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31.1.05
jet set. beau monde, beautiful people, café society, country-club set, cream of society, crème de la crème, elite, fashionable society, gentlefolk, glitterati, haut monde, high life, in-crowd, privileged class, salon, smart set, the privileged, upper class, upper crust, wealthy people.
Fonte: Roget's New Millennium Thesaurus, First Edition
posted by rmx 5:37 PM
escreve akê:
terrina.
a vida não seria tão melhor se se pudesse começar a semana tomando aquele café na mesinha do canto do mezanino do Garcia?
posted by Aloka M. 4:01 PM
escreve akê:
cultura da casa funda. E hoje tem Deep House Culture no Gate's. É a festinha do DJ Vareja, onde só rola housezinhos amigos e fofos - perfeito para uma segunda-feira, quando você ainda não entendeu muito bem que o fim-de-semana acabou.
A edição de hoje tem DJ internacional - o alemão Heiko Willerts. Segundo o Tuntistun, o cara está dando umas voltas pelo Brasil e já tocou até em Búzios, ao lado do Peter Kruder, um dos ótimos austríacos do Kruder & Dorfmeister.
Infelizmente aqui não tem a Rua das Pedras, então vamos para a 403 sul mesmo, né?
posted by rmx 11:07 AM
escreve akê:
29.1.05
em duas palavras: muito franca! (alguém ainda usa essa gíria?)
À venda aqui.
Gentil colaboração da preciosíssima Cam Seslaf.
p.s. desculpem, o site das camisetas I stole Brad saiu do ar logo depois do post...
posted by rmx 7:50 PM
escreve akê:
28.1.05
da série: eu dou pinta no Fórum Social? "Sexo anal derruba o capital!"
(Grite um slogan, defenda duas causas: chuto que é protesto casado contra o Marriage Act e os cortes nos impostos dos ricos de Bush.)
posted by el pupo 2:59 PM
escreve akê:
dandy dendê. Você tem alguma bandinha amiga que saiu elogiada assim no Lúcio Ribeiro?
"Vumbora amar/Embora mais eu/Eu deixaria a areia coberta de você/E no seu cabelo enrolado leve um cacho de dendê".
Quem diria, a música independente brasileira presta seu tributo a... Carlinhos Brown. A banda Nancy, formação conhecida no circuito alternativo Brasília-Goiânia que tem três guitarras e vocal feminino, pegou "Vumbora Amar" para botar em seu próximo disco, "As Doença", que deve ter distribuição pela virtual Peligro. "Vumbora Amar", letra de Brown, fez sucesso com o Chiclete com Banana (tá melhorando). Na cover do Nancy virou "Simbora Amar", ganhou um tipão de western. Parece vinda da banda americana Mazzy Star, como se a apaixonante vocalista Hope Sandoval estivesse cantando "O vento faz rendez-vous no seu cabeeeeelo". Luxo.
A gente tem. Viva Nancy! Que venha o álbum! E a fama! E os autógrafos!
posted by rmx 2:57 PM
escreve akê:
na zdrowie, aloka.
E eu achava que entendia de vodka sem nunca ter saboreado esse néctar dos deuses, produzido na bucólica cidade de Zyrardów - Polônia.
Aveludada, macia... vc nem sente que está bebendo. Uma maravilha.
E quando vc se dá conta, tá mandando e-mail-zero-de-auto-estima pra quem não deve, tsc tsc tsc. Deviam colocar um bafômetro no meu computador, isso sim.
De qualquer forma, se vc nunca provou, corra ao Pão de Açúcar mais próximo e invista os 150 reais (mais que justos) nessa intrépida viagem ao prazer.
posted by Aloka M. 12:32 PM
escreve akê:
27.1.05
será que ela aceita estagiário?
Danuza Leão, para Monica Bergamo - Folha de SP, em 2 de dezembro:
"O que é brega? Bolsa Louis Vuitton. Só dá para usar quando não tem aquela marquinha na bolsa toda, sabe? A qualidade é excelente. Mas as coisas no Brasil se tornam bregas: todo mundo TEM que ter uma Louis Vuitton. Virou coisa de emergente, de mulher de jogador de futebol."
"E isso vale para todas as marcas. Chique é aquilo que o dinheiro não compra. É saber do endereço da lojinha em Saint-Germain, Paris, que vende os xales mais lindos do mundo e que os cafonas de SP e do Rio não têm".
Por que raios não fazem um Aprendiz com ela no lugar do Justus?
posted by Aloka M. 5:29 PM
escreve akê:
zoológica. Além das andorinhas e das baleias jubarte, os Pintos agora também migram no verão. Para se juntar aos hipopótamos.
posted by rmx 4:41 PM
escreve akê:
k-i-t-s-c-h. Como dizer para uma colega que vem, toda contente, lhe contar que ficou em uma pousada de bangalôs em estilo thai, numa cidade colonial no coração do cerrado, que essa não é uma idéia interessante?
posted by rmx 4:20 PM
escreve akê:
orkut lazarento. "Today's fortune: You will inherit a large sum of money." Vou voltar a evitar esse programa maliiiigno.
posted by el pupo 2:58 PM
escreve akê:
26.1.05
la vita è bella.
"Zeffiretti, che sussurrate,
Ruscelletti, che mormorate,
Consolate il mio desio,
Dite almeno all'idol mio
la mia pena, e la mia brama."
Depois de escutar essa ária de ópera desconhecida (RV 749.21) do Vivaldi, resgatada aqui pela assombrosa Cecilia Bartoli, a vida fica um pouco melhor. Va bene?
posted by el pupo 6:46 PM
escreve akê:
interna do dia: Piletas, a full. "La muy buena temporada de verano en las piletas de la Ciudad también se verifica en los complejos privados. En Parque Norte, informaron que en la primera quincena de enero la cantidad de visitantes creció un 16% con respecto a 2004. En las públicas, se incrementó del 20% al 50%."
Porque eu daria meio dedo mortoniano pra ir à pile de Liniers!
posted by el pupo 3:10 PM
escreve akê:
para dor e febre. 1 comprimido de tylenol com 9 casadinhos dá barato?
posted by el pupo 2:12 AM
escreve akê:
você não me conhece.
Aproveitando o feriadão do founders-day paulistano, fui tentar reunir os caquinhos do meu pequeno coração despedaçado me reunindo à juventude dourada na Côte d'Azur paulista, o litoral norte. E no eixo Juquehy-Camburi-Maresias, nada mudou: a mesma chuva de sempre, o mesmo trânsito de sempre, as mesmas loiras de von Dutch e os mesmos pseudo-marrentos de osklen da cabeça aos pés.
Já deu preguicinha? Então nem me pede pra falar do Sirena, pq daí só com Plasil EV, santo.
Ouvi uma estatística surreal do índice pluviométrico de Ubatuba: dos 365 dias do ano, só faz sol em 80, hahah... depois quando eu digo que Deus esqueceu de São Paulo, dizem que eu sou amargo.
A boa notícia disso tudo é que motivado pelo trailer (vi 2 vezes e nas duas fui hipnotizado pela música), comprei a trilha sonora de Ray! antes mesmo do filme estreiar por aqui.
É ótema. E "You Don't Know Me" é a coisa mais linda...
Tá, eu posso ter exagerado de ter descido pra praia ouvindo a mesma música no repeat (mais ou menos umas 478 vezes), mas quando se tem um corazón partio (saudades do Alejandro ;), vai competir com isso.
posted by Aloka M. 2:06 AM
escreve akê:
25.1.05
é por essas que eu amo a The Economist. In the age of the global economy, the solution to the servant problem is simple: rather than importing the nanny, offshore the children.
euros? não. milhas, por favor. Tem mais milhas aéreas em circulação no mundo do que dólares, libras, euros ou ienes. O total chega a (gasp) US$ 700 bi.
posted by el pupo 10:54 PM
escreve akê:
1st rule of Crab People: You do not talk about Crab People.
posted by rmx 9:28 PM
escreve akê:
vive le trash! Alguém mais *amou* a propaganda da tintura para cabelos Cor & Tom, estrelada por Cláudia Raia?
posted by rmx 8:41 PM
escreve akê:
what's that sound? Apesar do codinome, Jacques Lu Cont apenas nasceu na França. De família inglesa, o moço cujo nome verdadeiro é Stuart Price, gravou um CD sob a alcunha de Les Rythmes Digitales.
O CD apostou num sabor oitentista misturado a instrumentos eletrônicos, antes mesmo de começarem o falatório sobre electroclash. Isso em em 1999, auge da disco-house, com o revival dos anos 70 reinando!
Em seguida, gravou em trio o must-have Zoot Woman, um disco que, na minha humilde opinião, chamou menos atenção do que deveria.
Enfim, ele também enfiou a mão na massa remixando um bocado de gente, usando o nome de Paperfaces ou seu mais recente codinome: Thin White Duke (ou TWD, quando o espaço é pouco).
Na lista dos mais recentes tem o hitão Four to the Floor, do Starsailor (adoramos!) e Just Let Go, a nova do Fischerspooner.
Tipo requisitado, sabe?
posted by rmx 8:32 PM
escreve akê:
desafio. Se você entender toda a letra de Pop a cap in yo ass, do Ben Watt, de primeira, parabéns. Seu inglês provavelmente é melhor do que o de muitos nativos.
Mas como letra nunca foi pré-requisito para uma música ser boa, ouça assim mesmo, que é muito gostosinha (e o lado B do single, Attack, Attack, Attack também - Fernando, bota no próximo set list aê!).
posted by rmx 12:21 PM
escreve akê:
sem sotaque? Lembro-me, desde que comecei a pronunciar as primeiras bobagens pontuadas, de ouvir dizer que Brasília teria um sotaque neutro, que não pertencia a nenhuma outra região do país. Seria a confirmação do sucesso do plano de JK e os modernistas: uma cidade nova, produzindo um homem novo, síntese do Brasil. Sem regionalismos, sem essa besteira de origem geográfica. O homem federal.
De fato, era comum ouvir esse sotaque, do qual eu mesmo fui inconscientemente adepto até a adolescência, quando resolvi que ia virar mineiro e abraçar as origens que meus próprios pais já haviam abandonado, depois de décadas de Rio de Janeiro.
O sotaque brasiliense então era algo semelhante ao falar dos locutores do Jornal Nacional. Imagino uma mistura de um sotaque mineiro, porém sem o cantado "caipira" nem os fonemas engolidos, com o sotaque carioca libertado dos 's' puxados, os 'r' arrastados e as vogais molengas. De fato, cariocas e mineiros foram os maiores grupos de migrantes nas primeiras décadas da cidade, e é bem possível que minhas impressões fonéticas não estejam totalmente erradas.
Depois, em meados da década de 80, a imigração nordestina e goiana suplantou os grupos originais e logo passamos a ouvir vogais mais abertas e o "L" duro, linguodental. Como Mlle. Seslaf notou uma vez, ganhava chão o famoso sotaque Polyelle - referência a um inesquecível comercial de TV em que o locutor repetia o nome da loja de calçados caprichando nos Ls. Ouvido primeiro nas cidades-satélites, não tardou a tornar-se a pronúncia padrão de muita gente no Plano.
Depois disso, acho que perdi o fio da meada - deixo o trabalho para os lingüistas - mas de trela com o Vilão, me chamou a atenção quando ele mencionou um "novo sotaque" brasiliense, que ele teria notado após voltar de seus longos meses de residência carioca. O exílio teria lhe proporcionado um distanciamento fonético suficiente para prestar atenção em tal coisa.
Trata-se do sotaque "de boa, véi", praticamente imortalizado por Cláudio Falcão e sua Mary e que virou o default nas novas gerações. A parte fonética é difícil de identificar, já que os falantes desse dialeto são praticamente todos adolescentes e misturam o jeito de falar peculiar com um vocabulário típico, mas não é preciso mais de um minuto para identificar um falante de "de boa, véi".
Só sei de uma coisa: eu torréio mesmo e as feministas que me perdôem, mas para mim, não tem coisa mais feia do que ver uma menina falando "carái, véi". Não importa com que pronúncia.
posted by rmx 12:07 PM
escreve akê:
novo vício. My name is Bauer. Jack Bauer. (Viva a tecla SAP!)
posted by el pupo 2:12 AM
escreve akê:
100,01% (ou 'bate na madeira'). A notícia é que o número de celulares no DF passou a marca de 1 por habitante, enquanto no Rio está em uns 53% e em SP, 42%.
O que isso significa? Que vamos ter câncer primeiro...
posted by rmx 12:08 AM
escreve akê:
24.1.05
você sabe que está com problemas sociais #1 ... quando evita o orkut pra não ter que responder os scraps.
posted by el pupo 7:13 PM
escreve akê:
pertinho.
I can't take my eyes off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind...till I find somebody new.
Damien Rice - The Blower`s Daughter, em Closer.
Um dos meu termômetros para saber se eu gostei mesmo de um filme é se ele me dá vontade de ir para casa para ficar remomendo/digerindo o que acabei de ver.
Perto Demais, que eu vi logo na estréia, principalmente por causa da indicação de Cordelie, teve essa qualidade. Além disso, foi não daqueles que me fazem olhar para o relógio ansiosamente esperando algum evento que me prenda a atenção - nem que seja o fim do filme.
Isso, para um filme sobre "relacionamentos", é uma façanha e tanto.
É por isso que eu tou mandando todo mundo ver.
posted by rmx 12:12 AM
escreve akê:
23.1.05
socorro! Turcos em Londres! Aztecas em Nova York! Bolivianos em Brasília!
um pedestre atropelou meu carro! (ou da série: empowerment é isso aê!) A idéia é tirar a calçada e os sinais de trânsito, limitar a velocidade a 40km/h e deixar motoristas, ciclistas, pedestres e esquilos negociarem o uso da via. Bem que podiam implantar em Brasília.
posted by el pupo 10:03 PM
escreve akê:
I'm a sucker for futurologia. Muito mais legais que as previsões sobre o Brasil ser potência nisso, potência naquilo e ainda cheio de pobreza são as dos hermanos norte-americanos em voga:
# The New York Times has gone offline.
"In feeble protest against Googelzon's hegemony, the NYT has become a print-only newsletter for the elite and the elderly."
O ano é 2014. Googlezon ameaça o quarto poder provendo informação descentralizada e fragmentada. Acho que a Globo deveria ver esse criativo cenário construído pelo Museu de História da Mídia (gracias, Ruiva). (Preguiça de animação flash? Leia.)
# Em 2005, a Disneyworld, um WaterWorld e cassinos de Las Vegas e Atlantic City são explodidos por suicidas. Em 2006 é a vez dos metrôs e trêns de grandes cidades da costa leste. No Thanksgiving de 2007, mísseis terra-ar abatem quatro aviões. Um golpe na Arábia Saudita depõe a família Saud, rebatiza o país e expulsa les américains. E por aí vai...
Capa da The Atlantic desse mês, Richard Clarke, controverso ex-chefão de segurança e contraterrorismo dos EUA, descreve como se estivesse em 2011 o terrorismo intenso no território americano a partir de 2005 que iria matar milhares de pessoas, minar as liberdades civis, comprometer a desenvolvimento científico e econômico e limitar drasticamente o envolvimento do país em aventuras alem-mar contre la tiranie (l'étendard sanglant est levé?). Tudo isso, claro, pra vender sua receita do que deve ser feito pra que essas profecias não se realizem. (Leia de graça.)
posted by el pupo 9:08 PM
escreve akê:
21.1.05
casual friday (bom dia, bom dia, bom dia, bom dia, bom dia, bom dia, como vai você?) Há mais ou menos um mês, um amigo meu d'A Hebraica (vocês não conhecem, não) me recomendou uma musiquinha que a Nação Patolino tinha anunciado como um dos hypes do verão. Ouvi uma vez, achei simpática e nonsensical. Ouvi duas, três, quatro... grudou o refrãozinho do "bonjour" sem parar com sotaque americano e, pimba!, o vício du jour. Tentei impingi-la sobre os coleguinhas da temporada leblônica mas foi em vão: senti que era conceitual demais pro ambiente praieiro. E não é que eu tava certo?
Attitude c'est tout! Fuck de la musick!
O Black Leotard Front é o grupo que eu sempre quis pra mim (momento-Felícia): "ils créent des oeuvres dansées en relation avec la sculpture, la photographie, la vidéo et la musique." (Achei em francês mesmo, preguiça de traduzir, e não fica muito mais conceito-deslumbrado citar assim?) Eles são tão artistas que são hospedados numa galeria de arte, não numa gravadora. A música em si, Casual Friday, tem 15 minutos, foi corretamente descrita como maggot-brained, é grudegrudegrude e ótima. Nela, várias melodias se sobrepõem, uma coisa camadas-e-momentos, tendência que se firma forte depois do !!! (me lembro de Space Island). Até o selo-queridinho-de-turno abre sua coletânea findaneira com ela.
Ficou curioso? Escuta aqui!
posted by el pupo 4:17 AM
escreve akê:
19.1.05
dos conceitos (ou nem tudo é relativo).
Eis que o Terra publicou a foto acima com a seguinte legenda: "Traje clean na passarela da Ellus".
Agora me diga aaaaooonde que um modelón com 6 anéis, um cinto com uma fivela trabalhada, uma camiseta bicolor com logo sob uma camisa com impressão na frente, imensos botões metálicos nas golas e uma fitinha nas mangas é um traje clean, abduzidas??? É limpo porque foi lavado antes do desfile?
Ou trocaram a foto ou daqui a pouco vão estar chamando elefante de animal minimalista porque é de uma cor só.
posted by rmx 11:15 PM
escreve akê:
da série: eu dou pinta?
posted by el pupo 7:10 PM
escreve akê:
what would you do if I sang out of tune? (ou da série: torréio).
Ano passado o Kevin Arnold se casou com uma amiguinha de infância. Não, não foi com a Winnie Cooper. (Depois que o Paul virou o Marilyn Manson e/ou cientista político formado em Yale e advogado, nada mais me surpreende.)
posted by el pupo 5:55 PM
escreve akê:
18.1.05
travalosophy. "Boa noite p/todas! ...inclusive p/as uós.....
É tudo uma questão de hábito....vc não está acostumado com o cheiro do seu peido?!"
Gotas de gentileza e sabedoria extraídas do Paris is Burning johnnyluxúrico.
posted by rmx 11:43 PM
escreve akê:
getting away with it. All my life...
posted by rmx 11:14 PM
escreve akê:
"Já foi a onda de ser clubber. Agora é indie"
É impressionante a quantidade de comunidades no Orkut que se prestam a meter o bedelho na vida alheia. Nessas hate communities não me digno sequer a ler os tópicos em discussão, pois a experiência demonstra que, em 99,9% das vezes, o conteúdo é simplesmente um lixo.
No entanto, uma delas me atiçou a curiosidade pelo título: I hate mini lesbians.
Espiando os tópicos, descobri que o nome não tem nada a ver com a estatura das moças, e discutivelmente com a sua orientação sexual. O que os criadores da comunidade chamam de mini-lesbians são na verdade uma...hmm...estirpe (ia dizer 'tribo', mas detesto essa palavra) de garotas recém-entradas na adolescência que costumam beijar as amiguinhas em público (uma coisa T.A.T.U.) e às vezes podem ser identificadas pela tatuagem de estrelinhas (!!!). Segundo os participantes, a atitude tem mais a ver com uma determinada "modinha" do que com a definição da sexualidade, e que por isso as meninas mereceriam ser discriminadas. Para demonstrar, um deles diz que ouviu de uma volúvel mini-lesbian a frase que dá título a este post.
Ignorância à parte, vou prestar mais atenção à tatuagem das menininhas da próxima vez em que for ao Pier 21...
posted by rmx 7:51 PM
escreve akê:
da série: Index Prohibitorum Puporum.
diapasão: do Lat. diapason < Gr. diá páson, através de todas as cordas. s. m., (...); fig., nível, estado comparativo.
"No mesmo diapasão" três vezes no mesmo texto merece a fogueira.
posted by el pupo 5:02 PM
escreve akê:
congelou milão em chamas.
Depois do original estocolmino, Absolut Icebar Milano. Agora as travéstis brasiliánas poderão esfriar o fiofó no mais puro glamur escandinavo.
tchin-tchin!
posted by el pupo 4:48 AM
escreve akê:
Megás Alexandrós. (Eu não sei nada de ático, mas achei que esses acentos agudos cairiam bem.)
E já que se falou aqui sobre Alexandre, o globalizador avant-le-globe, vou sugerir a trilha caso ele e Hephaistion decidam se jogar na próxima white party em Susa ou na Sagadofurunfalócia (ali, entre a Sogdiana e a Báctria):
Don't know where I'm going... to a world that waits for me. (Paul Jackson & Steve Smith - The Push)
Apesar do trecho soar um pouco estranho, não consegui tirar essa música da cabeça enquanto via o filme.
aforismos sem juízo, mas com batidão (ou first posting creeps). No mesmo tom musical:
If I don't push myself to face my fears
I'll never see the world that's far from here.
Oh so true. Porque house tribal também é cultura.
posted by el pupo 2:55 AM
escreve akê:
17.1.05
como assim? Elvis Presley com dois Top Ten Singles na parada britânica dessa semana??
Onde esse mundo da música vai parar?
posted by rmx 9:41 PM
escreve akê:
não faz a Bagoas, bi!
e quem diria que o Jordan Catalano ia virar o Hephaistion quando crescesse?
Hum... bem que eu desconfiava, aquele jeito de adolescente arredio... ali tinha.
posted by Aloka M. 9:30 PM
escreve akê:
16.1.05
cause I've been to hell and to paradise.
conciso, pelo cansaço:
1) tá, eu sou volúvel, mas arriscaria dizer que o Oscar Bueno é o melhor DJ do mundo no momento;
2) inaugurou um lugar novo aqui, bem promissor: Sala Especial, no centro, ocupando o espaço de um antigo puteiro frequentado até por presidentes, segundo as biu. Pequeno, som bom... acho que vai rolar. Mas precisavam dimimuir a iluminação da pista: muita informação.
3) não quero parecer precipitado, mas tô quase atestando o óbito das sextas do D-Edge...
4) e no fabuloso mundo dos jacarés e afins: diz que o Fred Perry tá voltando com tudo!!! Garanta já a sua.
posted by Aloka M. 10:47 AM
escreve akê:
15.1.05
por associação.
O aviso bilíngüe na porta do banheiro Cinemark advertia: "Cuidado, piso mojado"
Tive que reler duas vezes até entender que não era contra um "piso mijado" que eles nos estavam prevenindo.
posted by rmx 10:10 PM
escreve akê:
too good to be true. Café que não faz mal pro estômago? Então deve dar câncer ou algo assim...
posted by rmx 12:17 AM
escreve akê:
14.1.05
como diria o !!! (2). Hello? Is this thing on?
posted by rmx 9:38 PM
escreve akê:
como diria o !!!. Shit. Scheisse. Merde!
(in a funny way)
posted by rmx 4:37 PM
escreve akê:
plantão alokino informa:
Caso vc calhe aqui em São Paulo nalguma quinta feira, e esteja fortemente decidido a ir na Torre, mas ao chegar na porta tenha preguiça da fila gigaaaante, já imaginando o suadouro lá dentro, e no meio dessa preguiça toda te ocorra a idéia de ir pra Loca, pq pelo menos é maior e mais ventilado: Cuidado, muito cuidado nessa hora, young Padawan.
Porque nem com a presença ilustre de Bianca e seu novo penteado (tá, eu conto: formol + banho de petróleo + baby liss) e nem com Take-On-Me-do-coração tocada pelo J.Luxo vale os 15 reais de consumação...
O inferno, eu diria. E, nesse caso, o diabo não veste Prada ;)
posted by Aloka M. 3:57 AM
escreve akê:
Desabafo-diplobafo interno + momento Irish fairyland. Por que que o meu seminal e sáurico livro de HPEB sempre desaparece? Já é bem o terceiro exemplar que *pff*! Pixies do meu cuore, se vocês mo devolverem lhes prometo uma lambida no Cúchulain.
posted by el pupo 3:08 AM
escreve akê:
13.1.05
single novo, comemore! E Gizele, a Madonninha capixaba, acaba de revelar que terminou de gravar seu primeiro single. Dessa vez vai ser uma música inédita - nada de traduções toscas - chamada Antes só do que mal acompanhada. ArraZa na sabedoria!
Segundo a popstar acidental, é uma nova etapa que se inicia na sua carreira, e o single ficará disponível na Internet.
Mal posso esperar!
posted by rmx 8:29 PM
escreve akê:
Toco!
Cacete, Ben! Ouch, Noel! Bem feito, Felicity, sua piranha!
Eu tinha esquecido o tanto que essa série é boa. Tudo é tão sépia, tudo dá sempre errado-mas-tudo-bem, todos são tão fucked up, you can, like, relate to the characters, y'know?, tudo é tão pseudo-NYorkish, as relações são sempre supertruncadas, tem o clássico mantra "I came to New York because of Ben, but I'm staying because of me", e como a voz do Ben dublada é muito, muito melhor que a original!
E a madrepupo sobre a série, "Me lembra tanto você e seus amigos da época da faculdade." My life is a drama, ja diria aquele hino de drag music de 199x.
toscocine. E ver série dublada à 1:30 da manhã no SBT tem suas recompensas. Como posso perder um filme como Carmen, A Hip Hopera, que "enlouquece os homens e mata de inveja as mulheres", com Beyoncé, "a mulher mais desejada do mundo"? Ou Garota de Programa, sobre "a difícil vida fácil da profissão mais antiga do mundo" com a classiquérrima Tori Spelling?
posted by el pupo 2:20 AM
escreve akê:
11.1.05
pobre, pobrinho...
Bem, a essa altura vcs já devem ter percebido que eu sou mais... mais prosaico que meus coleguinhas de blog. Mais limitadinho-da-Maritel, no sentido sócio-cultural da palavra.
Não sei resenhar um filme russo e perceber a influência de Arnault, não sei discutir a influência da China na Guerra do Paraguai, não sei qual o novo hype de Bósforo e Dardanelos e não sei dizer se a receita do babaganuche original da Bessarábia é melhor ou pior que a re-interpretação pelo Bocuse.
Se vc tem uma dúvida sexual envolvendo acessórios para seu próprio prazer, ou se tem um caso afetivo dramático e mal resolvido com duração superior a 8 anos (minha especialidade), se não sabe que prato pedir no Spot ou mesmo se tá em crise com a mudança da Daslu pro meio da Marginal Pinheiros, OK, eu sou o seu cara. Mas não me venha perguntar qual a grande revelação do cinema argentino pós-Menem, que eu entro em crise, grito "Evita" e saio correndo chorando...
Por isso, no meu próprio jeitinho matuto de ser, gostaria de comentar que no sábado último fui à pré-estréia dum filme chileno, "Machuca", e que suuuper recomeindo a vcs.
O filme é muito lindo. Longo, sim, mas lindo. E até eu que não sou de me comover com dramas sociais cucarachos saí do cinema quietinho, super reflexivo.
Sério, é bom mesmo. Se joguem.
posted by Aloka M. 7:16 PM
escreve akê:
O Lúcio disse... que em março o New Order vai lançar CD novo, chamado Waiting For The Sirens Call.
O que ele não contou é que o single novo, Krafty, vai ser mandado para as rádios no dia 24. Se bobear, já está até nas redes peer-to-peer por aí.
p.s. É bom quando o álbum do ano já sai logo no começo, né?
p.p.s. Fizeram uma prévia do disco em Londres nessa segunda. Parece que tem faixas dance misturadas com um lado mais rock. E a faixa Jetstream Lover, tem participação de Ana Matronic do Scissor Sisters. Oba!
posted by rmx 3:52 PM
escreve akê:
roriz? ahã. (ou momentiño deslumbrado du jour. ou da série: quero um prefeito assim!)
O jovem e glamuroso prefeito de São Francisco, aquele dos glamurosos casamentos gays na Prefeitura, está se divorciando de sua glamurosa mulher. Uma pena. Menos um casal glamuroso in politics. Pelo menos deu tempo de saíram na Harper's.
posted by el pupo 2:37 AM
escreve akê:
10.1.05
no radinho (extended).
Já que o Pupo colocou trackslit pinta-no-volante, eu também quero revelar o meu hit list particular do momento. Sem ordem particular:
- Alter Ego - Rocker: Ritão electro-housico de uma dupla alemã que esteve ou está nas pick-ups de quase todo mundo. Essa é uma daquelas músicas que você provavelmente já ouviu na pista mas nunca conseguiu saber o nome, porque ela simplesmente não fala nada, mas cuja melodia de repente surge do nada na sua cabeça. O videozinho (dá para escutar e ver aqui) ora é minimalista, ora meio que sacaneia as propagandas gramurosas da Dior.
- NERD - She wants to move (Basement Jaxx Mix): Uma música que tem o verso "her ass is a spaceship that I want to ride", uma linha de baixo poderosa e aquele batidão clássico de 1991 (pense em The Shamen), mais os típicos elementos basementjaxxianos, só merece uma nota: muito booooom! O único MP3 que achei para ouvir online está péssimo, mas a música merece um download.
- Axwell - Feel the vibe: Sueco como o Eric Prydz, ele faz música como seu conterrâneo. Ou seja, housezão com bassline para botar Ibiza abaixo. Dá pra ouvir aqui.
- Chemical Brothers feat. Q-Tip - Galvanize: Enquanto o disco do Prodigy praticamente passou batido, os seus contemporâneos irmãos químicos preparam CD novo, que vai ser lançado em breve e é precedido desse single, cujo vídeo (uma coisa adolescentes-palhaços do banlieue) dá para assistir no site oficial.
- LCD Soundsystem - Daft Punk is playing at my house: O álbum novo dos responsáveis pelo hitão disco-punk-funk Yeah só sai em fevereiro nos EUA e daqui a duas semanas na Inglaterra. Essa música tem um remix do Soulwax, então o 2Many DJs já tá tocando. A Erika vai comentar no site. Vai tocar na Torre, vai tocar no Foshfobox, vai tocar no Gates/Orange. Então pra que esperar? Escute antes e já chegue lá sabendo a letra de cor.
posted by rmx 7:39 PM
escreve akê:
suedefeet. Agora que todo mundo já descobriu que as festejadas Havaianas tradicionais não servem para muita coisa além de sair do chuveiro, as dasluzettes estão querendo hypar as sandálias Birkenstock como *o* auge do mundo dos calçados.
Pois qualquer um que tenha um pouquinho de vivência no círcuito Lonely Planet deve saber que Birkenstock não é mais do que sandália de mochileiro sueco de férias na Nova Zelândia. Aliás, várias devem ter submergido no maremoto e em breve muitas outras certamente poderão ser vistas nos pés de habitantes do mundinho Diesel-Puma-Von Dutch de c* é rola em Maresias e alhures.
Pois se é pra hypar o calçado pobrinho que deu a volta por cima, sou mais comprar um Gullwing da Tretorn.
A marca sueca, que começou fazendo botas no estilo Sete Léguas há mais de um século, calçou tenistas em Wimbledon nos anos 70 e sobreviveu bem aos anos 80, mas meio que desapareceu na última década. Há pouco tempo, voltou completamente rebranded , com uma logo simples mas bonita (como quase tudo que é desenhado na escandinávia) e com os calçados diferentes, mas sem perder o design discretamente nostálgico. Companhia perfeita pr'aquela polo do jacaré. Na wishlist, já!
posted by rmx 4:45 PM
escreve akê:
sofistifunk.
Maria do Carmo era aquilo que se convencionou chamar de uma mulata classe A.
Curvilínea, bunduda... agradava pela fartura.
Não terminou o segundo grau, e nunca foi muito afeita ao trabalho... trocava o dia pela noite, de bar em bar, na esperança de arrumar um marido rico entre uma cachaça e outra.
Lá pelos 35 anos, muita função depois e já um tanto desiludida, encontrou seu bilhete premiado: Paolo, italiano de Venezia, sessentão do tipo mal-acabado-mas-de-carteira-polpuda. E Deus quis que Paolo se apaixonasse por ela.
O casal causava comoção na tradicional sociedade ítalo-paulistana... imagine só, onde já se viu essa desclassificada frequentando o Circolo? ... O Terraço Itália tremeu.
Completamente entregue, Paolo levou sua amada para viver consigo em Venezia...
E foi-se um bom tempo sem notícias da Do Carmo.
Alguns anos mais tarde, ela retorna ao Brasil, triunfal.
Foi recebida em minha casa, para um chá da tarde, e se apresentou de Hermés dos pés à cabeça. Tradição, eu aprecio.
Fui lhe servir coca-cola, e ela me pediu:
- Querido, apenas meio copo de coca pra mim... e complete com água, para diluir. Coca-cola é muito forte pra mim.
...
...
Nessa fase de resoluções de ano novo, eu já tomei mais uma: pra que tanto estudo, trabalho, dedicação e esmero gramatical quando o que a gente quer mesmo é um italiano cheio da grana?
Por isso, em 2005, meus queridos, coca-cola pra mim só diluída, tá?
posted by Aloka M. 12:37 AM
escreve akê:
9.1.05
por que eu amo meu Firefox. Ter 35 blogs "favoritados" e mandar abrir todos de uma vez com um só clique.
posted by rmx 11:41 PM
escreve akê:
ex bom é ex morto.
Que o diga o samurai de Tabu. Ao pé da letra.
No Cine Brasília até dia 13. (Quero rever depois de ler essa resenha.)
posted by el pupo 7:49 PM
escreve akê:
8.1.05
imd(as)b(iu)
Meu tio matou um cara: Ignore a direção fraquinha e divirta-se com o engraçado roteiro dessa mistura de comédia e policial, com pano de fundo romântico. Felizmente, é mais um filme brasileiro sem miserê, sem travesti, sem sexo e violência e sem diretor publicitário. Ufa! Só não consegui evitar de reparar na mistureba de sotaques: tem carioca, baiano, paulista, mineiro, gaúcho, tudo junto. Parece até uma cidade que eu conheço. O corpão da Deborah Secco também é impossível de ignorar.
House of Flying Daggers:Já não lembro qual dos blogs amigos deu a dica desse filme (acho que foi o do casebre preto) mas foi o J - Minduim que providencialmente descolou o DVD, já que o filme não ficou em cartaz por aqui. Fotografia caprichada, figurino luxuoso absurdine e muita, muita ação à la Tigre e o Dragão, também com fundo romântico e uns dilemas éticos à chinesa. Além disso, a cena em que a dançarina cega aceita o desafio do jogo do eco e toca os tambores com seus lenços de seda é de cair o queixo, inesquecível!
posted by rmx 1:38 PM
escreve akê:
7.1.05
da série: eu dou pinta no volante? Vidro fechado, volume no 25, eis o top 6 do pupomóvel:
1. Shania Twain e Mark McGrath - Party for Two (because the Texan in me is screaming to get out!)
2. Alizée - J'ai pas vingt ans
3. Yazz - The Only Way is Up (o único caminho é pra cima, bebê!)
4. Jonny McGovern - Soccer Practice (hey dude!)
5. Shakespeare's Sisters - Stay (wiiiiiiith meeeeeeee, a dramática)
6. Grease - You're the one that I want
***
Perigo: não tentem bater palmas, rebolar, batucar no volante e fazer air microphone se estiverem dirigindo no buraco da Rodoviária. Elevadíssimo risco de colisão.
posted by el pupo 4:48 PM
escreve akê:
tempos modernos.
Plano inicial: ir à padaria e comprar uma trança de presunto. Custo estimado: R$ 3,30
Relatório final: fui à padaria, comprei uma trança de presunto e um curso de Dreamweaver em CD-ROM! Custo total: R$ 22,80.
posted by rmx 4:15 PM
escreve akê:
6.1.05
agô iyê agô mutumbá mutumbá.
Reza uma antiga lenda de Cabinda, já extinta no continente africano mas preservada na tradição oral do que restou das comunidades quilombolas do Morro da Macumba, que, se você começa o ano na beira do mar ao som da Clara Nunes louvando Iemanjá e a Portela, seu personal Exu tabajara ficará te azucrinando pra sair no Carnaval carioca. Na Portela, claro.
Ê, baiana, agogô babalaô!
posted by el pupo 12:50 PM
escreve akê:
Saffron to Edina:
- You cannot become a better person through massage, mother!
Saffy, I beg to differ.
posted by el pupo 12:01 AM
escreve akê:
5.1.05
muito estranho.
Em 22 de junho de 1949, Dalto Roberto Medeiros nasceu em Niterói.
Filho de Seu Dalto, poeta participante do núcleo niteroiense da Bossa Nova, Dalto descobriu sua verve artística lá pelo fim da década de 60. Sua primeira aparição foi como vocalista da banda de rock Os Lobos, em 1968... Confuso, abandonou o grupo em pleno auge (a.k.a. bailinhos lotados em Niterói) e foi completar o curso de Medicina. Sim, Dalto se formou médico.
Em 1974, retomou sua carreira, agora solo, e lançou seu primeiro compacto, "Flash Back", por muitos considerado cult até os dias de hoje. Mas as coisas não foram fáceis pra esse menino que cresceu ouvindo Tia Carminha dedilhar ao piano... Só muitos anos mais tarde, em 1981, emplacou um hit: sua composição "Bem-te-vi", gravada por Renato Terra, estourou nas rádios de todo o país, vendendo 250 mil cópias.
Mas foi em 1982 que o sucesso de fato bateu à sua porta.
"Muito estranho" frequentou o hit parade por um ano, angariando "vários discos de ouro, platina, mais de um milhão de cópias vendidas num tempo que só Roberto Carlos alcançava esses números". Dalto brilhou.
Depois disso, a ressaca. Continuou compondo, e foi gravado por grandes artistas. Mas o brilho se foi. E consta que pelos idos de 2003 ganhava a vida se apresentando em bares, teatros e casas noturnas na sua Niterói.
Mas sua obra não foi esquecida, isso nunca.
E se vc, como esse humilde Aloka que vos fala, se lembrou de "Muito Estranho" enquanto procurava uma vaga pra estacionar no Baixo Gávea, cante conosco, a plenos pulmões:
"Hummm... mas se um dia eu chegar muito louco,
deixa essa noite saber que um dia foi pouco.
Cuida bem de mim.
E então misture tudo... dentro de nós"
posted by Aloka M. 1:39 AM
escreve akê:
4.1.05
forbai!
Esquecidinho da Maritel, não contei que, antes do fim do ano, fui ver o filme batizado de Edukators.
A obra, cujo nome original, em alemão, traduz-se (corrijam-me se eu estiver errado) em algo como "os anos gordos acabaram", conta a história de uma dupla de amigos que rompe o vácuo utópico e a apatia da juventude para invadir mansões de incautos ricaços alemães. Uma vez lá dentro, eles redispunham todos os objetos completamente fora do seu lugar, sem tirar nem pôr nada, exceto um bilhete com o os dizeres que dão título ao filme, advertindo que os dias de fartura estavam perto do fim. Uma espécie de terrorismo psicológico que, esperavam eles, iria criar uma inquietação tamanha, a ponto de fazer os milionários reconhecerem a sua desproporcional concentração de renda e a forma como o 'sistema' oprime os sem-posses.
Eis que entra em cena a namorada de um dos mocinhos/bandidinhos. Daí para a frente, como também ficou evidente no filme do Bertolucci, o filme mostra como convicções políticas podem tomar oooooutra conotação quando há determinantes pessoais/sentimentais envolvidas (isto é, praticamente sempre).
Mesmo assim, o filme segue em frente com a mensagem do "reaja!", embora o cozido desande um pouco nas partes de romancinho, que demoram um pouco mais do que o necessário. Além disso, tem uma música chatérrima que repete "Halellujah" para sempre, além de uns momentos de câmera no ombro que são Dogma 95 demais para o meu gosto, mas que não chegam a atrapalhar.
Enfim, apesar de ter Daniel Brühl no elenco, não é nenhum Adeus, Lênin, mas se uma sinopse como essa lhe atrai, não deixe que isso lhe impeça de assistir o filme.
posted by rmx 4:12 PM
escreve akê:
Vogue: IN e OUT do verão carioca 2005
In: sorvetinho milionário do Felice
Out: sorvetinho milionário na Mil Frutas
In: simpatia e reforço no café do Garcia
Out: serviço atrapalhado do Doce Delícia da Aníbal
In: comida farta e justa do Itahy
Out: Quadrucci-que-só-serve-sanduíche-até-às-19 (nunca vi coisa mais caipira...)
In: Lacoste (sempre um clássico Rmxiano)
Out: camisetines-justines das biu
In: Fosfobox (adorei: pé direito alto, ar condicionado bom, musica do bem, cheiro de cigarro impregnado ao chegar em casa)
Out: "Drama" de Ferro (tá, ficou melhor sem a pia, mas ainda é muito drama)
In: mar gélido e tranquilo no Pepê
Out: Havaí é aqui no Leblon, coliformes all over.
In: ovada na porta do Fosfobox
Out: carão na fila do Drama
In: Maurício Lopes no terraço da X (e Oscar reunindo os paulistaners na vazia porém boa pista 2)
Out: tooodo o resto da X
In: traduções declamadas caminhando no calçadão
Out: patinação-da-Maritel no calçadão
In: estampas-tudo da Osklen
Out: efeito Zara da Osklen no Rio
In: vidinha de bairro no final do Leblon
Out: Ipanema
In: Elza
Out: Renée
In: amigas homofóbicas
Out: amêgas
In: festa de reveillon democrática iPod-based no 9 (em breve post detalhado a respeito)
Out: festa cercadinha com black-music de c* é rola e seguranças paulistaners de terno no mesmo 9
In: Clara Nunes na virada
Out: o resto todo
In: estar cercado de amigos mais-que-queridos por 7 dias, numa cidade que eu amo
Out: voltar pra São Paulo...
posted by Aloka M. 12:55 AM
escreve akê:
3.1.05
joyeux Noël
E vai dizer que Paris não arraZa no Natal?
Do fotolog.
posted by rmx 11:41 PM
escreve akê:
bosta. Deu pau de novo na imagem, dessa vez no post anterior - o blogger não deixa nem deletar. E ainda tá no começo do mês. Agora güenta...
Mas o que eu tava dizendo era:
Pára tudo! Como é que eu pude me esquecer de mencionar Carson Kressley (a biu loira e fashion do Queer Eye) integradíssimo ao universo carioca na pistinha de cima da Demente, entre os highlights do feriadón?
"Eu dou pinta?"
posted by rmx 11:12 PM
escreve akê:
fab one.
posted by rmx 11:00 PM
escreve akê:
critiquinha gastronometa do dia. Joana Angélica foi abadessa do Convento das Franciscanas em Salvador durante a guerra da Independência. Morta a golpes de baioneta tentando proteger as freiras do apetite sexual das tropas portuguesas, virou mártir e nome de rua em Ipanema. As ruas do bairro foram renomeadas por decreto em 1922 para comemorar o centenário da Independência. (Aguarde proximamente a história de Maria Quitéria, Aníbal de Mendonça e Farme de Amoedo.) Por decreto também deveriam renomear o restaurante (ou bistrô tropical no dialeto local) Zazá, na esquina da mesma Joana Angélica com a Prudente. Sugiro "U-zê".
Você vai achar o restaurante bonitinho, com luzinhas, clima bacana, mistura interessante de gringos e locais que-se-querem descoladinhos. Mas muita descolação vira afetação rapidinho, rapidinho se você não tiver os elementos presentes para atenuá-la. (Não vou falar quais são esses elementos; são secretos e místicos e devem ser buscados dentro de nós. Afinal, life is a cookie.) O Zazá não tem esses elementos. Aliás, ele não tem muitas coisas, a começar por guardanapos de pano, elemento nem secreto nem místico esperado de um bistrô na sua fai$$a de preço.
Já havia provado o Zazá. Na primeira vez tive uma boa experiência com drinquezinhos de sakê e acepipes um tanto almofadinhas de tão fusion no andar de cima, jogado no chão depois de um duro dia de trabalho. Lá em cima ficam todos descalços e recostados, serve-se sobre mesinhas baixas e há badulaques e fitinhas pendurados do teto e das paredes. Descobri agora que esse climinha pseudohindu-popular-brasileiro serve para entorpecer o cliente a achar que aquilo é um bom restaurante.
Não é.
Não vou falar da fila pra sentar. Nem comento o maître (ou host, já que restaurante moderninho não tem maître, mas anfitrião). Só digo que não entendi o sistema de castas do restaurante. Eram três hosts e os garçons, eram um host, duas sub-hostesses e os garçons, eram todos garçons que revezam o uso de avental? Não importou muito, porque a simpatia forçada dos hosts foi completada pela desatenção por não informar antes aos seus 'hóspedes' que o ceviche e a samosa pelas quais eles babavam estavam 'em falta'. (Hóspedes não são pessoas que você recebe por convite em sua casa? Não me parece apropriado então falar de hosts e guests nesses casos. Mais um ponto para a reforma ortográfica por decreto nada-participativo d'el pupo.)
As únicas três coisas que se salvaram foram o cosmo de absolut com extrato melancia, o iogurte com raíz-forte servido de entrada e a velocidade com que a comida foi (bem) apresentada. Pedi um steak de atum grelhado com molho de maracujá, legumes no vapor e arroz de cardamomo. Escrevi a frase acima com 'legumes' proposital e pacificamente entre o maracujá e o cardamomo. Aposto que essa era a intenção do chef que bolou o prato. Não deu certo: os legumes até que se esforçaram, mas não conseguiram atenuar o contraste entre o cardamomo, o maracujá e o atum. Os três, temperamentais e de sabor fortíssimo, brigaram feio pela minha atenção. Quem perdeu foi o prato. Note to world: só aceitar essa combinação se preparada pelo Ferran Adrià. E olhe là.
O atum veio crocante por fora e cru por dentro. Não reclamei porque curto peixe cru. Mas quando penso num steak grelhado penso em fogo, muito muito fogo. It's my desire, it's my desire, cantaria o Electric Six. Till you sizzle, what a lovely way to burn, cantaria a Peggy Lee, mais clássica. Mas parece que faltou high voltage e/ou fever ao fogão do Zazá e o que era para ser um steak de atum grelhado virou um indefinido dublê de steak e sashimi. Danger! Danger!, gritaria Jack White.
Assim que terminamos de comer, uma versão em espanhol de Cotidiano do Chico Buarque encheu nossos ouvidos e bocas de pavor. Não pedimos sobremesa. Saímos rapidinho, sem a boca de café nem de nenhuma outra sobremesa tropical do bistrô que foi escolhido "one of the top 100 new restaurants in the world" pela Conde Nast Traveller de 2001. Fato relembrado aos clientes recalcitrantes por recortes de revistas espalhados pelas paredes. Emoldurados. Com direito a marcatexto amarelo nos trechos em que mencionam o lugar. Síndrome da colher-de-pau pequena?
Melhor até do que renomear o Zazá, deveríamos simplesmente fechá-lo. Por decreto.
posted by el pupo 9:01 PM
escreve akê:
casinha.

posted by el pupo 7:21 PM
escreve akê:
às vezes é só um tropeço.
Às vezes você quer cair e nem sabe.
posted by rmx 5:53 PM
escreve akê:
nostalgia O revival de músicas dos anos 80 já enjoou, mas programas de TV são outros quinhentos. A partir de amanhã, às 12 e 17h, o Multishow vai reprisar os episódios de Armação Ilimitada, e às quartas e sextas, os da TV Pirata. Será que é o caso de eu pedir férias para assistir?
posted by rmx 2:33 PM
escreve akê:
altas luzes (highlights)
- Aloka correndo nu, em retrospecto, pelas ruas do Leblon;
- Eu fazendo a egípcia via SMS por causa da mulher uzê que começou a cantar, em coro com as filhas, o Samba do Avião assim que o Boeing se aproximou do Galeão;
- Pupo fazendo a hebraica;
- J-Leo e A Dona do DG representando o núcleo homofóbico da novela;
- A quantidade de gírias que é possível aprender em poucos minutos de contato com o dialeto local. Já é, bom.
- "O único caminho é para cima, bebê, para você e para mim, agora"
- Antaggio causando comoção no calçadão com seu cão. Além disso já ganhou fácil o prêmio de mais fofo de 2005, achando a gente no meio da multidão e vindo elogiar o blog. Feliz 2005, dear!
- A hostess altíssima e luxuosa, praticamente uma nigeriana, do Quadrucci, apesar do restaurante ser bem uzezinho;
- Ficar na ponta de Copacabana que não foi (muito) prejudicada pelo fumação meteorológico que atrapalhou a visão da queima de fogos;
- Chandon baby a 15 reais - dementia ex demens.
- A torta de pão-de-ló e chocolate do Doce Delícia, no dia seguinte, quando ela fica molhadinha
- A loja Contemporâneo, que abriu na Visc. de Pirajá - roupinhas boas e o bar no fundo, que vai inaugurar em janeiro, que é lindo.
- Tem mais, mas esqueci.
posted by rmx 12:34 PM
escreve akê:
2.1.05
chega. Já basta de blog cor-de-rosa. Bom 2005 para todos. Agora voltamos à programação normal.
Não deu tempo nem de dormir, nem de fazer metade do que eu tinha planejado, muito menos de postar qualquercoisa do Rio.
Agora dá licença que vou capotar na minha cama, pois esse regime de 3 horas de sono por dia não funciona bem em dias úteis.
Tin-tin!
posted by rmx 10:52 PM
escreve akê:
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