, please.
p.s. e isso tudo era para falar da matéria da Wired sobre os caras que estão usando as novas-novas-tecnologias para produzir música inclusive para o pop mainstream.

posted by rmx 4:49 PM

escreve akê:

1.10.03


sigue, sigue.

Y siguiendo con el jet-set, ontem à noite descubri que a maravillosa banda Aterciopelados* fez um show em Brasília há duas semanas, num evento organizado por uma tal de associação de jovens para a paz. [Ódio, ódio por ter perdido!] O pouco que coheço desse conjunto colombiano não me impediu de me tornar fã. Eles fazem um estilo Café Tacuba, mas menos, ¿entiendes? E o site é tuid, com vidÉos, recuerdos y el porvenir. Cada vez mais cresce minha vontade de dar um pulinho em Bogotá!

*aveludado, macacq!

posted by el pupo 7:59 PM
escreve akê:

¿Por qué no puedo ser del jet-set?

Uma das poucas contribuições do meu irmão mais velho para a minha (de)formação musical (o resto veio todo do irmão mais novo) foi ter me apresentado, circa 1988, uma fita K7 (chamar cassete de K7 foi *a* abreviação) do Soda Stereo. Adorava a fita, mas a ótima banda argentina acabou, poucos anos depois, sem ter feito sucesso no Brasil.
Nunca mais tinha ouvido falar deles e há muito já tinha perdido a minha fitinha e esquecido dos caras, até que a Ginger mencionou o grupo outra vez. Resolvi sair atrás de goles de Soda e foi aí que descobri que o guitarrista/vocalista, Gustavo Cerati, continuou em carreira solo, debandando pro eletrônico e chegando a gravar até com os ingleses IDM do Black Dog. Consegui o último álbum do moço, chamado Siempre es Hoy e gostei bastante. É bem pop, e o mais legal é que o cara continua cantando e fazendo boas melodias como as dos anos 80, coisa que pouca gente "nova" que toca no rádio hoje consegue. Digo "que toca no rádio" porque com certeza tem muitos artistas interessantes no meio alternativo mas que o "império do jabá" não deixa aparecer, uma pena.
De qualquer modo, para quem quer ouvir um bom pop em castellano que não seja alguém cantando igual ao Enrique Iglesias (segundo o M., esses "latinos" cantam todos iguais) e sem maracas, salsa e merengue misturado, tá dada a dica.

posted by rmx 6:45 PM

escreve akê:
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re_invigorate