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29.10.04


fresh'n'fine. Ontem fui na inauguração de uma loja/empresa produtora/organizadora de festas e tinha um DJ tocando. O som era housezinho soulful que depois virou uma coisa megahits de Ibiza 2004. Pinta rebolativa o tempo todo.
O menino parecia uma versão (bem) menor de idade do Komka e tinha uma faixa na frente com o nome dele. Não consegui ler direito, mas acho que era Gabriel Linx ou coisa parecida. Alguém tem a ficha? Que novela que ele faz? Que xampu que ele usa? Enfim, onde e quando é que ele vai tocar de novo? Porque eu gostei.

posted by rmx 10:09 PM

escreve akê:

28.10.04


jps vive. Inspirado pelo post do Antaggio, eu vi A Dona da História e gostei. Muito.
Provavelmente porque eu não vi a peça e fui esperando uma novela das 8, no que eu quebrei a cara.
On peut toujours faire quelque chose de ce qu'on a fait de nous...

posted by rmx 11:57 AM
escreve akê:

it's lovely so.

Lendo um post da minha gaúcha preferida, hyperlinkei mentalmente com outro post púpico, ao mesmo tempo em que me lembrava de ter ouvido dizer que na Londres de hoje a cultura pop-negra se torna cada vez mais forte. Chega ao ponto de a BBC ter criado uma rádio dedicada (batizada com o nome politicamente correto de 1Xtra, ao invés de Radio 7) e até crianças brancas e asiáticas podem ser ouvidas usando palavras e outros traços do modo de falar dos negros (além do que muitas pessoas agora evitam o sotaque mais posh, evidência de alta posição - ou pretensão - social/intelectual).
Ao contrário dos afro-americanos, os negros na Inglaterra são geralmente imigrantes do caribe e fazem a sua própria versão da cultura black americana. Daí nascem filhotes que vão desde o drum'n'bass e o garage até uma mistureba que junta hip-hop com salsa e dancehall jamaicano. Se você pensou "melting pot", está quente.
A sopa desse caldeirão provavelmente não vai entornar para o resto do mundo, mas pelo menos deixa a sensação de que ainda tem muita coisa interessante acontecendo à beira do Tâmisa depois da "morte" da cultura clubber.
No entanto, é por razões totalmente diferentes que Londres também há pouco se tornou a cidade com mais bilionários no mundo. O regime de impostos, benevolente com as grandes fortunas, atraiu quarenta dos homens mais ricos do planeta para a capital britânica. Treze deles são estrangeiros, incluindo o mais rico de todos, o judeu russo e mega-petroleiro Roman Abramovich, que tem uma fortuna equivalente a 25 vezes a da Rainha.
Enquanto isso, depois que os EUA bateram a cara na porta dos turistas, o Reino Unido, com o mesmo idioma acessível, moeda forte e uma economia de pleno emprego, tornou-se o destino predileto dos imigrantes brasileiros. Ouvi dizer que hoje os brazucas são o maior grupo de imigrantes que chega àquele país. Não é à toa que, em poucos anos, o nosso passaporte verde passou a ser visto com reservas pelos porteiros da imigração britânica, e quase sempre resulta em uma longa e desconfiada entrevista antes de receberem o carimbinho de leave to enter for...

posted by rmx 9:47 AM

escreve akê:

25.10.04


don't believe your eyes.

Isto é um vigoroso e retumbante gongo.

posted by rmx 4:34 PM
escreve akê:

La-La-Land, here I come!
trilha sonora: Trio Rio - New York, Rio, Tokyo

posted by el pupo 3:15 PM

escreve akê:

24.10.04


arbeit macht kunst.

Não, não é uma das pinturas da noticiada menininha-prodígio Marla Olmstead (os críticos dizem que seu trabalho lembra mais Pollock). Nem é um desenho meu do prezinho.
É um quadro do de Kooning, Excavation. Textura descontrol, um dos que eu mais gosto. (Fernando, mostra pros teus coleguinhas e ex-pli-ca que não é feio!)

posted by el pupo 4:38 PM

escreve akê:

23.10.04


loucurinha macht frei. Episódio de hoje: Dia de sol no campo de concentração.
posted by rmx 1:30 PM

escreve akê:

22.10.04


.. (quando o botão 'deletar' do globber não funciona...)
posted by el pupo 4:02 PM
escreve akê:

já que o assunto é arte, maritel e cabala.
A toalete de Esther, Theodore Chasseriau

(Homenagem singela a Esther Ciccone.)

posted by el pupo 1:55 PM
escreve akê:

adiantadinha da maritel.

Quem tá de disco novo são as sapinhas-gritadoras do Le Tigre. Dizem que elas no palco fogem da pose indie, fazendo dancinhas coreografadas e sem problemas para mostrar o lado feminino - o que já lhes rendeu o título de membros (sem trocadilho) do clit-rock.
Quanto ao disco, chamado This Island, ouvi duas vezes, sem prestar muita atenção. Não fiquei muito impressionado, apesar de achar alguns momentos legais. Talvez tenha faltado uma pitada adicional de bomp-a-lomp-a-lomp, ou sei lá o quê. Mas tou postando aqui de qualquer jeito, só para soltar antes do Lúcio Ribeiro hohoho.

p.s. caso você esteja se perguntando, os três indivíduos aí em cima são mulheres mesmo.

posted by rmx 11:01 AM
escreve akê:

not fair.

E parece que depois de mais de 10 anos de Eurostar, o Canal da Mancha não está tão estreito assim. Os franceses andam emburrados porque os seus vizinhos do Reino Unido lançaram a Frieze - uma feira de arte contemporânea voltada para o lado mais fashion e trendy da produção - com preços inflacionados e programada para acontecer apenas uma semana antes da tradicional, parisiense e branchée Fiac. Dizem que os colecionadores (americanos, leia-se) tendem a ir para Londres e voltar antes de visitar a contraparte gaulesa, esvaziando assim a feira. E mesmo os que ficam, já vão estar com menos dinheiro e disposição para gastar na Fiac. Como as minhas últimas aquisições de obras de arte foram 1 cartão postal e 1 origami, estou na dúvida se eu deveria começar a ficar preocupado.

posted by rmx 10:37 AM

escreve akê:

21.10.04


panfletage-mot du jour. Catamita. (Hmmm, palavras novas... gosto disso!)
posted by el pupo 5:35 PM

escreve akê:

20.10.04


porque todo mundo tem uma barbie dentro de si.
Rui da Silva feat. Cassandra - Touch Me (original club mix)
gafañotada do slsk do J (eu acho)...(lalok.co.bi)

posted by el pupo 1:36 AM
escreve akê:

pérolas aos porcos. Há tempos não me divertia tanto com uma reportagem. Obrigado, Veja. Obrigado, Yara Baumgart. Às pérolas:
"Uso lentes de contato verdes ou azuis. Ponho as azuis quando estou relaxada ou em missões de paz. Comprei as verdes para ficar com a cor dos olhos dos meus netos quando estamos juntos. Agora, quando vou assinar contratos, fico com os olhos castanhos mesmo, que transmitem firmeza."
"Li que o dia passou a ter só dezesseis horas, segundo a física quântica. É incrível como não conseguimos mais cumprir com nossos compromissos...."
"Compro pouco, mas sempre do melhor. Gosto de qualidade, não de quantidade. Isso é bem europeu. Eu me sinto muito européia."

Eu também, Yara, eu também, principalmente quando vou à Zara.

posted by el pupo 1:23 AM

escreve akê:

19.10.04


depeche mads.

E o rumor é que o Martin Gore, do Depeche Mode, vai produzir algumas faixas próximo disco da Madonna. Por enquanto, nada oficial - aliás, tem cara de factóide inventado para levantar o nome de um dos dois, ou de ambos, na mídia - mas seria uma possibilidade um tanto inesperada, não?

p.s. atendendo a pedidos, contribuímos akê com a campanha pela banalização do moicano.

posted by rmx 10:34 PM
escreve akê:

então a perspicaz Marquesa decretou: "...e a histeria pairou sobre todo mundo!"
posted by rmx 5:56 PM
escreve akê:

da série: eu amo as palmeiras.

Eu amo as palmeiras porque elas são boas de abraçar.

posted by rmx 9:43 AM

escreve akê:

18.10.04


personagem do dia:

posted by el pupo 9:19 PM
escreve akê:

pela banalização do moicano!
posted by el pupo 9:01 PM
escreve akê:

Massaland (mode críptico: on)
- Pagar de filhinho de papai dirigindo o carrão importado do velho pela Brasil com o som no último.
- Já falei que eu amo a Loca? Onde mais eu ouviria Evenflow e depois Ray of Light? (Take on me!)
- Pneu estourado na Marginal às 3 da manhã. De terno. Champanhe? Ahã.
- Amigo que salva a gente e leva pra tomar café depois de meter a testa no vrido.
- Ouvir a palavra 'breaco' e se segurar pra não rir por achá-la ingênua e colona.
- Paco Rabanne.
- Colonização, colonos e afins.
- Já falei que eu amo a Loca? Gin tônica, perigo! Oh sit down, oh sit down, oh sit down, sit down next to me! (James, Sit Down)
- Conseqüência: chickenpox, chickenpox, chickenpox! (Je n'suis pas malade.)

posted by el pupo 3:21 PM
escreve akê:

drama. E hoje (19h30) tem Leituras Dramáticas na FNAC com textos da Prosa do Observatório, do Cortázar. Parece que a apresentação vai misturar teatro com audiovisual, vou lá ver que filhote é que vai sair disso.
E por falar em Cortázar, alguém já foi no Rayuela? Um lugar novo que fica na 412 sul. Pela fachada tem cara de restaurante mexicano, mas se anuncia como livraria e bistrô. Fiquei até curioso mas desisti de ir por causa:
1) Do calor, já que as mesas são ao ar livre
2) Das cadeirinhas de dobrar de madeira. Essas deveriam ter a fabricação controlada pela FDA - Food and Décor Administration - e liberadas apenas para casos extremos (lá em Porto Seguro, Guarapari etc).
Mas um dia eu tomo coragem.

posted by rmx 10:25 AM

escreve akê:

15.10.04


Bom Ramadã!

Salaam aleikum. Não se esqueçam de fazer boas ações e evitar os exageros, hem?

posted by rmx 3:15 PM
escreve akê:

namasté, bon apetit. E ainda no momento agenda, começa hoje e vai só até o dia 20 o festival indiano do restaurante A Tribo.
posted by rmx 10:20 AM
escreve akê:

6 reais, sem manobrista*. Hoje tem Drezin e Oblongui no Lounge da Casa Cor, a partir das 22h. A entrada é pela W3.
E na festinha de segunda, a surpresa ficou por conta do Komka. Ele fez uma turnê flashback/old school que começou com Crispy Bacon do Laurent Garnier, logo que eu cheguei, e foi parar num eletrotechno (ou sei lá o nome daquilo) que eu adorei. Pena que depois ele pesou muito o som e virou aquela coisa techno teen para a qual eu já não tenho mais idade (como me acusaria Barbara: torréio)
Em tempo: por que é que não transformam logo o Setor de Clubes Sul em setor de clubs sul? Seria um local ideal, e Brasília tá precisando...

*adiantando aos fatos para o amigo paulista que disse que as três perguntas fundamentais de um paulista quando vai sair pra um lugar que não conhece são:
1) Tem que pagar?
2) Tem manobrista?
3) A gente vai ser assaltado?

posted by rmx 10:13 AM
escreve akê:

la revancha de la revancha.

Se você gostou de La Revancha del Tango, do Gotan Project, prepare-se para uma segunda dose. Ainda não saiu no Brasil, mas o disco Inspiración/Espiración é meio que a seqüência do La Revancha. A diferença é que não é um álbum do Gotan em si, mas uma colagem feita por eles com músicas dos outros, remixes das suas próprias e algumas composições totalmente novas.
Ao contrário do primeiro disco, esse tem mais altos e baixos, e é mais eclético também. Consegue misturar tango dos anos 40 com lounge, hip hop e jazz. Se você tem os ouvidos abertos para esse tipo de coisa, provavelmente vai gostar do CD.
A minha faixa preferida é Confianzas, uma inédita do próprio Gotán, em que a mulher declama um belo poema de Juan Gelman sobre a base de bandoneón e batidinha funky-lounge. A transformação que eles fazem com a versão de Round about midnight do Chet Baker também é um sucesso. No final do CD, entra até rap novaiorquino e acaba numa viagem de acid-techno-tango...haja possibilidades!

posted by rmx 9:32 AM

escreve akê:

14.10.04


bee she gna. Porque tem dias que tudo que você quer é ficar ouvindo Kylie Minogue.
posted by el pupo 12:57 PM
escreve akê:

Enquanto isso, em Brasília...como diz o velho ditado, "When it rains, it pours!"
posted by el pupo 12:40 AM

escreve akê:

13.10.04


travéstis brasilianas de milano. Star - Mecca Headz (Dimitri from Paris)
posted by el pupo 8:03 PM
escreve akê:

da série: DC. bureucratic bureaucratic talk é muito bom!
posted by el pupo 6:29 PM
escreve akê:

porque luz é tudo.

Agua Bar, Hotel Palmillas, San José del Cabo, México

posted by el pupo 5:40 PM

escreve akê:

12.10.04


pintavibes. 0% gato bombando, velho!
posted by el pupo 2:09 PM

escreve akê:

11.10.04


roteirão fora do caminho batido.

Há algum tempo não pósto sobre viagens que quero fazer mas provavelmete nunca farei. Resolvi tirar o atraso falando sobre uma pérola do noroeste africano: o Mali.
A viagem começa e termina na pacata e aprazível capital, Bamako. Vá ao museu, dê uma voltinha, mas não demore muito: o resto do país te espera.
O Mali é uma ex-colônia francesa na região do Sahel, entre o Saara e as florestas equatoriais da África Negra. É herdeiro de um vasto e rico império que atingiu o ápice no século XIV. Livre do jugo do império ganense, que fora vitimado pelos Almorávidas nos séculos XI-XII, o Mali islamizado construiu seu poder como entreposto do lucrativo comércio de ouro, sal e escravos com a Europa finis mediaevo. Nessa época foram construídas Djenné e a mítica Timbuktu. Em Djenné está a mesquita de Konboro, a maior estrutura em barro (pau-a-pique?) já construída.

No caminho de Djenné a Timbuktu, no maciço de Bandiagara, vive o povo dogon. Os dogon são conhecidos no meio antropológico por terem uma sofisticada mitologia e complexas práticas religiosas. Ha 500 anos construíram suas vilas dependuradas nos penhascos para escapar de cavaleiros Mossi, que pilhavam e destruíam quem passasse pelo caminho.

Diz o ditado que Tombouctou ne se raconte pas, on la voit ou on ne la voit pas. O primeiro europeu a visitar Timbuktu, em 1826, ne l'a pas vu: foi morto. Só dois anos depois um francês disfarçado de árabe conseguiu ver a cidade de barro e contar a história.

A afluência dos mercadores maleses acabou quando Portugal conseguiu acesso direto ao golfo da Guiné. O desvio do comércio foi fatal: as cidades, à sua época grandes centros muçulmanos, faliram. Das 100 mil pessoas que moravam em Timbuktu no século XV, permanecem 20 mil. Diz-se que, ao caminhar pela cidade em noites de lua cheia ou céu estrelado, vê-se ao final das ruas as dunas do Saara, fantasmagóricas e ameaçadoras.

posted by el pupo 7:19 PM
escreve akê:

going going gongo. E Whitney reinou!
posted by rmx 5:40 PM

escreve akê:

8.10.04


urgente. Hã? Como assim? Não to entendendo. Você ainda não foi ver Kill Bill 2?
Vai agora. Para de ler blogs, desliga essa joça e sai correndo pra pegar a próxima sessão. Anda. Corre. Vai!

posted by el pupo 8:51 PM
escreve akê:

Ground Zero. Enquanto o Pups vai de analítico, hoje eu vou de poético, porque não consigo parar de hyperlinkar essas duas canções:

Cupido, na voz abalatif de Maria Rita:

Eu vi quando você me viu
Seus olhos pousaram nos meus
Num arrepio sutil
Eu vi, pois é, eu reparei
Você me tirou pra dançar
Sem nunca sair do lugar
Sem botar os pés no chão
Sem música pra acompanhar
Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu
Ficou só você e eu...


E My heart stood still, na voz de Chet Baker, em arranjo felizinho (thanx, Puppets!):

I took one look at you
That's all I meant to do
And then my heart stood still
My feet could step and walk
My lips could move and talk
And yet my heart stood still...


Tem instante mais singular do que o momento zero da paixão? Aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh....

posted by rmx 11:17 AM
escreve akê:

qualquercoisa da madruga (ou "Alguém esconde a pílula do pupo!"). (Lá vou eu em mais uma divagação-nonsense sobre algo que muito desconheço mas muito me aflige).
Não há arte sem cânone. Pós-moderno, anti-arte, pop art, toda manifestação se alimenta do cânone e contribui para a criação de outro(s). Alguns me chamam de conservador (antes fosse!) por defender o estudo da tradição -- friso 'estudo', bitte, não a tradição em si -- como condição prévia e necessária para a criação de arte (qualquercoisa, em realidad). Se o artista não se insere em tal diálogo, para destrui-lo ou afirmá-lo, o desperdício de talento é tremendo: ou se cai no modismo mais rasteiro ou no artesanato.

Há uns 70 anos o cidadão (branco, claro, e de bom nível econômico, porque esse era o cidadão de então) deveria ser minimamente versado em arte e literatura, mesmo o mais vanguardista ou modernista. Tratada como status, sim; potencialmente fake, sim; mas conhecer a tradição artísica era valor dominante. Entre os artistas, conheciam-se as tradições, havia um diálogo, sabia-se com o que romper, aonde inovar, o que descartar. Hoje em dia somos todos cidadãos. Democratizou-se a educação. Mediocratizou-se a educação. A mentalidade que se quer democrática joga fora o que associa à elite, e a primeira a morrer é a tradição da alta cultura. O processo mediocratizante aqui não foi revolucionário como foi em alguns países. Talvez por isso tenha sido tão ou mais insidioso.

Tudo isso pra dizer que me choca a pobreza do ensino de arte em um país que se quer tão artístico quanto o nosso. As iniciativas do MinC são lançadas e deslançadas. As escolas não são estimuladas a desenvolver o lado artístico de seus alunos após a 4a série primária. Na literatura, por exemplo, há excessiva ênfase na produção brasileira. Nas minhas escolas (nível top-top-top de Bsb) não fomos incentivados a ler nenhum, nenhumzinho livro de literatura que não os de vestibular (todos brasileiros, alguns portugueses). Nenhuma palavra sobre Shakespeare, sobre Borges, sobre Camus, Poe, Vitor Hugo, Simmel, nem Stephen King!
Nada sobre teatro. Nada sobre cinema. Enfim, nada sobre arte.

Quais as consequências disso? Perderam-se as referências. O anseio pela arte não é algo que vem de dentro, cultivado, motivado pelo questionamento estético; é imposto. A demonstração de acesso à arte passa a ser, muito mais do que antes, meio de afirmação do sujeito. Pouco se conhece e se entende sobre os impressionistas, a missão francesa no Brasil, de Kooning, mas filas e filas se formam para as exposições. (Veja bem, não critico o público inculto -no qual me incluo- mas sim a falta de preocupação com o ensino artístico, com o significado do que estão vendo.)

Será que isso tem alguma coisa a ver com a desgraça que assola a arte (brasileira) hoje em dia, principalmente a música? Será que é tal ausência de parâmetros, de conhecimento, de estímulo desde pequenino? Me lembro de estudar fora e ter aula, aos 6 anos, sobre orquestra sinfônica. Por que não ensinar isso, como também os instrumentos e ritmos africanos, a herança tonal e rítmica dos índios? Me recuso a aceitar que é questão de dinheiro -- se mesmo entre nós, reeeeecos, formados em escolas particulares, quase não há estímulo educativo ou social para conhecer arte.

Ademais, há desde algum tempo um 'resgate' da cultura popular, principalmente a ingênua, caipira ou 'do pobre puro', que não é acompanhado por uma leitura canônica do 'andar de cima' -- como ocorreu nos 50-60 com a bossa nova, o tropicalismo e seus eflúvios. Cave! hic dragones, e esse dragão não é a inflação, mas o risco de nos tornarmos mais uma vez clichês de nós mesmos e termos de esperar mais 100 anos para uma sacudidela artística. Que passará, necessariamente, pelo diálogo com a tradição. (Será que até lá o house já virou tradição?)

A origem dessa pílula foi uma pergunta minha sobre como os alunos da Escola de Música de Brasília tinham tido contato com música a uma amiga que trabalha lá. Ela me contou que a grande maioria vinha de comunidades religiosas que valorizam a música nos templos e igrejas. Outros porque tinham músicos na família. Pouquíssimos escapam a essa regra.
Imagina o tanto de talento desperdiçado por aí... revoltante!

posted by el pupo 5:34 AM

escreve akê:

7.10.04


that's what we're built for. Certa vez, lá em Curitiba, jogando papo fora com a ex-Ms. Blame e o Fernando Ribeiro, entramos em competição sobre quem era mais antipático, o curitibano ou o brasiliense. Até que eles iam bem, quando resolvi contar como é que as pessoas aqui se relacionam com seus vizinhos. Tiveram de dar o braço a torcer.
Brasília: capital do Brasil e do carão.

posted by rmx 12:05 PM
escreve akê:

Da série: eu amo as palmeiras.

Capítulo de hoje: Eu amo as palmeiras porque elas dão colocón.
Cerca de 200 milhões de pessoas na Ásia (principalmente Índia), Pacífico e África mascam a noz de Betel, ou Areca, a semente de uma palmeira da região.
O modo de preparar varia de acordo com o local, às vezes misturado com folhas, limão ou tabaco. Mas no fundo o que todos querem mesmo é o suquinho vermelho que mancha os dentes e contém alguns alcalóides com superpoderes.


O efeito é de broncoconstrição, supressão do apetite e estimulante, beeeeem estimulante. Além disso, ele combate as cáries. Deve ser por isso que vários mochileiros aproveitam para dar uma mastigadinha quando vão para aquelas bandas, né? Para manter os dentes sãos...
O lado ruim é que o treco causa dependência e pode dar câncer, motivo pelo qual mastigar a tal noz já foi proibido na Índia. Nos EUA, vendem betel nuts até em algumas mercearias.
Por aqui, há que procurar, se quiser matar a curiosidade, mas que eu saiba, a areca é usada até em homeopatia. Infelizmente, ainda não a plantam nas fachadas dos shoppings...

posted by rmx 9:35 AM

escreve akê:

6.10.04


eu quero a-go-ra!

Alguém quer um mouse Blue usado em ótimo estado? Porque não vou consegir dormir antes de encomendar o novo mouse ótico da Microsoft, desenhado by Monsieur Starck!!

posted by rmx 12:42 AM

escreve akê:

5.10.04


tá lançado, tá baixado.

No meu mundo do chill-out/lounge e assemelhados, eles sempre foram os reis. O Thievery Corporation faz e toca música com um bocado de referências étnicas multi-culti, estéticas e cronológicas que se destaca em qualidade nas prateleiras de compilações de "música de elevador" que saem a rodo por aí.
A última tacada deles é um CD mixado chamado The Outernational Sound, que vai da África à Índia via Jamaica, Brasil e James Brown. Infelizmente, não tem versão nacional do CD para comprar ainda...
E no finalzinho eu já não estou querendo chilaute coisa nenhuma, que a batidinha dá vontade é de sacodir!

posted by rmx 10:07 PM
escreve akê:

meat for lunch. Fiquei com um pouco de pena quando vi as obras da Capital Steakhouse começando a subir no Sudoeste. Logo em seguida anunciaram a chegada do Outback, o que me fez jurar que com a vinda da cadeia australiana-truk*, mais os internacionais Roadhouse Grill e o TGI Friday's que já estão por aqui, ia ser steak demais para uma cidadela só. Desse jeito, a loja local estaria fadada a falir desde a largada. Só me desfiz dessa certeza quando tive que enfrentar espera de uma hora para conseguir uma mesa lá no almoço de domingo.
O restaurante é tipo medicamento genérico: a mesma casinha com telhadinho e néon vermelho, badulaques pendurados na parede, os mesmos steaks de quase meio quilo com batatinhas apimentadas, onion rings e essas coisas. Além disso, tem uma sobremesa de maçã servida numa frigideira que me pareceu bastante original e cujo efeito final foi o de lamber os beiços. A carne estava macia e deliciosa e o atendimento surpreendentemente eficiente e afinado para um primeiro fim-de-semana. A melhor parte é que o preço é beeeem menor do que o dos "originais". E eu mencionei as TVs de plasma nas paredes?
E por falar em preço, uma salada de alface com peito de frango no Outback sai por 25 reais. Se alguém comer só isso, mais refrigerante e 10%, a conta bate fácil os 30 reais. Só paga isso por um pé de alface quem é rico ou louco. Como eu infelizmente não me enquadro na primeira categoria e tou tentando manter o controle para não cair de vez na segunda, fica meio difícil me convencer a voltar lá.
Além do mais, para ir ao restaurante do Sudoeste eu não preciso me preocupar com estacionamento ;)

*a rede é americana e a comida é basicamente a mesma dos outros, só que com mais pimenta...
p.s. (em 22/out) Voltei ao restaurante e perguntei ao funcionário se aquela era uma franquia internacional e ele disse que sim!

posted by rmx 5:53 PM
escreve akê:

Engrish of the day.

"Just don't drop it in the shower...."
hohohoho

posted by rmx 12:18 AM

escreve akê:

4.10.04


disclaimer: eu também amo as palmeiras! Embora eu não rejeite a pecha de inútil preconceituoso (aliás, até aceito com um certo orgulhinho, por razões mezzo filosóficas mezzo fechativas; qual a diferença, enfim?), é bem verdade que não se pode levar a termo qualquercoisa que se escreva aqui. Por exemplo, a minha proposta de extinção das palmeiras. Depois de escrever aquilo, me lembrei várias palmeiras dignas de misericórdia: as do Burle Marx na 308, a fileira simpática da Praça da Liberdade em BH, as inúmeras palmeiras imperiais em prédios públicos e no Jardim Botânico do Rio et coetera e tal.
Ah, e eu amo a Bahia também, embora as minhas praias preferidas sejam enseadas com montanhas e floresta bem pertinho e geralmente nenhuma palmeira à vista - Paraty, Ilha Grande, Ha Long Bay...

posted by rmx 11:48 PM
escreve akê:

palm diggers.

Palmerita especial para rmx.

posted by el pupo 12:49 PM

escreve akê:

2.10.04


da série: leave me alone. Leave me alone!
p.s. (pessoas sensíveis): é interna, não fiquem paranóicas achando que é pra vocês.

posted by rmx 5:54 PM
escreve akê:

da série: mulheres que marcaram minha vida. (no embalo)

Charlene. Ela esteve no paraíso, mas nunca esteve nela mesma. Artista da Motown, já trabalhou com os übersingers Smokey Robinson e Michael Jackson.
Além do seu ritão solitário, Charlene Oliver compôs e cantou a música "Fire" para a trilha de O Último Dragão Branco. Grande flop de bilheteria, pela primeira vez na televisão no SBT e agora reprisado quase sempre pela Record, esse filme é um sub-clássico oitentista.
A última notícia que se tem dela é de uma apresentação em animadíssima festa flutuante de lésbicas londrinas a bordo da chalana de Battersea. Apresentou seu remix de "I've never been to me" e todas brindaram -- com champã, claro. Porque Nice é logo ali.

posted by el pupo 4:58 AM
escreve akê:

da série: la vie en rose (ou hey lady). Pode-se medir um clássico pop pelo número de referências e hiperlinks que ele engendra. Você não sabe muito bem de quando é a música, você acha ela um pouco brega, pode até mesmo odiá-la, mas você a conhece. Talvez esse seja o segredo do seu sucesso. Gruda feito chiclé. Surge feito aparição.
De onde mais poderíamos tirar tantas frases clássicas da vida semi-trava glamurenta que todas as amêgas desse blog almejam, em maior ou menor grau, senão da gloriosa cantautora Charlene e seu ritão I've never been to me? I took the hand of a preacher man, I've been to Nice and the isle of Greece, I sipped champagne on a yacht, I ran out of places and friendly faces.
Fetiche, mediterrâneo, glamûr, carão, tá tudo aqui. Que VIP area o quê: eu quero o meu iate!

E eu, que sempre entendi que, na parte falada, ela diz, "But you know what truth is? ... it's that man you f***ed with this morning..." Go figure.

posted by el pupo 4:53 AM

escreve akê:

1.10.04


Da série: consultoria
- Celeron é ruim? Tem um computador da Dell que é Celeron, 500 paus mais barato que o Pentium!!
- Não que seja ruim, mas a probabilidade de dar problema é maior.
- Ah, mas eles sempre dão problema mesmo. Com 500 paus eu pago pelo menos 5 visitas do suporte.
- Mas e a grife??? Celeron é tipo Armani Exchange...

posted by rmx 4:31 PM

escreve akê:
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