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31.12.03
buy Puma...
and feed your dogs the Euro way.
(fazer o quê se ele prefere couro sintético à ração?)
posted by rmx 9:43 PM
escreve akê:
pac youth. Quando vi que em SP inauguraram um club chamado Atari e que a temática era anos 80, fiquei curioso para conhecer.
Quando entrei no site e vi que o público é composto basicamente por pré-vestibulandos, mudei de idéia.
Now, that's unsexy.
posted by rmx 4:04 PM
escreve akê:
Minutos de francofonia.
Montreal - Apesar de ser a suposta locação do filme As invasões bárbaras, a cidade quase não aparece. Mas isso não importa, porque o sotaque québecois (chatsinho) é ouvido o tempo todo e o filme, que achei ótimo, faz uma coisa rara hoje em dia: é dramático sem ser melodramático. Claro, é triste, uma história sobre o amadurecimento e a morte, mas faz pensar mais do que chorar, sabe? Mas também não é só sobre isso...é sobre política, ética, valores, nacionalidade, utopias e mais uma porção de coisas. Merece as filas que continuam se formando na entrada há meses, desde a estréia.
Paris - Por sua vez, é o cenário de À francesa e aparece muito - o suficiente para deixar metade do cinema doido para sair da sala e encontrar um guichê da Air France na porta. Entrei nesse filme por acaso - o cinema da Cultura Inglesa estava fechado então e arrastei Le Poupaud para a Academia e entramos no único filme que ainda não tínhamos visto. Grata supresa, uma comédia de costumes que, entre um gongo e outro, acaba destacando as diferenças "culturais" entre os americanos e os franceses, sem apelar para os estereótipos de sempre...aliás, de um jeito tão equilibrado que custei a acreditar que foi filmado por um americano (James Ivory). Muito melhor do que eu imaginava!
Dakar - Enquanto na Europa cada vez menos gente quer saber de clubbing, dizem que no Senegal, a cena dos bares e boates está no auge. Sozinho no topo está o club do Youssou N'Dour, chamado Thiossane, mas a cidade é grande e tem muitos outros lugares para ir. Nos alto-falantes, além de música ocidental, como em qualquer outro lugar (muito hip-hop), também tocam ritmos africanos e influenciados pela música da áfrica (quem tiver curiosidade, pode ouvir no site do selo Jojoli, do próprio Youssou). Será que lá é limpinho que nem Windhoek?
posted by rmx 1:34 AM
escreve akê:
30.12.03
wear Puma. Get your blisters in full Euro style.
posted by rmx 6:47 PM
escreve akê:
Buriti turismo.
"Selquet Smowing. La Confitería Selquet brilla nuevamente ofreciendo un espacio de encuentro semanal todos los jueves del verano. Años setenta, glamour, estilo, aperitivos, cena, djs, son los ingredientes de la propuesta SMOWING. La noche comienza temprano y continúa ininterrumpidamente con el segundo horario de convocatoria a las 23 hs. Confitería Selquet, Pampa y Figueroa Alcorta, Capital Federal."
O bairro é meio concheto, o lugar deve ser também, mas mesmo assim eu quero ir, eu quero ir, eu quero ir!
Tirado do Guía Wipe, sem medo de ser hype, pop, "dos amigos" e meio brega, *a* referência pra BAires.
posted by el pupo 2:47 AM
escreve akê:
Louvado seja...
o inventor das caixas de papelão. Imagina ter de fazer toda a sua mudança com baus? Benza Deus!
posted by el pupo 2:37 AM
escreve akê:
29.12.03
você sabe que está em Brasília quando...
...tem uma placa apontando que a Suíça fica ao lado do Japão. Só mesmo no Setor de Embaixadas...
Foto tirada desse flog aqui.
E no meu mundo perfeito, realmente bastaria virar à esquerda e cair num país desses. Não seria genial?
posted by rmx 10:18 AM
escreve akê:
antilúcia. Nem todo jornalista anda falando mal de blogs. O Ivan Lessa (ex-Pasquim, exilado nas vizinhanças de São Martim dos Campos) assumiu que também é macaca de auditório.
posted by rmx 2:01 AM
escreve akê:
bzzz.
I don't understand why I sleep all day
And I start to complain that there's no rain.
All I can do is read a book to stay awake
And it rips my life away but it's a great escape.
(Blind Melon, No Rain)
Vocês se lembram de quando morreu o vocalista (tudinho)? Tadinho.
Vocês se lembram da protagonista do clipe dessa música, uma abelinha portadora de Down (tadinha)? Tudinho.
posted by el pupo 12:54 AM
escreve akê:
28.12.03
Trafegar por Trafalgar.
Andar pela praça Trafalgar, dizem, ficou mais fácil depois de ter siso reformada e transformada em área peatonal há alguns meses. Na época de Natal a praça fica ainda mais bonita. Os prédios da National Gallery, a igreja de St. Martin-in-the-Fields (aka São Martim dos Campos), a Coluna de Nelson (hohoho) e o Arco do Almirantado ganham mais um companheiro: uma árvore de Natal. Não é a maior do mundo. Não é flutuante. Não tem 138487 lâmpadas. Ela é especial porque tem uma boa história por trás.
Em 1940, quando o regime nazista invadiu a Noruega, o rei Haakon VII buscou asilo em Londres. De lá ele formou um governo paralelo e se preparou para retornar ao país quando a guerra acabasse. A primeira árvore, de 15 metros de altura, foi presenteada pela Noruega dois dias antes do Natal de 1947, em gratidão pela ajuda da Grã-Bretanha ao país durante a Segunda Guerra Mundial. Desde então, todo ano uma comissão dos parques reais noruegueses sai pelas nevadas florestas boreais em busca do pinheiro ideal. Lalalala...
posted by el pupo 9:09 PM
escreve akê:
balé.

Uma lata desses biscoitos durava, lá ni casa, no máximo um dia. Por obra minha e da minha irmã, comedores compulsivos dessas delícias amanteigadas. Nesse Natal, por graça divina e jornalística, caiu-me nas mãos uma latinha dessas depois de anos. Durou dois dias. Talvez porque eu não tenha convidado minha irmã pra participar... gastroegoismo ativado pela loucura danesa que sai dos forninhos dos filhos de Jacó (Jacobsens Bakery) em Hedensted, Jutland.
Esqueça o surreal estado de bem-estar, as loiras geladas, os loiros sujos, Arne Jacobsen, o Dogma 95, o parque Tivoli, Hans Christian Anderson. Nada disso é importante. Esses biscoitinhos são a razão de ser da Dinamarca nessa orbe.
posted by el pupo 8:43 PM
escreve akê:
colé a musga. Vou ter que discordar do post do Jota do dia 22. É que, para ser más franco, não achei muita graça da versão ao vivo do Coldplay para Stop me if you think that you've heard this one before, dos Smiths, não. Acho que é porque o Noel Gallagher (um dos irmãos monocelha do Oasis, que faz participação especial) parece estudante de violão em curso da W3 tocando a guitarra nessa música. Ou talvez porque o cantor errou a letra. Bem, pelo menos eles assumiram que não ensaiaram para tocar...e a confissão sempre ajuda a redimir do pecado, né?
E por falar em cover, tanto o Capital Inicial quanto o Paralamas fizeram suas próprias versões em português de uma música do Soda Stereo, De musica ligera. Entre letra e música, às vezes a versão do Capital é melhor do que a dos Paralamas e vice-versa. Em todo caso, ficamos com a original.
posted by rmx 8:09 PM
escreve akê:
27.12.03
turn on the bright lights.
Eles que avisaram: hoje, excepcionalmente, rola um Sábado Vinil, no Gates. Gin tonica, aí vou eu!!!!
posted by rmx 3:49 PM
escreve akê:
delta delta delta. Uma mistura de blog coletivo com quadro de recados. E um template mega-customizado que é simplesmente el auge. The ddd.
Quero um assim pra mim também.
posted by rmx 3:39 AM
escreve akê:
para os embaçados de plantão: Damon Albarn lançou, esse mês, um picture disc de vinil branco de 10", apenas 5000 edições prensadas, solo con demos solo. Chama-se Democrazy. Onde se arruma isso? Sei lá.
posted by rmx 2:40 AM
escreve akê:
26.12.03
O Senhor dos Anéis, parte 3. Poderia chamar-se também algo como Outing Frodo (ou o Retorno do Gay, mas esse eu descarto porque é um trocadilhozinho Casseta & Planeta demais pro meu gosto). De qualquer forma, me parece que o Peter Jackson realmente exagerou na hora de mostrar a relação entre os Hobbits na tela. Li o livro há mais de uma década e minha memória pode (e costuma falhar). Mesmo assim, me recordo que, embora no texto do Tolkien ficasse muito claro que o que havia ali ia muito além da fraternidade, não tinha nada tão explícito quanto as diversas trocas de olhares apaixonados entre os dois no filme. Do jeito que fizeram, tipo casalzinho, beirou a caricatura. Mas até compreendo. Na época do Tolkien, para bom entendedor, meia palavra bastava. Mas hoje em dia, está difícil achar bons entendores...
No mais, nem me inquietei tanto com as 3 horas e meia de filme (aliás, meu recorde. Ver E o vento levou transformado em mini-série na TV não conta). Fiquei aflito mesmo foi com a montanha-russa cinematográfica: esquenta-esfria, alternando cenas escuras com claras e horas de tensão extrema com momentos meiguinhos. Haja coração.
posted by rmx 2:58 AM
escreve akê:
sapere aude.
A prova de que existe vida inteligente na biosfera passa pela ionosfera, mesosfera, estratosfera e troposfera. Esse é o caminho que percorre o sinal da BBC World.
O serviço mundial da BBC (rádio, internet, TV) me fascina. Uma das duas únicas boas coisas que brotaram do imperalismo britânico -a outra é a Austrália-, fornece notícias em 43 idiomas diferentes, do somali ao búlgaro. Imagino que o prédio da BBC em Londres deva ser uma espécie de ONU do jornalismo.
A televisão BBC World não poderia ficar atrás. Seus produtores e repórteres parecem entender mais de política externa e assuntos mundiais do que muitos diplomatas. Eles apresentam (mesmo) todas as partes de uma história, diferente do que é padrão no jornalismo brasileiro. As matérias de lifestyle (turismo, estilo, comida, carros, tecnologia) têm sempre sacações maneiríssimas, são bem-humoradas e super bem produzidas. O inglês é impecável, gramatica e sotaquistamente.
A programação visual e musical, repaginada em dezembro, é de longe a mais bonita e muderna dentre os canais noticiosos (a Deutsche Welle chega perto). E eles têm vários apresentadores de ascendência hindu/paquistanesa e escocesa, as nacionalidades mais hypadas do momento.
Viva o dinheiro do contribuinte inglês e dos brasileiros, hindus e chineses assinantes do serviço! Admito: sou fã.
ps: já instalei no computador um ticker ao estilo Bloomberg por onde passam as manchetes da hora.
ps2: a BBC Brasil foi uma das empresas de notícias que mais contratou em 2003. Cresceu absurdo e é fonte prum monte de jornalistas por aqui.
posted by el pupo 2:51 AM
escreve akê:
slave to the Christmas (sic).
E a Grace manda o seu recado:
"Feliz Natal atrasado, macacaiada! Tôrréia."
posted by el pupo 2:12 AM
escreve akê:
25.12.03
I love my ICQ (título-tributo a Cam Seslaf)
Deminy: Tou com uma barba enorme. Por que isso não vira logo moda e deixam os mal-barbeados em paz?
rmx: Também acho. Embora a barba engorde a pessoa.
Deminy: Ai, que tudo. Vou usar a minha com listras horizontais!
posted by rmx 6:54 PM
escreve akê:
decolatif.
Trance (feeno) na manhã de Natal? Será que foi o champanhe?
Essential Mix do Paul van Dyk "no talo" (expressão uzê). Ar condicionado, capuccino, solzinho matinal na persiana...acho que se eu olhar lá fora, posso enxergar as calçadas de Amsterdam.
Engraçado que o set começa mais progressivo e no auge tem Miro - By your side, musga antiga, remix novo chamado Sonorous bright mix. Depois fica mega-decolativo...e eu gostei! É, deve ser o champanhe.
p.s. você tem todo o direito de não ter entendido nada desse post. Eu também não entendi a metade.
p.p.s. E o mix encerra com o club mix de Time of our lives, do próprio PVD, que é óóótema. E para quem não gosta de tuntistun, pode pegar a versão original que é popzinha.
posted by rmx 11:13 AM
escreve akê:
not pretty.
Post rabugento de Natal cancelado por razões...hummm...estéticas. Ia ficar feio falar tão mal quanto eu queria.
posted by rmx 2:08 AM
escreve akê:
23.12.03
LV e LB.
A Luciana Vendramini já sabemos por onde anda (nas bancas). Agora, onde estará Lídia Brondi?
Parece que não fomos só nós que nos perguntamos isso. A Ida Feldman já fez sua enquete particular. Colunas de fofoca do Carnaval retrasado também dão algumas pistas. Até a Caras já foi atrás da moça - que é mãe de uma pimpolha de 18 anos! Tarréia, torréio ou tamurréio?
posted by el pupo 9:15 PM
escreve akê:
comercomeeer2.
E os convivas, o vinho e o risoto de abacaxi ouviram relatos dignos do Eu, Leitora da Marie Claire:
"Eu já fiquei 10 dias na casa do Paulo Ricardo. Quando ele ainda estava com a Luciana Vendramini."
ou
"Minha mãe já foi ao Roletrando e perdeu!"
Vou mandar botar na novela. Obrigado por ontem, a todos!
posted by el pupo 5:05 PM
escreve akê:
comer, comeeeer.
Sempre que vou ao Villa Tevere gosto de experimentar um prato diferente, afinal, minha curiosidade gastronômica é infinita, o cardápio de lá é farto em novidades e são sempre coisas deliciosas. Mas ontem, experimentei algo que talvez me faça reformular essa política e passar a repetir o prato.
É que a bistecca acompanhada de risoto de abacaxi é uma delícia de pedir bis. Me esbaldei com a carne de porco - e nesse ponto a empolgação pode ter alguma influência genética da mineirice - mas o risoto amarelinho, além do aroma do próprio abacaxi, tem um toque de gengibre que me fez realmente desconfiar que em outra encarnação eu vivi no oriente (comida boa tem que ter cheiro, onde já se viu?).
No final, embora eu já estivesse quase empanturrado (além das entradinhas que comi, a porção é farta!), ataquei até o último grão de riso arborio. Os outros comensais disseram que seus pratos também estavam bons, do que eu não tenho dúvida, mas também desconfio que nenhum estivesse mais gostoso que o meu.
E, na hora de ir embora, depois de uma curiosa discussão sobre o significado moral das gorduras localizadas (sabiamente levantada por Cam) e o conflito entre as obrigações estéticas e as tentações gastronômicas do mundo moderno, à tradicional pergunta "alguém quer mais alguma coisa", só me restou responder: uma caixa de Reductil, por favor.
posted by rmx 3:25 PM
escreve akê:
22.12.03
role-model.
Meu amor, nosso amor estava escrito nas estrelas, tava sim!
"A trajetória da cantora, compositora e instrumentista Tetê Espíndola sempre foi marcada pela multiplicidade. Incursões pela vanguarda, o pioneirismo regionalista, fusões do acústico com o eletrônico, experimentalismos com pássaros, enfim, um leque de opções que sua voz absolutamente rara, de timbre ímpar e extensão incomum, lhe proporciona."
Sacanagem não é experimentalismos com pássaros, é ter essa foto postada na resenha. Com quem se parece, macacq?
posted by el pupo 1:41 PM
escreve akê:
urfutur. E por falar em Zeed, não contente em perceber que a Internet oferece muito mais possibilidades além do esqueminha de leitura linear de página-link-página, o moço resolveu colocar em prática essas idéias. O seu projeto FuturoZer0, embora ainda em fase de construção (promete, entre outras coisas, mais componentes interativos, uso de câmera etc), é um "conto em hypertexto" que, preciso dizer, me deixou empolgado e aguardando ansiosamente pela continuação.
posted by rmx 12:05 PM
escreve akê:
p.s. Sobre o post do Adeus, Lênin, ali em baixo: segundo os ilustres moços comentadoiros Zeed, Lúcio e Mr. Paranoid, isso de aparecerem os microfones é normal e todo filme vem com um pouco mais de área do que o que será realmente passado na telona. Além do mais, Herr Pupp assistiu o filme n'Europa e não notou nada de anormal. A culpa, então, é de quem cuida do projetor da Academia de Tênis, que não se deu ao trabalho de fazer o ajuste direitinho. Suspende a gorjeta.
posted by rmx 11:54 AM
escreve akê:
Vale a pena ver de novo. O primeiro episódio de Faking It no qual Alex, bibinha do Devonshire se despede da família e do namorado para passar um mês tentando se tornar um segurança de boates convincente. Simplesmente memorável.
posted by rmx 12:15 AM
escreve akê:
21.12.03
tranca-rua.
"Bianca diz que é professora de inglês e em 2002 assumiu a direção de uma escola pública em Barueri, onde mora. 'Prestei concurso público e entrei', fala com sua voz indefectível." O hype do colégio com certeza é ser mandado pra sala da diretora!
PS: e o repórter que assinou a matéria se chama Sérgio Amaral. Associou, nêga?
posted by el pupo 10:59 PM
escreve akê:
akneton, socorro.
Não sou muito fã de dança, muito menos de ballet, que para mim é algo quase tão abominável quanto ópera (não suporto, sinto muito). No entanto, ontem dei o braço a torcer, sem ter como recusar o milésimo convite de uma amiga que ia se apresentar, junto com o corpo de dança de uma academia razoavelmente conhecida da cidade, no Teatro Nacional (lindo por fora, o fim dos tempos modernos por dentro. Como eles esperam que alguém com 1,80m ou mais acomode suas pernas naquelas poltroninhas??).
Foi difícil manter a boa vontade quando descobri que o tema da noite era algo do tipo "as semelhanças entre Brasília e uma certa cidade sagrada do Egito". Sensação acrescida de um pouco de medo quando vi a qualidade do material gráfico e do cenário...
O fato é que troquei isso tudo por uma vontade quase irresistível de gargalhar, que teve que ser reprimida e transformada em riso interno, quando entraram os bailarinos homens. Fala sério! Juro que me deu muita vergolha alheia. Cabelereiros, manicures, estilistas, todos são praticamente o Jesse Valadão quando comparados com os bailarinos, especialmente um deles, que era a primavera de sapatilhas. Dançar ballet na ponta do pé, com aquela "mãozinha" é o nível máximo da via**gem, pelamor!!! Não tem como um cara fazer aquilo ali e depois dizer que é straight. Ainda mais, fazendo dancinha egípcia. Impossível (e não venha me falar de Bolshoi e de questões de gênero, macaca politicamente correta).
. Mal o choque tinha passado, entra a turma de pré-adolescentes, todas fantasiadas de cobrinhas, múmias ou algo assim. Dançando empolgadíssimas ao som de Smack my bitch up, do Prodigy. Claro, ningém devia ter noção do que diz a letra.
Aliás, pelo jeito, ali ninguém tinha noção de nada. Eu, hem.
posted by rmx 1:10 AM
escreve akê:
ciao, camarada.
Adeus, Lenin , que pré-estreou hoje, é talvez o filme com mais aparições de microfone por minuto na história do cinema recente. No mais, é um filme normal, que deve ter muito mais graça (humor, mesmo) para os próprios alemães. Para nosotros, resta um drama que pode fazer pensar sobre os nossos sentimentos e utopias. E, é claro, fica também a vontade de comprar todos os objetos commie-vintage que aparecem durante as duas horas de filme.
posted by rmx 12:51 AM
escreve akê:
20.12.03
inveja branca.
"In Paris, where he lived much of his adult life, he was a well-known boulevardier who would fly his dirigible to fashionable restaurants and nightclubs and then tether it to lampposts alongside other patrons' horses."
Eu dava um dedo mindinho pra chegar às baladinhas belle époque num dirigível com o Santos-Dumont.
posted by el pupo 1:10 PM
escreve akê:
19.12.03
aliviado.
Estou custando a acreditar que vou passar esse Natal sem comprar um presente sequer. Consegui me livrar de todos os amigos-ocultos (odeio) e todas as outras pessoas obrigatoriamente presenteáveis que conheço estão viajando. Sou da teoria que não aceita dar presente adiantado: se não for no dia, não vale.
posted by rmx 2:48 PM
escreve akê:
18.12.03
onataltaí 2.
Já que o tópico é wishlist natalina de mp3, eu quero 900 reais para comprar um desse aí em cima, da Nike-Philips. Porque design é tudo, o resto é só conteúdo.
p.s. e desculpem o fundo branco uzê, mas é que aqui na senzala não tem photoshop.
posted by rmx 11:13 AM
escreve akê:
o Natal tá aí.
On the first day of Christmas my true love sent to me:
an e-wear in a pear tree. (I wish!)
(O comercial que recebi por e-mail é ótimo!)
posted by el pupo 2:32 AM
escreve akê:
17.12.03
diliça:
"Tô precisando comer buceta. Arranja uma mulher pra eu comer!"
Se tem uma coisa de que sinto falta em Brasília é andar na rua e trombar com gente, ver comércio, ambulantes, polícia, loucos. Hoje me realizei.
Andava falando ao celular na calçada da rua dos anexos dos Ministérios, entre o Senado e o Planalto. Um senhor grisalho de seus 55 anos, bigode, calça jeans, camisa pra dentro e pasta na mão vem andando no sentido oposto. Ao cruzar por mim soltou essa frase e seguiu seu passo. Demorei 5 minutos pra parar de rir e retomar a conversa.
Acho que ele não deve conhecer o conceito de thanks for sharing. Vou pedir pro GB botar na novela.
Agora, vem cá: eu tenho cara de cafetão?
posted by el pupo 9:44 PM
escreve akê:
dance to the underground.
Acordei com cara de cansado e agora estou caindo de sono aqui, mas é que essa noite não consegui dormir antes de conseguir todas as músicas dessa bandinha, que descobri ontem, por acaso, mas que gostei de primeira e não paro de ouvir.
Deletei Rapture, Stripes e Strokes. Para mim, NY sound agora quer dizer Radio 4. Uma coisa disco-punk-pop-sei-lá-o-quê. C&A (c*guei e andei) pro rótulo, só sei que é bom de ouvir e de dançar. E o mais ridículo é que lançaram o disco (chamado Gotham) há um ano e eu nunca tinha ouvido falar. Tipo Atrasadinho da Estrela, eu. Caramba, como é que ninguem me disse que eles existiam?? Para que servem os amigos metidos a indie se não te dão essas informações? Vou trocar todos vocês pelo Lúcio Ribeiro. Humpf.
posted by rmx 4:05 PM
escreve akê:
samos tudo brimo.
Allah la la ô ô ô, Ai que calor oh oh oh!
Atravessamos o Deserto do Saara! O sol estava quente E queimou a nossa cara!
Allah la la ô ô ô Ai que calor oh oh oh! Allah, Allah
Allah meu bom Allah, Allah meu bom Allah!
Viemos do Egito e muitas vezes nós tivemos que rezar
Allah meu bom Allah!
Mande água pra Oiô, Mande água pra Iaiá
Allah meu bom Allah!
Allah la la ô ô ô Ai que calor oh oh oh!
posted by el pupo 12:49 PM
escreve akê:
da série: best friends.
ou da série: tô loka!©B&H&C
Nos difíceis primeiros anos da capital, os moradores apelidaram As Banhistas, a escultura de Ceschiatti que bóia no espelho d'água do Palácio da Alvorada, de Márcia e Maristela. Seriam as duas filhas de JK se volviéndo locas por terem de trocar la vita al mare carioca pelo poeirón.
Hoje em dia, felizes são elas que ficam no meio da água alvoradina e vêm as emas do palácio se promenando pra lá e pra cá nesses calorosos dias estivais.
(É a primeira vez que sinto inveja branca de estátuas! Internación, ahí voy.)
posted by el pupo 2:24 AM
escreve akê:
l'empire. Três fundos de investimento americanos entraram com ação de falência contra a Globo em tribunal dos Estados Unidos + Eu super prolixo essa noite e nada do blogger me deixar postar = ódio borbulinhas (tomara que a Vênus Platinada vá à falência e aproveite pra ir a la puta madre que la re parió).
posted by el pupo 2:21 AM
escreve akê:
tendência. Parece que 2003 foi o ano mais quente desde 1880. Temperaturas altas nas altas latitudes, mudança no padrão da circulação atmosférica. Atentem aqueles que querem culpar a Rússia, ozEua, a China e afins: parte da tendência pode ser culpa do homem, mas o sistema climático do planeta é mooito, mooito complexo pra explicação reducionista. É mais crível e comprovado a ação do homem no microclima urbano, por exemplo. Por isso o gigantesco calor que está em Brasília e elzawhere urbania.
O mais legal dessa notícia foi ver o PH Amorim querendo induzir descaradamente seu entrevistado meteorologista a falar que o culpado pelo aquecimento era o homem e as emissões dos países industrializados. Adoro o lugar-comum desse debate!
posted by el pupo 2:20 AM
escreve akê:
em Brasília, 00:17 - Neste momento, quem tenta ouvir o jornal do Paulo Henrique Amorim ou dormir na 203 norte não consegue porque a Serenata de Natal de Brasília canta carolas natalinas* no parquinho da quadra. Momento meigo ou ódio visceral? Ainda não estou convencido. A próxima quadra é a 409 norte. Cave, concivitati!
Mas o melhor mesmo foi ouvir ao final da cantoria um sonoro "Larga essa porra, sua puta!" de alguém debaixo do bloco. Feliz Natal pra você também hohoho!
*como eu traduzo Christmas carols?
posted by el pupo 2:20 AM
escreve akê:
16.12.03
adiós (schuif!)
OK, em 2003, Celia Cruz, Charles Bronson e Sérgio Vieira se foram. Mas não dá para acabar o ano sem entrar em luto também por outra grande perda: os deliciosos catálogos trimestrais da Abercrombie & Fitch. Quatro vezes por ano, a publicação mostrava jovens sem roupa (quer dizer, quase, afinal, é isso o que eles vendem), felizes da vida posando em duplas, em grupos, com amigos, com amigas, etc. Bom né? hohohohoho. Isso o Bruce Weber fazia direito. Mas agora já era.
Depois de anos fazendo a alegria de adolescentes (e adultos) onanistas de plantão, o Quarterly foi cancelado de uma vez por todas na semana passada, por conta de boicotes de setores conservadores da sociedade dos EUA e conseqüente pressão dos acionistas. Isso sim, é sacanagem.
posted by rmx 10:22 PM
escreve akê:
viva os prismas absolutos. Li hoje num site de arquitetura: Qualquer cidade tem seus problemas, suas contradições, crises e conflitos, mas os de Brasília inexplicavelmente não mudam com o tempo: foram gravados a ferro quente no imaginário da população brasileira - mesmo aquela que nunca por aqui esteve. É comum e previsível: os chavões da crítica à cidade vêm à tona inevitavelmente ao menor contato com ela, erguem uma barreira que obstrui a visão e endurece os sentidos à percepção da realidade local. A aversão é anterior a qualquer visita à cidade, e muitos não estão dispostos a revertê-la morando ali. Cria-se um paradoxo, pois cidades não são apenas realidades concretas, mas também as que existem no imaginário de seus habitantes, e parte desses já tinha Brasília na mais baixa conta antes mesmo de conhecê-la. Não percebem, mas sua cegueira é parte do problema que condenam: tornam a vida ali menos agradável, não apenas para si mesmos, mas também para os demais habitantes.
Eu não poderia concordar mais. Leiam o resto aqui, ó.
posted by rmx 5:45 PM
escreve akê:
tenha dó do meu dinheirinho de contribuinte. Alguém viu a história de que o Roriz quer fazer um trem-bala de Brasília para Goiânia?
Claro, tá mais do que na hora. Afinal, não consegue nem acabar o metrô...
posted by rmx 4:11 PM
escreve akê:
aliens. O IBGE levantou que 47% da população do DF advém de outros Estados. Ou seja, metade dos brasilienses não é de Brasília. Já imaginou o nível de esquizofrenia que isso pode significar para uma cidade?
posted by rmx 1:20 PM
escreve akê:
fresquinhos. E já que o tópico é o calorão, tudo mesmo foi o César Maia, que liberou os funcionários de todos os escalões da Prefeitura do Rio para trabalhar de bermuda no verão. Mas o decreto é bem claro: no máximo até o joelho. De qualquer forma, queremos que vire lei federal já!
posted by rmx 11:09 AM
escreve akê:
tô em Capeside?
O melhor do verão (que é primavera, na verdade) até agora foram os momentos-fuga do calorão que assola o planalto, sabiamente termometrado pelo rmx. Sexta-feira teve momento-fuga piscina do Clube do Exército de 5 e meia às 7 da tarde, com direito a bronzeado e tudo. Mas o melhor mesmo foi o momento fuga de sábado: catamos um lençol, uma garrafa de água e um aparato pra tocar música, fugimos do forno que se tornara o ap e rumamos, às 6 da tarde, para o quadradão da entrequadra. Deitados debaixo de árvores altíssimas, o sol se pondo atrás dos bucólicos e cobocóticos blocos, jogados no chão, o céu encostando as pontas dos pés, as copas das árvores douradas pelo sol poente, ouvindo musiquinhas estivais... até ficar escuro. "Idonwannawait..."
Tem horas que Brasília é uma merda. Mas tem horas que é genial.
posted by el pupo 2:47 AM
escreve akê:
15.12.03
l'auberge espagnole.
A história de um punhado de estudantes, de diferentes nacionalidades, coexistindo em um apartamento em plena cidade-marketing de Barcelona, já seria um enredo mais do que suficiente para me convencer a assistir ao Albergue Espanhol. O nome de Cédric Klapisch, que dirigiu O Gato Sumiu (filminho legal que vi "eeeeenes" vezes nas minhas tardes desocupadas da época da UnB) completou a lista de motivos que me colocaram na fila do Cine Academia, logo no primeiro fim-de-semana de exibição.
Embora tenha me decepcionado um pouco (além da metáfora multinacional bobinha, às vezes parece um video publicitário do programa de intercâmbio Erasmus, da UE), o filme até que tem seus momentos, quando mostra (às vezes bem sutilmente) as diferenças culturais - incluindo de senso de humor - entre essas pessoas. Não dá para dizer que é um grande filme, mas é bem divertido.
Assista:
- se tiver aspirações à diplomacia
- se te atrai a idéia de ver um filme falado em 4 ou mais línguas
- se estiver sem o que fazer mesmo.
posted by rmx 10:30 PM
escreve akê:
lemme tell ya: you ain't seen nothing.
posted by rmx 10:21 PM
escreve akê:
boom-diggi-diggi-boom-diggi-boom.
It's a Russian roulette
It's a game and you are playing with fire
So don't be crazy
Be at peace of mind
When you go with the one you desire
Your life's in dangeeeeeeeeeer
posted by rmx 3:02 PM
escreve akê:
socorro!!
A arte tá um lixo, mas o calor é real.
posted by rmx 9:17 AM
escreve akê:
pelo sim, pelo não. O eme recebeu um e-mail avisando que o Blogger em breve só vai aceitar novos usuários dentre os assinantes do globo.com, mas que os antigos seriam mantidos.
Por via das dúvidas, caso este blog desapareça sem maiores explicações, procure pelo http://qualquercoisa.tk - é lá que eu vou estar.
posted by rmx 12:49 AM
escreve akê:
13.12.03
depois de uma tarde com o blogger fora do ar, finalmente consegui postar! Só para perguntar: qual a semelhança entre o hambúrguer da McDonalds e a cabeça dos comerciantes do Sudoeste? Ambos* são feitos de minhoca. Só pode ser essa a razão para poluírem aquele bairro com tamanha quantidade de publicidade. Aquele lugar está se tornando uma profusão insupoertável de tótens e anúncios nas fachadas. Tudo em excesso, tudo feito sem capricho visual algum, nojento. Sem contar a praga das faixinhas de pano amarelo fincadas nos canteiros. Dá vontade de atear fogo em tudo. Pior é que nem sequer plantaram árvores para criar um pouco de sombra a disfarçar a palhaçada. Cada dia que passo por ali, me sinto mais fascista, pois aumenta minha impressão de que deveria existir algo como uma polícia estética. Ou no mínimo, uma regulamentação e fiscalização decentes. Chega de feiúra.
*segundo a lenda, no caso da McDonalds.
posted by rmx 6:30 PM
escreve akê:
12.12.03
chit chat. E hoje, um amigo me disse: "pra mim o icuii é o megasuprasumo do sexo seguro na orgia universal." Y arrasó. Será que tem pirata na Feira do Paraguay?
posted by rmx 12:42 PM
escreve akê:
2 unlimited.
Após a visita dos belgas do 2Many DJs ao Brasil, muitos pilotos de toca-discos ficaram embasbacados com a habilidade deles para misturar músicas e estilos sem deixar o clima da festa cair. Lembro-me de ter visto vários DJs famosos dizendo que iriam começar a fazer algo nessa direção. Parece que por aqui, gostaram desse tempero também. Ou pode ser só a tendência mesmo. O fato é que quem for ao Arena hoje vai ter uma noite em que "se pode tocar tudo que vem à cabeça dos djs, sendo velho ou novo, eletrônico ou não. Sem regras ou estilos para serem seguidos. O que vale é a diversão da pista."
Você vai perder?
posted by rmx 11:41 AM
escreve akê:
sator arepo tenet opera rotas.
Como se não bastasse, guglei palimpsesto e caí nesse estudo de A Terra Baldia, do Eliot - poema que me é tão misterioso e indecifrável quanto bonito.
Waste lands, Bildungs e palimpsestos all over, que cousa!
posted by el pupo 1:28 AM
escreve akê:
Palimpsesto.
Em "O Passageiro - Profissão: Repórter", do Michelangelo Antonioni, Jack Nicholson interpreta um jornalista que prepara matéria sobre o conflito civil em um país africano nos anos 70s. Desiludido com a vida, resolve reescrevê-la e assumir a identidade de um inglês que morrera pouco depois de conhecê-lo. Só que o inglês traficava armas. Ele consegue impersonar o morto, mas passa por uns maus bocados pra sustentar a trampa! A trama, entre África, Londres, Munique, Barcelona e Andaluzia, é intrigante. Mas o melhor é mesmo a cena final, com um plano contínuo que começa num quarto, sai por uma janela (não sei até agora como ele conseguiu passar a câmera pelas grades da janela), dá uma pan pela rua de terra e volta pro quarto. Tudo isso sem piscar ou editar! E só contribui pro clímax e o mistério do final.
Saindo do cinema, dei de cara com o vernissage do livro "Abstrato Brasília Concreto", com fotos e textos sobre a paisagem urbana de Brasília. Várias coisas legais, dentre elas as fotos de Susana Dobal mostrando cenas bucólicas de árvores e prédios na Asa Sul com títulos como "Atentado a bomba em Medellín mata 10" ou "Arafat, sitiado, sobrevive comendo enlatados". Recomendo a mostra Antonioni e uma bizoiada no livro (não recomendo a compra porque R$ 110,00 é ridiculamente proibitivo).
Ainda essa noite fui apresentado a uma palavra nova: palimpsesto. Segundo meu amigo, é um material para armazenar escrita que os antigos egípcios desenvolveram que podia ser apagado e reescrita (o bom e velho papiro, acho). E foi a isso que comparou o Volks, Ort e Zeitgeist de Brasília. Uma certa visão romantizada do papel libertário da fronteira, da tábula rasa onde era possível se reescrever, onde não havia ainda uma cultura hegemônica local pressionando as identidades individuais como no Rio, Porto Alegre ou SP. Eu conclui afirmando detestar a falta de limites e o pós-modernismo dessa visão, bem influenciado por meia garrafa de um riojano espanhol.
O engraçado é que, sem nos darmos conta, tínhamos pautado nossa noite sobre a definição da identidade e a relação com o meio: o filme do Antonioni, a mostra de Brasília, o palimpsesto. Intensivão identitário, eu digo.
E pra parar com a punhetagem, um petit fait-divers sobre o filme colhido no babalorixá Iemedebê: "The execution of a prisoner in this film is not staged. It consists of actual footage of a real execution that the crew filmed while on location."
posted by el pupo 1:25 AM
escreve akê:
Neoconcreto.
Coca-cola.
Cola. Cloaca.
Coloca. Colocón.
Locón. Loca.
Alôca.
Coca-cola. Light.
*se você não vai a Décio Pignatari, Décio Pignatari vem até você!
posted by el pupo 1:17 AM
escreve akê:
11.12.03
ego de c* é r*la. Toma, papuda.
posted by rmx 3:14 PM
escreve akê:
os lobos de kromer.
Esse filme inglês (de 1999 ou 2000, já não lembro) passou no Cine Brasília e acho que fui o único que gostou. James Layton (fota) e seu amiguinho são lobisomens (com nomes de anjo - Gabriel e Seth) que vivem à margem de uma sociedade que resolve descontar neles o seu ódio, enquanto ela mesmo se consome em todo o tipo de mesquinharia. Inclui o padre licantropófobo que por sua vez também tem o rabo preso (como os fóbicos de qualquer tipo) e o menininho que vê os bichos com uma mistura de medo, curiosidade e compaixão, considerando a hipótese bem provável de um dia se tornar um deles. Qualquer semelhança com a realidade é meramente intencional.
posted by rmx 2:51 PM
escreve akê:
10.12.03
alguém viu o dia lindo que tá lá fora?
Vou sair daqui direto pro Parque!
(foto tirada nesse minuto...pena que o vidro espelhado escureceu a luz, que estava linda)
posted by rmx 5:47 PM
escreve akê:
les filmits. Sabe esses filmes que a gente vai ver sem saber o que é? Pois caí em dois desses nos últimos dias.
O primeiro, em sessão would-be-pipoca chez Pups, foi o Guru do Sexo. É a história de um indiano que vai tentar a vida de ator de cinema nos EUA e acaba enrascado num trabalho semi-involuntário de "guru indiano". O filme é muito engraçado e as dancinhas são top, mas eu praticamente proibi um post sobre ele por causa da overdose de coisas etnico-multi-culti dos últimos dias aqui no blog. Chega né? Por enquanto... (e a performance das dancinhas ao vivo tá permitida)
O outro foi o Simplesmente Amor, que achei que fosse ser simplesmente um filminho romântico-julia-roberts. OK, até tem uns momentos assim, mas o roteiro é divertido (9 historinhas simultâneas que se encontram no final), tem senso de humor e tem Emma Thompson. E pela primeira vez na vida não achei o Hugh Grant insuportável. E no auge, o clima natalino reinou. Ver Londres iluminada pro Natal deu um mini-desespero e quase liguei para a agência de viagens. E depois mandei matar a pessoa que inventou essa coisa de "alta temporada". Saco.
posted by rmx 4:42 PM
escreve akê:
oh yeah! (nhão nhão nhão.)
A campanha deste verão da Skol está ótima! O primeiro filme, Verão Redondo, mostra um monte de coisas boas 'redondas' a serem feitas no verão, embalado por Danúbio Azul! (Nunca pensei que uma propaganda de cerveja fosse ter Strauss como trilha sonora.) O segundo filme, Sim e Não, é bem legal, grudentinho e engraçadinho. Que bem que fez o CONAR ao proibir modelos e cenas sexuais/libidinosas nas propagandas de cerveja! (Já rendeu também o insuportável-clássico "Experimenta!" da Nova Schin e a réplica da Antárctica.)
posted by el pupo 12:10 PM
escreve akê:
9.12.03
Pau-de-arara Aparelho herdado da época do regime militar, é um dos instrumentos de tortura mais freqüentes. Nele, a vítima fica pendurada pelas pernas, de costas para o chão e de cabeça para baixo, nua. Os pés são amarrados com fios. Para imobilizar os braços, os pulsos também são amarrados por trás da barra de ferro. Indefesa, a vítima apanha com pedaço de pau nas costas e nas nádegas.
Tem que ser daí para pior, o método para me obrigar a ver o novo filme de Sandy e Júnior.
posted by rmx 8:14 PM
escreve akê:
momento nostalgia.
E no radjinho, Kevin Johansen - Puerto Madero.
Mataria por um helado de dulce de leche granizado...
(foto robada daqui)
posted by el pupo 1:11 PM
escreve akê:
da série: travas trevas. (aka best friends)

Elvira La Reina de las Triebas y Bianca Exótica posan en su cabaña Chilláut de la Place en Chillán, esperando los llamas en llamas volbieren del despacho en la encruzillada.
(Fusion multi-culti é isso aê!)
posted by el pupo 12:20 PM
escreve akê:
8.12.03
rausinho Agora, às onze e meia da noite, aqui tá tocando um deep house delicioso (bem New Jersey, que já enjoei do parisiense). É a primeira vez que ouço a rádio. Tomara que continue assim.
p.s. e acabo de me lembrar que tem Segunda-lounge no Gueitches e que eu poderia estar lá ouvindo algo parecido, bebericando um gin tônica, encontrando amigos e falando oi para estranhos, ao invés de ficar socializando com o meu mouse e fazendo companhia para esse pernilongo que se esconde atrás da escrivaninha e não desiste de tentar sugar o meu pé.
posted by rmx 11:25 PM
escreve akê:
profissão: auto-promoção.
Tem horas em que a linha entre o louco/ridículo e o esperto fica muito tênue. Recém-surgida na lista de celebridades instantâneas de NY, a dupla Andrew Andrew veste roupas, sapatos e óculos idênticos no melhor estilo cientista de filme dos 1960s. Os dois dizem fazer de tudo - desde design até assar bolos, passando, é claro, pela profissão de DJ (e quem não é um, hoje em dia?). Tudo de maneira idêntica, claro.
A última sensação (ok, quase) são as iParties, festas que eles organizam toda quinta-feira e na qual são responsáveis pelas atrações musicais. Juntam um mixer, dois iPods com 1000 músicas cada e distribuem senhas que dão o direito a escolher e mixar a trilha sonora da festa durante 7 minutos. E se a pessoa for muito retardada, eles ainda ajudam a mexer na aparelhagem.
Claro que, como tudo que é muito democrático, não deve prestar muito (hohoho) mas dane-se - o hype está feito. Para participar, basta (além de pagar, óbvio), assinar um documento em que você se compromete a jamais revelar qualquer diferença que venha a ser notada entre os dois Andrews idênticos. Para não comprometer a "marca" e estragar a brincadeira.
posted by rmx 9:17 PM
escreve akê:
Sagoo. Youngyoot Thongkonthun. Esse é o nome do diretor do hilariante Damas de Ferro (Sa Tree Lek). Esse filme conta a história real de um time de voleibol masculino da província de Lampang, Tailândia, que ganhou o campeonato nacional do esporte em 1996 e notoriedade por seus integrantes. 5 dos 6 titulares eram gays: 3 mulheras, 1 trava e 1 'quietinho'. A biu/mulhera principal, Jung, é um dos personagens mais engraçados que já vi no cinema, se jogando nos bofes estejam eles comprando rambutan na sua banquinha na feira ou jogando no time adversário de vôlei.
[Jung, glamour na quadra.]
As bius são tão bius que só conseguem jogar se estiverem maquiadas, e não faltam as cenas de coió. Mesmo assim, o filme é muito divertido e engraçado, e não parece ter sido feito só para a 'comunidade' (gueto) gay: foi a 2a maior bilheteria da história do cinema tailandês. "We are not telling the public you must accept gay people. What we present is that, based on our experience, gay people who are treated fairly are happy and contribute to society," Mr Yongyoot said.
Pelo São Guguel descobri que já lançaram a sequência. Quero ver!
[April, May e June, reservas travas trevas do time!]
posted by el pupo 3:20 PM
escreve akê:
li na tititi.
Uma amiga me garantiu: leu na Tititi que a Maria Clara Diniz (Malu Mader) será trukada pela loira Laura (Cláudia Abreu), ficará pobre e cortará suas graúnas melenas. Tadinha da moça, justo depois de tanto investimento em chapinha japonesa!
posted by el pupo 2:29 PM
escreve akê:
6.12.03
dj, ignoraê o post anterior. E toca Humate - Choose Life (Gee Shock Remix), que é mais téquino e eu tou numa fase assim. Fenks.
posted by rmx 7:13 PM
escreve akê:
dj, make my day. Toca pra mim Tarrentella & Saffron - Colombia. Tribal-tech com vocais inconfundíveis da Saffron, do Republica.
posted by rmx 5:16 PM
escreve akê:
5.12.03
fora! Dito no Candangroove (site brasiliense dedicado à música eletrônica) numa entrevista dada por uma insider gaúcha, sobre a cena de Porto Alegre: "Muitos falam que o ano de 2004 é o estouro da música eletrônica no RS, colocando de vez o hip hop pra fora das casas noturnas classes A e B daqui."
A interpretação fica a cargo do leitor.
posted by rmx 5:12 PM
escreve akê:
4.12.03
all a *girl* could give ya.
Peter Rauhofer remixou Tainted Love do Soft Cell, certo? Errado. Pára tudo. Aprendi nos comments do Hairdo hoje que Mark Almond & cia gafanhotaram a música de uma cantora dos anos 60 (que depois virou tecladista do T-Rex) chamada Gloria Jones. OK, meu mundo não ruiu tanto assim, afinal, nunca fui fã do Soft Cell, mas que é uma surpresinha descobrir que um dos maiores hits dos anos 80 na verdade é de 20 anos antes, é né?
p.s. o primeiro que falar Always on my mind apanha.
p.p.s. a versão original é ótema.
posted by rmx 8:30 PM
escreve akê:
morse cody. "He just called me a little urchin????" hahahaahhahahahahahahahahahaa.
...
posted by rmx 8:10 PM
escreve akê:
my bhangra vacation. Tá, posso passar por deslumbrado, mas sei que muitos dos leitores desse blog vão adorar essa dica. Quando for à Índia, macacq, não deixe de visitar o Oberoi Udai Villas, em Udaipur, no Rajastão.
Cada Deluxe Suite conta com uma piscina privada de 10 metros de comprimento, com vistas maravilhosas do lago e dos palácios da cidade. Há também um pavilhão externo para ceia e relaxação (dining and relaxation pavillion). E o espaçoso banheiro tem uma "Victorian style freestanding bathtub and separate shower stalls."
Quando você cansar de sorver a maravilha arquitetônica de Udaipur, ou de fazer nada no quarto, rume para o spa do hotel. Entregue-se a uma hora de Marma Therapy seguida de um Neem Purifying Bath. O Rajastão é (deve ser) tudibão!
*post especialmente dedicado ao LLL, que éfino.com.in!
posted by el pupo 4:48 PM
escreve akê:
fetiche natalino. Que a Cosac & Naify é a melhor editora brasileira do momento, ninguém duvida. Até a Cora Rónai já declarou que os livros mais tentadores que conhece são os dessa casa. Agora que é época de Natal, trato de convencer minha família (todos bem desligados do mundo editorial) que eu PRECISO ter esses dois pitéuzinhos:
Eu os vi há pouco numa livraria e foi amor à primeira vista: o papel macio, abegentado, a fonte elegante, a capa dura com títulos esmaltados em azul... melhor parar por aqui porque senão fica erótico e o rmx me veta!
Esse fetiche bibliovisual me lembra uma resposta do Anatole France a um colega que, ao ver sua maravilhosa biblioteca, lhe perguntou se havia lido todos aqueles livros. Ele (mais ou menos) disse, "É claro que não. Mas isso não quer dizer que eu os ame menos." E isso é o que eu chamo de ética da estética³.
posted by el pupo 3:43 PM
escreve akê:
mot du jour. jacu . [Do tupi.] S. m. Bras. 1. Zool. Designação comum a várias aves galiformes, cracídeas, gênero Penelope, freqüentes nas matas primitivas do Brasil. Alimentam-se, sobretudo, de frutas e folhas. 2. V. caipira (1). ¿ Adj. 2 g. 3. V. caipira (3).
Em breve: jacus do gênero Penelope coming out of the jacu closet, ações afirmativas para a população jacu e campanha pelo direito de não falar oi para estranhos.
posted by rmx 11:51 AM
escreve akê:
gekonfirmiert. O Tiësto vem mesmo em fevereiro: dias 13 e 14, no Rio e em Sampa. Dez dias antes do carnaval. Será que dá para emendar?
posted by rmx 11:27 AM
escreve akê:
Literally 27.
Chris: I hate Avril Lavigne.
Neil: Ghastly. (astonished) That's quadruple platinum in Britain! she can't be big in Britain. We don't buy that kind of bollocks, do we?
Chris: I hate Avril Lavigne.
Neil: I can't stand the sight of her. Because it's evidently rubbish.
Chris: I hate the whole thing. I think she's phoney. I imagine someone writes the songs for her and she has the nerve to pretend that she's an artist.
posted by rmx 10:33 AM
escreve akê:
3.12.03
foi o IBGE que disse. O DF é o lugar que mais possui computadores por habitante. Segundo dados de 2002, 31,25% do número total de residências têm o seu. Em São Paulo, apenas 24,36% e, no Rio de Janeiro, 20,24% das casas têm acesso a computadores. A FGV chegou a uma conclusão parecida: contou 23,87% dos moradores com computador, contra 17,98% e 15,51% em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente. São os calangos na era digital.
posted by rmx 5:13 PM
escreve akê:
2.12.03
Do you speak Engrish?
Lá no Japão até que andam tentando, mas o resultado às vezes sai muito engraçado, que nem o "xixi gelado" sabor pêssego aí em cima. E alguém teve a brilhante idéia de compilar as tentativas mais curiosas num site, o engrish.com. Se existe um equivalente linguístico das video-cacetadas, deve ser isso.
posted by rmx 11:35 PM
escreve akê:
homenagem. No Dia Internacional do Samba, menção honrosa ao Jorge Ben (sem o Jor, por favor), pelo melhor disco de samba - ou bossa, ou suingue, que é tudo a mesma coisa, mesmo:

posted by el pupo 9:28 PM
escreve akê:
muñequita. Hyperlink: o sári que a menina do Driblando o Destino veste
não é igual ao da Barbie Princess of India?
PS: alimente seu fetiche bárbieco aquê! Tem até Barbie Grease e Princess of the Portuguese Empire! Abalolúdico!
posted by el pupo 9:16 PM
escreve akê:
salaam! Alguém me explica por que em Damasco os homens andam de braços dados? E qual o critério pra andar de braços dados na rua? Família? Melhor amigo? Marido? Namorado? Contatinho? É uma coisa mundo árabe em geral? Alguém me ilumina? Tô passado e fetichezado pro resto da semana. Ploft.
posted by el pupo 9:15 PM
escreve akê:
jis' git you self hah. Bom, e já que o momento é de diquinhas musicais, se você não estiver a fim de um momento étnico intenso como os que são necessários para podermos ouvir esses bhangra-pops, anote: os Chemical Brothers estão com musiquinha nova nas paradas, que se chama Get Yourself High. O remix do Felix da Housecat pode pular, a menos que você seja DJ. O dub do Switch é mais divertido para os ouvidos, mas eu fico mesmo é com o original e seu rapzinho com sotaque inglês (adoiro) e barulhos de tecladinho Casio.
posted by rmx 1:49 PM
escreve akê:
bhangradesh é akê.
E meu set indiano é ainda mais chiquito que o elpúpico, mas só para não deixar de dar uma contribuição: depois de Boom Shak-a-laka (é assim que escreve? E alguém lembra disso!??) só me restou Punjabi MC - Mundian To Bach Ke (Knight Riders Mix) ou então a já crássica musiquinha da propaganda do Peugeot 206, Husan, do Bald 'n' Spikey. "You say you like me, huh?". A festinha do final do ano promete!
posted by rmx 1:01 PM
escreve akê:
come to my shop, my friend! O bhangra nasceu no Punjab, nordeste da Índia e Paquistão, uma sincopada dança rural marcada por tambores dhol. O bhangra começou como uma dança para celebrar a colheita. No passado, esteve tradicionalmente restrita aos homens, mas hoje em dia as mulheres também participam. Os movimentos da dança têm sua origem na representação do arar, semear e colher. É uma dança enérgica, com vigorosos movimentos dos ombros e dos quadris. A batida é pesada e hipnótica, e é acompanhada por palmas, cantos e gritinhos. É comum os dançarinos formarem rodinhas, se revezando em pares para demonstrar sua fluência, virilidade e dotes acrobáticos dançando em seu centro.
O bhangra logo encontrou seu lugar em casamentos e outras celebrações. Se espalhou para fora do Punjab com a inclusão nos inúmeros filmes de Bollywood, e para fora da Índia com a afluência da diáspora indiana na Inglaterra. Surgiu como disco/house/world music nos anos 70s, e desde então tem evoluído, misturando aos elementos punjabis desde batidinhas disco e melodias pop até uma levada reggae ou hip-hop. Desrespeitou todas as fronteiras de religião, casta, comunidade, ou país. E do bhangra vieram as musiquinhas mais originais e divertidas do filme Driblando o Destino.
Do meu (chiquito) set bhangra as preferidas são Birna Bina Mistry - Hot Hot Hot (infelizmente só usada pros créditos finais do Driblando o Destino) e Abhijeet & Anuradha Shriram - Chunari Chunari (do filme Casamento à Indiana).
Preciso de um casamento indiano A-G-O-R-A!
posted by el pupo 9:48 AM
escreve akê:
1.12.03
tríptico 3.
Gongo do fim-de-semana: Ao CCBB, por exibir o Festival Mix Brasil naquela salinha de cinema para 80 pessoas. Tipo home theater, cuenda. Eu sei, a intenção é nobre, mas Brasília tem 2 milhões de habitantes e nenhum deles tem p*rra nenhuma para fazer num domingo de chuva. O Cine Brasília, onde aconteceram (de graça, aliás) outras edições do Festival, é incomparável. Quem sabe o ano que vem? E mais pena ainda é que alguns filmes da retrospectiva do Derek Jarman, que eu queria ver, estão passando de tarde, quando eu estou isaurando no escritório. Sacanaj.
Cheers do fim-de-semana: O lado bom de ter sido barrado na porta do CCBB é que, como todo mundo, fui para a Academia e finalmente consegui assisti ao Driblando o Destino - filme que eu queria ter visto há milênios mas nunca arrumei tempo/companhia. A historia da anglo-indianazinha que enfrenta a família para poder jogar futebol é felizinha (meiga), multiculti e se bobear, tem muito mais a dizer sobre diversidade sexual do que muito mix brasil por aí. E deixa a gente louco para comer somosas depois de sair do cinema. Alguém sabe a receita?
Agendinha du jour: de passagem comprada para o nordeste, vou desistir de tudo para passar natal e réveillon sem família e sans por aqui mesmo. Tou com preguiça de lugar cheio e quente, os hotéis dos lugares aonde eu queria ir, como Porto de Galinhas, só vendem pacotes de uma semana (quando eu só queria ficar 2 dias) etc e tal. Além do mais, não tenho coragem de deixar os cachorros em um hotel canino, coitados. Dá akê meu remédio controlado que eu tô loco.
posted by rmx 11:57 AM
escreve akê:
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