|
27.11.03
descobertas de uma noite chuvosa de 5a-feira.
1) O rio Sena, em francês, é feminino: La Seine!
2) "Sí, cómo no", "Muy amable" e "Encantado" são as melhores expressões ever em espanhol, ainda que quando você escuta um "sicomonó" pela primeira vez tem a impressão de que estão te chamando de estúpido! (Né, rmx?)
3) Canudinhos recheados de nutella. Sem comentários.
posted by el pupo 10:28 PM
escreve akê:
momento clipping du jour:
Demitam as "manequins": uma empresa dos EUA "escaneou" voluntários em shoppings e lojas de várias cidades do país e mediu das dimensões corporais de 11 mil americanos. A medição, feita com um aparelho super hi-tech, além de ter obtido especificações até para as partes mais recônditas do corpo, revelou que pouquíssimas pessoas se encaixam de verdade na numeração "média" das roupas de lá. Os resultados da medição serão vendidos para as empresas interessadas em fazer roupas que realmente sirvam.
eco-sport assassino: Também nos EUA, os acidentes de trânsito estão se tornando a terceira maior causa de mortes. Além das tradicionais razões como embebedamento do motorista, alta velocidade etc, um fator novo: a proliferação de pick-ups e veículos utilitários, que capotam mais facilmente. A OMS vai até incluir essa novidade nas atividades do Dia Mundial da Saúde. Dizem as macacas futurólogas que as bius da divisão de AIDS do organismo internacional estão assustadas, uma vez que com essas novas constatações, as truck-driver dykes vão ganhar cada vez mais importância. Já estão até prevendo a substituição das campanhas de distribuição de camisinhas pelas oficinas de "dirige direito aê, mermão".
Heresia: Li ontem que o Dado Dolabella gravou uma versão em português de Love Vigilantes do New Order. Batizou a música de "Para nunca mais partir". Passei a manhã tentando pensar em uma expressão que misturasse "ninguém merece" com "manda matar no espaço para não sujar aqui em baixo", mas não achei nada que traduzisse bem a minha indignação. Nem mesmo o "Meu cu, pardal", do Sedotec, serviria. Se esse moço passar na minha frente, vou dar porrada (ui!). E que o fã clube não venha defender. De rostinhos bonitos, o mundo tá cheio, mas New Order só tem um. Humpf.
posted by rmx 11:23 AM
escreve akê:
26.11.03
Momento consumo descontrol.
Seria demais querer um desses em meu lar? "Stream your entire MP3 music library to your home audio receiver with the Linksys Wireless-B media adapter" por apenas $134,99 dólares no seu Mastercard! (E é até relativamente estéticamente correto!)
posted by el pupo 2:30 AM
escreve akê:
25.11.03
bota mais sal.
E essa semana saiu no Miami Herald um ensaio do Bruce Weber - aquele fotógrafo que fez vários dos babantes catálogos da Abercrombie & Fitch - sobre refugiados do Haiti perseguidos e maltratados nos EUA.
Para quem só tirava fotos de baby ribs e carnes de primeira (alguém lembra do clip de Being Boring?), pode ser uma bela mudança de direção na carreira. E a causa é suuuper digna (leiam a reportagem), as fotos são suuuuper bonitas, mas tipassim...ele só quer ser o próximo Sebastião Salgado, né?
posted by rmx 12:24 AM
escreve akê:
to akê. O Blogger me vetou bonito no fim-de-semana, não consegui escrever nada. Também, mal tive tempo. Quer dizer, todo o tempo no computador foi dedicado a colocar bobagenzinhas no fotolog (inclusive, inundei alguns flogs públicos de lixo amador, eles devem me odiar, mas não mais do que devem odiar um bando imeeeeeenso de macacas monoglotas burrinhas que postam uma porção de coisas mais horrorosas ainda por lá).
Fora isso, fui pro Festival de Cinema. Dessa vez, estava tão low profile* , né? Na verdade, só vi um longa, o do Silvio Tendler sobre o qual falei ali em baixo. E adorei. Puta documentário, meu! E o Glauber era ainda mais louco do que eu imaginava. Tipo o Obelix, parece que caiu no colocón quando era criança, sabe? Mas vivia em nome de uma utopia, tinha um sonho e lutava por ele. No final do filme, a gente sai até com vergonha de ser tão massa inerte pós-moderna. Assistam.
Nos outros dias fui só dizer ¡hola!, comer comida mexicana, procurar pessoas usando sobretudo (perdi de novo), ver os sujinhos que sempre aparecem (esse ano não vi os punks, mas tinha uma galera psy-tranceira lá, que veio direto de uma dessas raves marcianas da Chapada). Fora os "alternativos" de costume, que se vestem da mesma maneira desde a época do Glauber Rocha. Deviam achar uma alternativa para si próprios, isso sim. No mais, achei que faltou gente interessante. Sabe quando é um povinho assim, sem novidade? Ou será que Barbara tem razão e torréia mesmo? Sei lá.
Bom como sempre foi o Jorge Dupan (para quem não conhece, em cada dia do Festival ele aparece com um figurino absurdo diferente). Ontem ele foi de bailarina. Só que a saia era de penas brancas, com umas florzinhas. E a cara dele parece uma máscara de vudu. Imagina uma máscara de vudu com tiara, abduzida!? Surreal. E ele ainda fazia ponta na sapatilha. Ballot.
*traduz essa, please, Lúcio.
posted by rmx 12:16 AM
escreve akê:
24.11.03
limerico sucio (y bobo) del día.
An amoeba named Sam and his brother
Were having a drink with each other.
In the midst of their quaffing,
They split themselves laughing
And each of them now is a mother.
posted by el pupo 3:11 PM
escreve akê:
22.11.03
o Andaraí é aqui. Brasília, Asa Norte, 7 da tarde de sábado. Nada mais suburbano do que estar em casa tranquilo e ouvindo TODO o pagode do boteco na comercial. Se o cheiro de linguiça chegasse aqui, juro que me juntaria a eles...
posted by el pupo 7:12 PM
escreve akê:
21.11.03
seifinisima.com.it De vuelta, de computador novo, carinhosamente apelidado de Lap Toppo (Camundongo de Colo). Descobri que a atualização tecnológica enriquece o vocabulario: lendo o manual do bichinho novo, vi que "motivos de força maior" em inglês traduz-se não só pelo galicismo force majeur (como pensava), mas também pelo bíblico "acts of God"! Será que cobre gafanhotagem? Moisés me salve!
posted by el pupo 3:19 PM
escreve akê:
20.11.03
maria rita elis regina mariano. Lembro-me perfeitamente do dia em que Elis Regina morreu. Era janeiro e estávamos em Vitória, comprando móveis para nossa recém-adquirida maison d'été (hohohoho, pense num apartamento-poêra em Guarapari). Fiquei assistindo aquilo nas TVs de uma loja à la Arapuã, enquanto meus pais escolhiam a decoração que sofresse menos com a maresia.
Ainda pirralho, eu não entendia completamente o significado daquilo, mas sei que o tom das transmissões era bem comovente e até um pouco chocante, por causa do lance das drogas e tal. Foi nesse dia que eu aprendi o que queria dizer a palavra barbitúricos.
A comoção, sim, fazia algum sentido para mim, porque Elis, naquela época, era um das cantoras preferidas da minha mãe. Quando a gente é criança, absorve muitas coisas por osmose e, ainda que eu não tenha me tornado um fã de MPB,a admiração ficou e nunca deixei de achar a voz da gaúcha uma das coisas mais fantásticas que um gogó brasileiro já produziu.
Essa semana, finalmente ouvi o tal CD super-hype da Maria Rita. Ontem, tive a chance de assistir um show da moça, e acredite, é ainda melhor do que o som de studio. Só então consegui compreender o frisson que cheguei a gongar num post outro dia. É que a voz dela realmente parece mooooito com a da mãe. É impressionante e é inevitável pensar e depois ouvir coisas como "é a reencarnação de Elis". Claro, sempre vai faltar um "quê a mais" na voz, afinal não são a mesma pessoa, mas mesmo que a filha insista em dizer "eu sou eu", é impossível não comparar. Acho até muito pouco provável ela se livrar desse fantasma. Mas não é isso o que importa de verdade. Se Elis era tudo e se a filha é (quase) igual à mãe, Maria Rita é tudo também. Que venha o DVD.
posted by rmx 12:31 PM
escreve akê:
19.11.03
aki não tem kikito. E hoje abre para o povão o Festival de Cinema de Brasília. Agora que o correioweb é pago (as if alguém fosse pagar para ler aquilo, eu hem), dá para ver a programação e a cobertura no minisite oficial do Candango.
No ano passado, apostei que veria alguém usando sobretudo (como acontece todo ano, acho que esses cara confundem o festival e acham que estão em Gramado). Perdi a aposta, mas será que esse ano vai ter? Tá chovendo, nublado, as chances são boas.
E se é para apostar, acho que esse vai ser o festival das câmeras digitais também. Agora que todo mundo tem uma, todos vão querer levar para tirar fotos das semi-celebridades, fazer a linha artista oculto, ter assunto para colocar no blog etc.
Hoje eu não posso ir, mas amanhã vai passar o filme do Sylvio Tendler sobre o Glauber e mesmo sem ser glauberiano, eu vou lá. Em último caso, é só sair e se jogar nas comidinhas e na ferveció de la place.
posted by rmx 10:16 AM
escreve akê:
18.11.03
e todo mundo fez a fina(c). A francesa Fnac, pode ser obrigada a mudar de nome e rebatizar suas três lojas instaladas no Brasil, além da megastore que vai inaugurar em breve na avenida Paulista. É que uma sentença judicial deu ganho de causa a uma empresa carioca que já havia registrado o nome em 1981. Chegou atrasada...
E por falar nisso, a tal Fnac de Brasília que ia abrir no Parkshopping, xongas né?
posted by rmx 8:29 PM
escreve akê:
finally out.
:)))
posted by rmx 2:49 AM
escreve akê:
no matinho.
Postei uma imagem de Brasília num fotolog recentemente e uma menina comentou que se trata de uma cidade fantasma. A julgar por essa foto que tirei aqui do lado da minha casa, está mais para cidade-floresta, não?
p.s. update - a foto que eu postei foi clonada, abduzida e transmutada num item bob-esponja! Tá aqui, ó!
posted by rmx 12:59 AM
escreve akê:
clap clap.
O auge foi minha colega alagoana contando que a irmã foi assistir Lisbela e o Prisioneiro em Maceió. Diz que na hora que o personagem do Marco Nanini, mode humilhar os pernambucanos (dizem que há uma eterna rivalidade bairrista) proclama orgulhosamente "Eu sou alagoano, cabra-macho" ou coisa assim, o povo vai ao delírio e aplaude no cinema.
E melhor ainda foi a comparação que ela fez depois, para dizer que aquela celebração do machismo era completamente nonsense: "Parece o Rio, onde as pessoas aplaudem o por-do-sol". Palmas para ela.
posted by rmx 12:27 AM
escreve akê:
16.11.03
twelve memories. Esse é o título do novo álbum do Travis, que achei, no geral, tão mais...felizinho que o anterior!
Música que eu amo: Love will come through, que não é nem single, mas não deixa de ser uma das minhas preferidas.
posted by rmx 8:18 PM
escreve akê:
nem tão legal. Para confirmar a ditado que diz que a sequência é sempre inferior ao original, Legalmente Loira 2 nem se compara com o primeiro (que eu adorei hohohoho). É que as piadas do original já perderam a graça e ainda por cima tem discursinhos morais e essas coisas. ENSO anymore.
posted by rmx 8:10 PM
escreve akê:
quecotôfazendoakê.
Nem adianta mais comprar seus pesos, pois foi ontem que rolou a "filial" latino-americana do prestigiado festival inglês de música eletrônica Creamfields. Para a terceira edição do festival na Argentina, o Creamfields Buenos Aires, montou 5 tendas, 3 chilautes e toda a estrutura de um festival no Puerto Madero. Trouxe também, é claro, DJs da top league como John Creamer, o argentino Hernán Cattáneo, Sander Kleinenberg (que tocou aqui no Free Jazz 2001), Danny Howells, Junkie XL e muitos outros.
Outro desses, agora, só em 2004.
posted by rmx 12:33 PM
escreve akê:
15.11.03
all that fall (e todos caímos, cedo ou tarde).
O plano inicial era levar um brownie (sem nozes) para completar a mesa da comilância mexicana preparada na casa d'El Pups (amordaçado e perigoso). O bolo já estava pronto, mas a trajetória foi desviada no meio da tarde por um telefonema de Barbara About me entregando a intimação para a estréia da terceira parte da trilogia beckettiana dos Irmãos Guimarães. Todos os que caem encerra a trilha iniciada com Felizes para Sempre (2000) e Não ficamos muito tempo...juntos (de 2002, que foi apresentado e agora está passando em vídeo no Panorama do MAM/SP).
(início de parágrafo vetado - comecei escrever numa de crítico teatral wannabe mas lembrei como isso pode ficar chatésimo num blog, até porque nem entendo do assunto). Só digo que dessa vez não tem ninguém pelado no palco ("Eu cresci", me disse o Fernando, irônico como sempre) e que a estética ordenada-arrumadinha continua lá, a "respiração" continua lá (a cena dos atores correndo dentro das caixinhas explicando interminavelmente as propriedades físicas da luz à mercê da vontade da platéia é o auge!), e é claro, o absurdo continua lá, ainda mais pessimista e sombrio do que antes e cada vez mais beirando o surreal.
Essa terceira peça talvez seja ainda menos palatável que as anteriores mas ainda assim é criativa e surpreendente (coisa difícil esses dias) e quanto mais eu me lembro dela, mais passo a gostar. Acho que vou até assistir de novo. Além disso, a minha linda Catá está no elenco e o material gráfico by pld, a despeito dos erros da gráfica (hohohoho), está de babar.
Na segunda-feira (dia 17) começa a exposição paralela à peça, também lá no CCBB - já estou doido para ver!
posted by rmx 12:15 PM
escreve akê:
nova categoria de ser humano. Fofo atômico. Depois eu é que invento moda...
posted by rmx 10:51 AM
escreve akê:
mandamatar du jour. O de hoje é duplo e vai para os sites do Blogger e do Candango, que não funcionam com Mozilla/Netscape.
O primeiro, não deixa a gente usar os botões de postar, tags etc. Já o site brasiliense não passa da primeira página. As seguintes, usam scripts que ferram a leitura. O jeito é copiar o endereço e ler no IE mesmo.
Se a culpa é dos sites ou dos browsers, não sei. Mas se continuar assim, essa coisa de software livre ainda vai custar a pegar.
posted by rmx 9:43 AM
escreve akê:
14.11.03
sai de outras formas. Constatação: eu sou case sensitive.
posted by rmx 3:03 PM
escreve akê:
nervoso. (vetado) Y arrasé na política editorial repressiva.
Ass: rmx.
posted by el pupo 2:05 PM
escreve akê:
que mandem as Erínias! Alguém pode me explicar por que o Estadão resolveu mudar sua edição online pra .pdf? Ficou ilível! É pra nos obrigar a comprar o jornal? Jornal digital de ... é ... (complete as lacunas).
posted by el pupo 11:09 AM
escreve akê:
dirty limerick (et panfletage) du jour.
There was a young rector of Kings
Whose mind was on heavenly things,
But his heart was on fire
For a boy in the choir
Whose ass was like jelly on springs.
(1941)
posted by el pupo 11:04 AM
escreve akê:
momento pirralinho de novo.
"She'll be coming round the mountain when she comes, / She'll be coming round the mountain when she comes, /She'll be coming round the mountain, / Coming round the mountain, / Coming round the mountain when she comes!"
Eu tinha um tecladinho vermelho bem tosco, da Radio Shack, que tinha essa música gravada na memória. Desculpem a nostalgia infantil, mas é que hoje acordei cantando ela e precisava por pra fora. se não, ia me consumir o dia todo.
posted by el pupo 10:31 AM
escreve akê:
12.11.03
ai, que conflito, roubaram o cabrito do seu Benedito. A despeito do post anterior, não fiquei em casa. Segui os conselhos de uma determinada amiga de um determinado colaborador deste blog que garantia (num e-mail ótimo, deu vontade de transcrever aqui) que, até quem bom sujeito não é, não poderia perder o filme sobre o Paulinho da Viola.
Uma hora e meia depois, algumas conclusões:
- O Paulinho da Viola é chato enquanto pessoa humana.
- A Marisa Monte nunca deveria ter entrado naquela de Tribalistas.
- A Marina Lima continua linda.
- Seu Argemiro, da Velha Guarda da Portela era tuuuuuido, mesmo não tendo pronunciado uma sílaba sequer durante o filme. Digo era porque o véim morreu em maio, de tristeza, duas semanas após o falecimento da esposa, com o qual ele não se conformara.
- Quem tem Velha Guarda da Portela não precisa de Buena Vista Social Club
- Eu e a J-Leo concluímos que o Paulinho da Viola é bonito (em termos). El Pupo discordou completamente.
- O Zeca Pagodinho é o melhor. O título desse post é o refrão de um pagode que ele canta no filme. Na pronúncia deles, conflito rima com cabrito. E isso é bom.
- O Paulinho é (quase) filho do Niemeyer.
- O filho do Paulinho é mais chato do que ele.
- Dormimos durante o filme. E isso não é bom.
posted by rmx 11:31 PM
escreve akê:
eu, pobre. eles, sem loção.
Entrada para a apresentação do Momix hoje: R$ 120
Meia-entrada para a apresentação do Momix hoje: R$ 60
Mandar tomá noku e ficar em casa: é de graça.
posted by rmx 5:53 PM
escreve akê:
a volta do que fim. Angel comentou e eu lembrei que li não sei onde: o Que fim levou Robin? voltou e vai lançar um clip. Só não sei se é a mesma formação original, porque, pelo que me consta, a Bebete Indarte nem está morando mais no Brasil. E convenhamos, o Mauro Borges pode ter duplicado de tamanho mas não é mais nem metade do que era em 1991, né?
posted by rmx 3:23 PM
escreve akê:
vote em mim (ou deixe um comentário). Deu num periódico platino (e eu tou com preguiça de traduzir ou resumir):
En el mundillo político de los Estados Unidos, Internet es una herramienta muy tenida en cuenta por los jefes de campaña y, ahora, mientras partidos y candidatos calientan motores para competir en las próxima elecciones presidenciales, que se disputarán el año que viene los weblogs se suman al arsenal de campaña. No en vano Wesley Clark, Howard Dean e incluso George W. Bush ya tienen sus propios weblogs, linkeables desde sus páginas.
Bush, por ejemplo, hasta tiene una categoría de Compasión para demostrar su compromiso con los derechos humanos no del todo consagrados en Irak. Por su parte, Dean declaró públicamente que ya recolectó donaciones públicas por más de 350 mil dólares... ¡a través de su weblog! Mientras tanto, en la Argentina, el Weblog de Cacho Lizurume, el recién derrotado candidato radical a gobernador de Chubut, arrima una primera y tímida experiencia local.
posted by rmx 2:34 PM
escreve akê:
jabá amêgo.
p.s. maldita compressão vagabunda que fode a imagem toda. Quero meu Photoshop.
p.p.s. faltou eles listarem uma das melhores marcas: Feijão Bola Oito!!
posted by rmx 12:20 PM
escreve akê:
El Rey de las Comedias Sentadas. Aaron Spelling é um cara fenomenal. Esse texano de 80 anos é o produtor de Hollywood que eu mais vejo nas telas. Quando vi hoje o nome dele no final do episódio de Casal 20 no Canal 21(!), invoquei o São Guguel e o babalorixá Iemedebê. Confirmaram minha suspeita de que tem o dedo dele em tudo: As Panteras, Barrados no Baile, Casal 20, Melrose Place, Love Boat, Dynasty, Starsky and Hutch, S.W.A.T, The Mod Squad, Charmed, e por aí vai. Produziu tantos programas de TV pra ABC nos anos 70 que a empresa era chamada de "Aaron Broadcasting Company". Sua casa (que pertencera a Bing Crosby) é a maior 'single-family home' da Califórnia: tem 123 suítes. E o melhor do retrohype: ele é pai da Donna de Barrados no Baile!
posted by el pupo 1:14 AM
escreve akê:
laranjola e acerinha.
Podem falar mal. Dizer que repetem a fórmula de sucesso do Cidade de Deus. Que é maniqueísta e simplista. Que mais mascara que revela o problema e as relações de poder do tráfico. Que retrata o morro desvinculado do resto da sociedade, e os pobres, "quase todos pretos de tão pobres", como os responsáveis pela exclusão e criminalidade. Mas nada disso me convence que Cidade dos Homens não é a melhor coisa na televisão brasileira dos últimos tempos.
 
Um dos picos de audiência da Globo inova porque não é feito no Projac, mas sim por uma produtora independente: a premiada o2 Filmes (Ruy goiaba, talvez o Buñuel emplcasse seu CV lá). Também é legal porque todo o elenco é do pessoal da Nós do Cinema, formado para capacitar jovens de favela/subúrbio cariocas em cinema, televisão e informática. O objetivo inicial era formá-los pra atuar no filme Cidade de Deus, mas a Kátia Lund decidiu tocar o projeto após as filmagens. Bela idéia.
posted by el pupo 12:11 AM
escreve akê:
11.11.03
dirty limerick du jour:
The nipples of Sarah Sarong,
When excited, were twelve inches long.
This embarrassed her lover
Who was pained to discover
She expected no less of his dong.
(1944)
posted by el pupo 7:52 PM
escreve akê:
panfletage du jour. Patrulhão sem limites: leiam (meigo) relato sobre como sofre um casal para expressar seu amor livremente! Chocante!
posted by el pupo 7:47 PM
escreve akê:
E o bafão do Charles, hem? Ninguém vai comentar? E não era o Andrew Edward, antigamente?
Coisas da monarquia. They all want to be queens.
posted by rmx 7:48 AM
escreve akê:
10.11.03
Anybody can use public transport, sweetie!
Para a minha alegria e aflição (por não saber se vai passar aqui), meu seriado predileto de todos os tempos, Absolutely Fabulous, estreou há duas semanas sua quinta série na BBC (por aqui, o Eurochannel passou até a série 3 e o Multishow passou a 4, que não consegui ver toda).
Para quem acompanha a série, novidades como o bebê de Saffy com um nigeriano estudante da LSE. E durante a gravidez:
Saffy - 'It just kicked!'
Patsy - 'Of course it did - who wouldn't? I'm rather tempted myself!'
E o besteirol continua. Mas antes disso chegar aqui, coloco no meu wishlist de Natal a caixa com os DVDs das 4 séries anteriores.
posted by rmx 11:30 PM
escreve akê:
album novo do NewOrder.
Previsto para 2004. Dizem que será um passo em direção ao som do Joy Division, sem muitas partes de teclados, pois o grupo agora está sem Gillian Gilbert. A moça deixou a banda para sempre. Que pena...
p.s. enquanto isso, vou ouvindo True to form, do Hybrid, com a gentil contribuição baixista de Peter Hook.
posted by rmx 9:17 PM
escreve akê:
mini-elis. Histeria por histeria, dizem que no show da Maria Rita nesse fim de semana, o desespero tietal da platéia foi para além do suportável. Segundo os relatos, o povo se (des)comportava quase como se a mãe da garota tivesse reencarnado, uma coisa de brasiliense afetado/deslumbrado que faz a gente pedir menos, gente, menos.
Pelo menos a moça fez questão de desconstruir a imagem de diva instantânea que a mídia anda querendo criar: cantou descalça, num show carão-zero, com direito a piadinhas e tudo.
Dia 19 tem um pocket show aqui na capital, mas é privé e (quase) v.i.p. only. Tomara que pelo menos essas pessoas tenham um pouco mais de de loção.
posted by rmx 8:08 PM
escreve akê:
redondinho.
Que o show do The Rapture foi o auge absoluto do TIM Fest, foi. Empolgação total da platéia, que foi ao delírio. Momento meigo do vocalista cantando sentado no palco. Surto coletivo com o ritão "House of..", e esse correspondente perdendo a voz de tanto gritar o refrão. Danny Glitter no bis. Nenhum, mas nenhum carão. Good vibes all over. A banda visivelmente tocada(chocada?) com a repercussão do show aqui. Acabo de descobrir porque nós do qualquercoisa.tk gostamos tanto deles: o som é redondinho. Tô fã. Vou correndo comprar o meu cd. E vi primeiro aqui; gracias, rmx!
*ouvindo The Juan Maclean, "By the time I get to Venus", no radinho da DFA Records (a mesma gravadora-hypada do Rapture). Sabor de B-52's das anta, "Planet Claire", disquinho amarelo...
posted by el pupo 7:40 PM
escreve akê:
15 milhões de dólares. É quanto os EUA pagaram para comprar da França, em 1803, o Estado da Louisiana, que acabara de ser devolvido de meio século de domínio espanhol. O que os gringos talvez ignorassem é que no mesmo pacote da mistureba cultural franco-hispano-africana seriam incluídas algumas boas contribuições americanas para o mundo, como Faulkner, o jazz e as cozinhas creole e cajun. A primeira, dizem, surgiu nas cozinhas dos plantadores ricos, que aspiravam à grande cuisine e incluiam ingredientes locais nas receitas européias. Já a culinária acadiana usava o que quer que estivesse disponível para as pessoas "da roça", que geralmente tacavam tudo num panelón só e cozinhavam com mooooita pimenta e temperos do novo mundo. Algumas pessoas, como ela e ele, puderam experimentar uma amostra dessas receitas por aqui mesmo. Eu, acometido por motivos de força peristáltica maior, tive de me abster. Mas o quartier francês de New Orleans fica logo ali, né? Um dia...
posted by rmx 7:28 PM
escreve akê:
Nação Patolino.
No Rio é mais evidente: os deslumbrados constroem uma Estalta da Liberdade na Barra e pronto. Em SP é menos tosco, mas não por isso menos gritante: os deslumbrados montam uma banda de electroclash com nome em inglês, importam o último hype e se sentem vanguarda. ENSO: "ELECTRO-ROCK, ÊBA! Larry Tee saiu do som às 4h30 e Ricardo Athayde levou a noite até às 6h, com uma sequência electro-rocker. O melhor momento de seu set foi quando tocou a base de "15th", do Fischerspooner, e as electrobitches MP e RY fizeram intervenções vocais, improvisando. MP falava com voz grave e rouca "Evil Sounds Drink" (o nome de sua banda) enquanto RY só gritava. Foi superlegal. Que venham novas electrofestas naquela locação absurda." Descobri que SP pode chegar a estar me cansando fácil, fácil.
Na opinião do Patolino original:

posted by el pupo 6:32 PM
escreve akê:
dirty limerick du jour.
There was a young man of Bengal
Who swore he had only one ball,
But two little bitches
Unbuttoned his britches
And found he had no balls at all!
(c.1870)
posted by el pupo 3:04 PM
escreve akê:
9.11.03
da série: pirralinho phone-home. Quando eu era mais novo era fascinado pelo espaço. Lia todos os livros da série Fundação do Asimov, vários do Arthur C. Clarke e alguns do Carl Sagan, adorava Star Trek e afins e passava horas olhando pras estrelas, viajando. Quando a gravidade me puxava pro mundo real, procurava saber tudo sobre as missões espaciais norte-americanas (as soviéticas não dava, né? Guerra Fria, coisa e tal). A que mais me fascinava era a Voyager. Não tem como não gostar dum programa que cita T. S. Eliot no seu site: "Not fare well, / But fare forward, Voyagers." (The Dry Salvages)
Foram lançadas duas sondas Voyager em 1977 para explorar 4 planetas do sistema solar exterior: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Após passarem por esses planetas, as sondas continuariam rumo ao espaço exterior. A NASA acaba de anunciar que a Voyager 1 pode estar atigindo a heliopausa, região onde não sopram mais os ventos solares e que marca o início do espaço interestelar. Mas não se iludam: só daqui a 40,000 anos a Voyager 1 estará sob influência gravitacional de outro corpo celeste que não o Sol.
Além das distâncias e tempos astronômicos, o que mais me impressiona é um objeto que ambas sondas carregam. É um dos mais significativos símbolos do drive humano (desepero?) para fazer contato com extraterrestres (o que não deixa de ser o ápice do antropocentrismo). É a "mensagem humana" da Voyager.
Cada espaçonave leva um disco fonográfico de cobre, folheado a ouro, contendo sons e imagens escolhidos para retratar a diversidade da vida e da cultura terrestres. Foi elaborado por um comitê da NASA chefiado pelo Carl Sagan, e inclui 115 imagens e uma variedade de sons da natureza. Ademais, há músicas de diferentes culturas e eras e saudações em 55 línguas, desde sumério antigo (Akkadian) até um dialeto chinês, o Wu. Leva, também, mensagens impressas do presidente Carter e do SG da ONU, Kurt Waldheim. (A ONU colaborou na confecção do disquinho, montando um comitê especial. Por que eu não participei disso?) O disco e a agulha necessária para tocá-lo são protegidos por uma cobertura de alumínio. Há instruções em linguagem simbólica de como montar o aparelhinho e informações sobre a origem do artefato.
A energia das sondas (um pequeno reator nuclear de plutônio-238) acabará em 2020, e perderemos o contato com elas. Mesmo desativadas, as Voyagers irão, em tese, vagar pelo espaço interestelar, podendo sobreviver por milhões de anos, "boldly going where no man has ever gone before".
Nada mata a esperança de que elas serão interceptadas por seres "from a galaxy far, far away..."
posted by el pupo 8:26 PM
escreve akê:
jambalaya on the bayou. da série: la gongación (inspirado em CK)! Comida creole. Arzinhos de Baton Rouge. Musica típica (blues é folclórica?). Jambalaya, bourbon, frango com caranguejo e pimenta. Tudo isso me foi prometido e me foi negado hoje pelas amêgas trukêras, hypadas, dykadas e que pasan malo, pobrecitos. E todo mundo me deve uma... porque socializar pelo blog é ótemo, mas uma comidinha de vez em quando vai bem!
posted by el pupo 7:54 PM
escreve akê:
matrix revolutions. Não revolucionou nada. Outra seqüência de clichês e idéias recicladas. Os Wachovsky deveriam ter parado no primeiro episódio e se contentado em atingir o status de celebridade semi-cult daqui a uns anos. Agora já era. Parece que nem os mega-nerds estão botando muita fé.
posted by rmx 2:10 AM
escreve akê:
Primeiro forró rave universitário. Tá lá, espalhado em cartazes por toda a UnB. Traz meu lexotan que o caso é de pânico.
posted by rmx 2:03 AM
escreve akê:
8.11.03
fina. Que abriu uma La Palma no Sudoeste. Enquanto isso, o prédio que me disseram que seria um shopping cultural, com livrarias e coisas assim, vai ser mesmo é uma faculdade particular. Ninguém merece.
posted by rmx 6:41 PM
escreve akê:
freaks & famosos 2. Que a TPM é infinitamente acima da média das revistas femininas que se compra por aí, eu já tinha notado. O que eu não sabia é que ela também fazia milagres: conseguiu tirar uma foto do Diego (o jogador do Santos) com a boca fechada. Tá lá, na capa desse mês.
posted by rmx 6:32 PM
escreve akê:
freaks & famosos 1. Já reparou que o Luciano Huck só pisca o olho esquerdo?
posted by rmx 6:29 PM
escreve akê:
7.11.03
Beleza
A beleza das coisas te devasta
como o sol que fascina mas te cega.
Delas contundo a luminosa entrega
nunca se dá, melhor, nunca te basta.
E a imensa paz que para além te arrasta
quanto mais se te esquiva ou te renega...
Paz tão do alto e paz dessa macega
que nos campos esplende à luz mais casta.
A beleza te fere e todavia
afaga, uma emoção (sempre a primeira e nunca
repetida) que conduz
o teu deslumbramento para um dia
à noite misturado, na clareira
em que te sentes noite em plena luz.
Desculpem o momento poeminha. Um Menottizinho del Picchia de vez em quando não faz mal a ninguém.
posted by rmx 11:02 AM
escreve akê:
6.11.03
recadinho da Grace:
"EU QUERO O MEU HYPE EM POÊRA!!!"
posted by el pupo 7:24 PM
escreve akê:
Que mané Miss Kittin o quê!
"Entrei numa loja / Estava em liquidação / Queima de estoque / Fogão na promoção / Escolhi da marca Dako / Porque Dako é bom / Dako é bom / Dako é bom / Calma minha gente / E só a marca do fogão." Poisé, parece que depois do fake-glam-cocaine-trash, o hype agora é a poveza (já diria La Finada Chica Dorada de Cochabamba). Sou mais a Tati Quebra-Barroco. Ela proporcionou o melhor momento (não digo show pra não cometer heresia contra o Gotan e o Rapture) do TIM Fest: no auge, "Pau no cu do mundo / E não esquece do meu!" Abalalaô!
posted by el pupo 7:22 PM
escreve akê:
5.11.03
technology preview 2003.
São Paulo é uma cidade tão moderna que até mochila com pernas já existe por lá. Deve ser ótimo para ajudar a mover o peso dos 60 ou 70 litros de bagagem que às vezes é preciso carregar. O esforço do usuário é mínimo.
Esse exemplar aí foi flagrado no hall de inutilidades que os viajantes ociosos arrumam para fazer enquanto esperam no Terminal do Tietê.
posted by rmx 7:29 PM
escreve akê:
às pessoas do mundo real, um avisinho: meu celular escangalhou durante a viagem. Ainda não resolvi se vou consertar, comprar um novo ou trocar de operadora. E nem estou com pressa para resolver. Continuo alcançável pelo e-mail de sempre ou pelos telefones fixos de costume. Arrivederci.
posted by rmx 5:47 PM
escreve akê:
Snap back to reality. Ooop, there goes gravity...
E que chamadas de volta à Terra.
posted by rmx 1:04 AM
escreve akê:
o festival - notas residuais.
Queria agradecer à minha mãe, ao meu pai, à minha chefe e à TIM por me permitirem ir a esse festival, de longe o meu preferido aqui na tupilândia. Já enjoei de falar dele, então, resumón (bota món nisso) como sempre:
A produção: Impecável, manteve o nível do Free Jazz. Para um evento daquele tamanho, é surpreendente que praticamente não tenha falhas. Vi algumas pessoas reclamando que às cinco e meia da manhã não tinha mais água no banheiro e que a cerveja estava quente, mas isso não são falhas, são fatos da vida. No mais, era impressionante a organização (desde o ingresso comprado pela internet e entregue bonitinho a 1200km de distância até a sinalização, check in avançado para as tendas, entrada e saída separadas, bares sem muita fila, banheiros idem, etc etc), a gentileza dos seguranças até com aqueles cretinos que sempre querem dar o truk (inclusive algumas semi-celebridades fizeram as grossísimas), ótimas opções de bares e restaurantes na praça (mexicano, sushi, uma filial do 00, café expresso etc) e tudo mais. E para quem, como eu, foi no Skol Beats paulista (para não mencionar o BMF), onde o suor do povo condensava e pingava nojentamente do teto, tendas acarpetadas e com ar condicionado (decente!) que nem as do TIM Festival são tudo que um ser humano pode querer em vida.
A locação:
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Affonso Reidy, 1957. Emocionante de lindo, um dos meus prédios preferidos no Rio, no Brasil, na América Latina* e no Mundo*!! (*piada interna, sorry). Pena que colocaram uma iluminação muito feia que não ajudava em nada a arquitetura. O auge foram os sentódromos improvisados nas pedrinhas e diversos outros itens do paisagismo de Burle Marx.
As pessoas - Basicamente o público era a juventude dourada (eca, detesto esse termo de coluna social decadente) carioca. Os clubbers (incluindo alguns modernets que vi em sampa na semana anterior), indies, índios, freaks, bios, clones de Los Hermanos e outras minorias eram realmente minoria. O que é bom.
Os shows:
Tira-poeira - Um chorinho meio pós qualquer coisa...não sei definir porque não entendo nada de choro. Só sei que o cara tocava pandeiro pra cacete (e alguém me disse que no Rio, falar pra car*lho é ofensa mais grave do que é por aqui - a confirmar) e que várias pessoas que entendem do estilo já me afirmaram que o chorinho de Brasília é tão bom ou melhor do que o carioca. Também a confirmar.
Apavoramento - Cheguei meio tarde nesse e só vi mais pro final. Era um electro old-school um tanto whatever e ficava passando uns videozinhos bizarros (legais) e umas cenas de filmes de terror no fundo, acompanhados pela ordem "Fear the bass". Sorry, I don't think I will.
Front 242 - O que dizer de um grupo que começa a se apresentar de capa prateada, óculos escuros e depois troca para uma roupa de gari - calças e coletes laranja fluorescentes? Parou em 1991, né? Tem gente que gosta, então tá - live and let live. Se bem que eu, que não acompanhei a carreira desses belgas, estava até gostando das músicas. Eles usam muito TB-303, que eu amo (para quem não conhece, é um sintetizador de baixo muito usado no acid house. Acho que eu mesmo parei em 1989) e são super empolgados no palco. Assisti o show amarradão até eles começarem a tocar umas musicas mais rápidas e berradas em alemão e eu comecei a achar que estava num show do Rammstein. E embora eu não faça a mínima idéia do que diziam as letras, nada me tira da cabeça que aquilo tinha algum tipo de estética fascistóide. Ao contrário do que eu imaginava, o show ficou vazio, acho que com menos da metade da capacidade. Muita gente de preto, devia ser a galera do EBM, que pareciam com uns que iam nas festinhas synth-goth do Dreams (alguém lembra desse, na 408 sul?) há muito, muito tempo atrás.
Saí de lá e fui pro show da Peaches (a "Píti" canadense hahahaha), que é um "grupo" feito de um peach só. De maiô, cabelón flashdance e dois metros de pernas bem torneadas, ela empunhava uma guitarra quadrada e tocava uma música que parecia um pastiche de Ramones (fase ruim) cantado pela Courtney Love (fase de sempre). Não consegui nem esperar a música seguinte. Voltei para o Front 242, ouvi eles tocarem Headhunter sentado e voltei para a Peaches. Nessa hora ela estava tocando uma música mais palatável e chamando duas meninas que soubessem a letra para subir no palco, cantar junto. Se despediu delas com beijos (de verdade) na boca. Se até Britney pode...
O Coldcut trouxe seu ordinary fare de experimentalismos e batidas quebradas sincronizado com videos montados ao vivo. Morno até eles pararem tudo e passarem no telão aquele videozinho que rola pela web, com Blair & Bush cantando Endless Love. O povo se divertiu e emendou a vaia (contra os governantes) com o começo de uma outra música, deles mesmos, que juntava samples de frases absurdas do Jorge Arbusto, John Major e outros figurões do poder e que funcionaram para fazer uma bela denúncia sobre a insanidade da guerra. Para quem entendeu o inglês, claro. Mas acho que todo mundo pegou o espírito, apaludiu e respeitou.
Henry Butler - Não sei quem é, não quero saber. Ele se sentou ao piano e começou a tocar músicas num estilo que eu não sei como é que chama mas que odeio assim mesmo. Não gostei de nada, saí na segunda música e fui ouvir os DJs do Village.
São duas praças de bares e restaurantes que montaram no Museu. Em cada uma, um espaço onde os DJs de vários estilos se revezavam e, apesar de eu não consegui descobrir quem estava no som, eram quase todos muito bons. Mesmo que você não quisesse assistir aos shows, poderia pagar 10 reais para entrar e aproveitar a música e a animação.
Os DJs: Foram a minha maior decepção. Deve ser a velhice, mas eu esperava bem mais. Para começar, todos tocaram as mesmas músicas (que, aliás, foram as mesmas que Johnny Slut & cia. tocaram no Ampgalaxy em SP na semana anterior). Pelamor, não aguentava mais ouvir House of Jealous Lovers ou Burning Down, do Tiga, além de uma versão toda picada dessa música nova da Beyoncé e outras mais que repetiram várias vezes. Além do mais, esse bonde do electroclash-synthcore-do-meu-** é um que eu não faço questão de pegar. Foda-se o hype. Como dizia a camiseta, eu quero o meu em dinheiro. E o mandamatar du jour vai para as macacas que escreviam de canetinha no corpo coisas do tipo "Hoje eu só quero Horny Bunny". Good for you, mafiosa. Avoa, ridícula!
No Jackson valeu a pena os vídeos em que ele usava uma máscara bizarra, fazia umas dancinhas loucas com as mãos, nas quais ele usava uma meia calça como se fosse uma membrana de um anfíbio. No Erol Alkan, a Nação Patolino se apresentou em peso. O rapazinho jurava que era "alguém na noite", numa pose de popstar que ninguém merece. Pelo menos tocou Blue Monday, talvez para se redimir.
Do 2 Many DJs acho que eu vou ser a única pessoa a falar mal. O que todo mundo achou virtude, eu achei defeito. OK, deve ser foda fazer o beatmix (aos leigos: sincronizar as batidas) de rock com house com hip hop com canto gregoriano e o escambau. Mas a idéia de misturar estilos e épocas nem é novidade por aqui. Qualquer um que foi a uma das Coisas aqui em Brasília sabe. E no final das contas, eles acabavam tocando só trechos das músicas e logo passavam para a outra. Ficava um set intenso demais, turbinado, que você não tinha tempo de curtir direito...ah sei lá...não gostei não. Mas pelo menos fugiu do lugar-comum.
O George ACTV não tocou house coisa nenhuma, mandou no techno (que eu descobri que gosto se o lugar for grande hehehe). Edinho e Zé Gordinho emendaram com um rockzinho bem bom (à la Willy, quando a gente estudava na UnB e ele tinha mais vergonha na cara) o show da Peaches com o do DJ Marlboro, que fez um set didático para, como disse o Smile Amarelo, "uma multidão com renda familiar superior a 20 salários mínimos": explicou que o funk começou com uma musica do James Brown, e entre um hit e outro do funk carioca (que as pessoas sabiam cantar inteiras, fazer as coreografias etc. Fiquei chocado), convidou ao palco várias figuronas dos bailes e rádios do Rio: MC Serginho, Lacraia (que aplicou o famoso procedimento de pagar 50 reais a quem se aventurasse a beijá-la na boca por 2 minutos, e pagou!), Tati Quebra-Barraco et al.
Se não gostei porque estava cansado e com sono ou se era ruim mesmo, não sei. Só sei que outro encerramento de festival igual a esse, eu dificilmente vou ver.
posted by rmx 12:17 AM
escreve akê:
3.11.03
le flaneur brasilense. Confundir o Aterro do Flamengo
com os Parques de Palermo
foi, sim, o auge da viagem.
gracias, rmx!
posted by el pupo 9:16 PM
escreve akê:
El auge.
Lunfardo é o nome de um modo de falar portenho que incorpora ao castellano palavras trazidas pelos criollos e imigrantes estrangeiros na Argentina. Os falantes desse "idioma" também costumam fazer inversões de sílabas nas palavras espanholas, que ficam quase irreconhecíveis. Assim, calle vira yeca e o tango - que incorporou em muitas letras as palavras do lunfardo - transforma-se em gotán. É daí que surge o nome do grupo que fez o (disparadamente) melhor show que assisti no Tim Festival. O Gotan Project, do qual já falei aqui antes, nasceu em Paris e mistura arranjos eletrônicos com tango tocado por gente de verdade. E o resultado é muito, muito bom.
Esperava que fossem vir apenas os três integrantes originais, mas não: trouxeram a formação completa, incluindo piano de cauda, bandoneón, violino, dois DJs* e a linda vocalista. O show começa com imagens projetadas num véu que baixa entre o grupo e a platéia. São vídeos de uma artista chamada Prisca Lobjoy e trazem imagens do que parece ser a Argentina nos anos 30 e 60. A música é Queremos Paz (que, aliás, não foi o único manifesto pacifista do Festival), e o público, que lotou a tenda Lab do festival, responde empolgado. Entra a vocalista, o show continua. Sobe o véu, os vídeos continuam ao fundo e a "banda" se mostra inteira. A essa altura, todo mundo já está hipnotizado pelo ritmo, pela linda voz grave da cantora, pela qualidade dos músicos e pelas intervenções que os DJs fazem em cima das versões originais das próprias músicas.
Depois de quase duas horas tocando faixas do seu primeiro álbum e vários solos de piano, bandoneón, violão e violino, finalmente tocam uma música inédita - dramática e dançante, depois da qual se despediram e saíram do palco, deixando gostinho de quero (muito) mais em todo mundo. A platéia não deixou por menos - gritou, urrou, assoviou e fez uma espécie de kuarup pulando e pisando o chão de madeira acarpetado de modo a causar um barulho estrondoso que obrigou a banda a voltar para o bis.
Vieram sem a vocalista e os DJs. Tocaram um belo tango instrumental (chamado Nocturna) "na raça" mesmo, e então os DJs voltaram e anunciaram mais uma música nova - La Cruz del Sur - um house latinón que pôs todo mundo para sacodir (e já tem um bootleg muito mal gravado ao vivo rolando na rede, acho que é do Rio mesmo). Agradeceram muito, acho que ficaram até surpresos com a quase histeria com que foram recebidos aqui no Brasil - e deu para ver que ficaram emocionados. Que venham mais vezes, por favor!
*chamo de DJs na falta de um termo melhor para denominar os compositores/arranjadores da parte eletrônica das músicas.
posted by rmx 8:09 PM
escreve akê:
Cave! Hic Morrones. Ainda hoje me espanto com uma característica geográfica do Rio: os morros. É realmente estranho pra uma pessoa nascida e criada no Planalto Central. Não me surpreendo com os morros em si, pedras maciças, inteiras, que parecem caídas do céu, diferentes de toda morraiada jamais vista. Me surpreendo sim com como a cidade foi construída primeiro em torno, depois assenhorando-se das encostas. É desconcertante demais andar pela Lagoa e ver os prédios apinhoados em encostas impossíveis. Ou estar andando por uma rua e, de repente, ela terminar num paredão de pedra de 17mil metros de altura. Deveriam pôr avisos, placas, alguma coisa, avisando que a rua vai ser interrompida a qualquer momento por um dramático acidente geográfico vertical. Se não, vou continuar me assustando.
posted by el pupo 5:53 PM
escreve akê:
Da série diálogos (de bêbados) impertinentes.
Domingo, 6 da manhã, depois de algumas margaritas, saí andando tonto pela parte vazia da tenda durante o show do DJ Marlboro. Parei para ficar me divertindo com a visão de um bêbado que jogava a camiseta em cima "daj gatash" e depois ia buscar, quando aproveitava para puxar assunto com elas, que ficavam paralisadas. O cara, de repente, deu um pulo e meia volta no ar, caindo de frente para mim e gritando - "Píti"!
Atônito e semi-surdo, respondi: Pizza???
Bêbado - Não. Píti! A píti brasileira!
Eu, que há pouco tinha ouvido o DJ falar a mesma coisa, achei que eles queriam dizer a Peaches brasileira, já que a canadense tinha tocado ali mesmo um pouco antes. Retruquei:
- Ah, desculpe, eu achei que você tinha dito pizza.
Como minha cultura funkeira é zero, tentei esclarecer as coisas:
- É a Tati Quebra-Barraco?
- Não, é a píti, pí-ti! Olha aquilo ali (apontando para a logo do Festival): um ........ (palavra dita em carioquês* de bêbado, que não entendi), umas cornetas, um negócio preto...não dá para entender.
- É, isso não faz nenhum sentido...
*carioquês é um idioma falado no Rio, às vezes bem próximo do português, às vezes bastante incompreensível. Por exemplo, nessa língua, a expressão "Sardúa zaê, matushquela!" significa "são essas duas aí, seu maluco".
E até agora não consegui saber o que/quem é a tal "píti". Cariocas leitores, sua contribuição será seriamente apreciada, valeu?!
posted by rmx 4:14 PM
escreve akê:
ação afirmativa.
E lia-se em cartazes colados nas ruas por toda a capital carioca: Halloween é o cacete. Viva a cultura nacional.
Isso é que é ênfase!
posted by rmx 3:24 PM
escreve akê:
diálogo impertinen-ts
No taxi, passando pela enseada da Glória:
Taxishta - A Urca é um bairro ótimo, já morei lá.
El Pupo - E agora, o senhor mora onde?
Taxishta - Bonsucesso.
El Pupo - Ah, legal...
Taxishta: Legal porque não é você que mora lá!!
posted by rmx 3:18 PM
escreve akê:
da série: diálogos impertinentes.
Ouviu-se n'alguma noite do TIM Festival:
Eins: - Você tá aqui?
Zwei: - Não, tô em São Paulo.
Eins: - ?!?!?!?
Zwei: - hohoho
Eins: - Tá colocada?
Zwei: - Não, tô bunita!
posted by el pupo 3:13 PM
escreve akê:
A teoria do oxigênio. Contei para El Pupo a teoria que formulei ao chegar no Rio sobre a razão de adorarmos a cidade inexplicavelmente quando chegamos lá. É que, como vivemos aqui a 1200 metros de altitude, o ar é mais rarefeito e, conseqüentemente, nosso sangue tem mais hemoglobina para poder oxigenar o cérebro adequadamente. Num efeito inverso ao que ocorre com as pessoas que vão para grandes altitudes e passam mal, o sangue super-hemoglobinado brasiliense, quando chega no nível do mar, começa então a levar quantidades muito maiores de oxigênio para o cérebro, causando uma verdadeira overdose (*sobredosíiiiiis, el mamut con sobredosíiiiiis - thanx, Belly!). O principal efeito disso é que o ar simpesmente funciona como uma espécie de colocón que deixa as pessoas felizinhas e contentes, quer queiram, quer não. Acho que o Pupo não acreditou muito na teoria, e qualquer um que tenha estudado biologia além da sexta série também não deveria, mas isso não importa. O que importa é que, a partir daí, qualquer desvio de comportamento passou a poder ser justificado simplesmente com a frase "é culpa do oxigênio", e o biotruk reinou.
posted by rmx 3:11 PM
escreve akê:
de retour. De volta da minha breve fuga da realidade, cá estou na rotina de sempre...o que é bom sempre acaba (na verdade, é bom *porque* acaba). Por ora, sono, muito sono, depois de noites mal dormidas e muita ferve·ció. Ao relato, em partes:
O Rio: bom, o Rio é o Rio né? Continua lindo, etc e tal. Quem chega pela estrada (ou pelo Galeão), tem a impressão de estar indo a algum lugar tipo as Filipinas...um calorão, uma água preta fedorenta, um favelón miserável que se extende até aonde a vista alcança. Muito, muito deprê. Passando pela Linha Vermelha, começo a rezar para não tomar uma bala perdida. São Cristóvão poderia ser também Moçambique quase em ruínas. Passo pelos armazéns do porto, tristemente decadentes (e praticamente implorando por um Guggenheim na vizinhança). Depois de ler, fascinado, as palavras de Gentileza, chego ao terminal rodoviário, que, no quesito uózice, só perde mesmo para o de Brasília. Até aí, só me pergunto que diacho fui fazer nesse lugar horrendo. Tomo o Fres(h)cão (como já disse, a invenção mais genial do Rio), com seu ar condicionado programado para funcionar a uma temperatura de uns 6 graus centígrados, talvez menos. O ônibus passa pelo Centro e começam a subir as pessoas. Lindas. De morrer. E depois vai passando por aterros, marinas, montanhas, praças, calçadões e bairros lindos de morrer. E eu vou construindo argumentos para criticar tudo: as pessoas são assim e assado, a cidade tem esses e aqueles defeitos e tudo mais. No final das contas, chego ao meu destino final racionalmente convencido de que tenho motivos suficientes para não considerar a Vila de São Sebastião um bom lugar para se viver. Uma coisa bonitinha mas ordinária, sabe? Mas não sei por quê, continuo amando aquela cidade e, segundos após chegar de vez, uma alegria inexplicável sempre me contagia e eu me rendo de vez. É, acho que a palavra é essa: ao Rio, a gente se rende. Deixa os argumentos todos de lado, invoca o carioquíssimo Evando Mesquita e diz: OK, você venceu.
posted by rmx 11:24 AM
escreve akê:
1.11.03
disclaimer: Sem posts por enquanto. Este blog está de férias no Rio e tem mais o que fazer. Até segunda.
posted by rmx 5:00 PM
escreve akê:
|
 |