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28.2.05
intervalinho:
eu A-M-O a Elizabeth Hart :)
posted by alokamelo 12:02 AM
escreve akê:
27.2.05
stick together. Para ser um bom colecionador, é preciso ser muito disciplinado ou ter um quê de obsessivo-compulsivo. Como minha madrinha é as duas coisas, foi ela quem me iniciou na minha primeira coleção de verdade (figurinha não conta!).
Me ensinou a comprar selos, me levava para as reuniões do clube filatélico e me deu até um catálogo que impedia que os velhinhos do clube me passassem para trás nos preços. Não que eu tivesse dinheiro para comprar um Olho-de-Boi, o então mais precioso dos selos brasileiros, mas...
Fato é que, assim que ela se mudou de Brasília, alguns meses depois, eu simplesmente engavetei a coleção e acho nunca mais me devotei a juntar o que quer que fosse (love handles, decepções e desencantos também não contam, deixe-os para o terapeuta). Isso foi há quase 20 anos.
Entretanto, outro dia fui parar em um site que me deu vontade de voltar a ter um hobby desse tipo. É que acho as etiquetas de hotéis e de bagagem do começo do séc. XX o máximo. Uma mistura de arte do design gráfico (não é à toa que as italianas estão entre as melhores!) com diário de viagem do globetrotter que me deixa fascinado.
Fora a perspectiva animadora de ter uma desculpa adicional para garimpar mercados de pulgas e feiras de antiguidades por toda parte.
Se o meu ímpeto colecionador duraria mais de 3 ou 4 semanas? Duvido um pouco. Mas pelo menos tá registrada a idéia.
posted by rmx 12:36 AM
escreve akê:
Blimey!
"When a man is tired of London, he is tired of life." - Samuel Johnson, 1777.
"I'm tired of London." - rmx, 2005.
posted by rmx 12:35 AM
escreve akê:
25.2.05
desculpa a insistência, mas é incontrolável.

posted by alokamelo 4:24 AM
escreve akê:
da série: pessoas que não são mais. Tecnicamente não são gente, mas tudo bem:
Grão-Vizir. Sacro Imperador. Sublime Porta.
Inca. Satrapa. César. Tzar.
Kaiser. Califa. Xogun. Basileu.
Doge. Xá. Dauphin (Delfim... Moreira?).
Duque de Milão, Papa de Avignon.
E o Papa, hein? Será que güenta?
posted by el pupo 1:20 AM
escreve akê:
24.2.05
smoke gets in your eyes (and everywhere else).
- 4 horas de buatt equivalem a um mês ao lado de um fumante. Se puder, evite.
- Maconha pode ajudar a prevenir e tratar Alzheimer. Avisem logo à polícia.
posted by rmx 9:39 PM
escreve akê:
the hitchiker's guide to ego trips. De carona no post anterior, só consegui me lembrar de uma musiquinha que deveriam ter tocado mais no exaustivo revival dos anos 80, ao invés de tanto The Cure e Simple Minds e uma porção de lixo inútil. Alguém mais se lembra desse one-hit wonder de 1987?
Há um lugar místico em mim
Algo assim, bem escondido
Um planeta inexplorado
Um horizonte perdido
Me enbrenhei na mata virgem
Como um nativo zumbi
Mergulhei fundo no oceano
Como Jacques Cousteau parti
Explorador sem experiência
Marinheiro de primeira viagem
Embarquei de peito aberto
Levando só coragem
Coragem pra enfrentar
Frente a frente eu comigo
Como se enfrenta um irmão
No exército inimigo
Coragem pra encarar
Frente a frente eu espelho
Como se encontra um irmão
Que lhe nega um conselho
Boa tarde a todos os que ficarem com essa musiquinha martelando na cabeça a partir de agora.
Dedicado com afeto ao amêgo irmão caminhoneiro El Pupo.
posted by rmx 2:24 PM
escreve akê:
na real. Isso aqui é o maior e mais bem-acabado instrumento de ego-trip, ever.
I'm amazed.
(Aonde mesmo é que se compra a passagem?)
posted by el pupo 2:04 PM
escreve akê:
porque a vida é hiperlinkada.
So long, farewell, auf wiedersehen, goodbye. (I flit, I float, I flitly flee, I fly-y!)
"Venezia la xe nostra. L'avemo fatta nu."
Antebellum mansions.
Pooh's Heffalump movie.
Goldfrapp - Strict Machine
(finalmente tirei tudo isso do meu blog.txt. o foda é que ainda tem muito mais.)
posted by el pupo 1:28 AM
escreve akê:
interna asa sul. Coisas que você nunca vai ouvir na Dom Bosco:
"Eu quero uma de tomate seco e mussarela de búfala."
"Um mate diet, por favor."
"Me vê uma tripla!"
posted by el pupo 12:27 AM
escreve akê:
23.2.05
I feel...blue? Se você já viu o trailer de After the Sunset pode não ter achado a mínima graça do filme, mas provavelmente prestou atenção na empolgante versão de I Feel Love (aquele clássico Moroder + Donna Summer) que toca durante um minuto ou dois e me deixou muito curioso.
São Google então me contou que se trata de um tal de Blue Man Group - um coletivo de artistas pintados de azul, que fazem "coisas" (inclusive músicas) mais ou menos experimentais. Para a cover de I Feel Love , usaram tubos de PVC no lugar dos sintetizadores que marcaram época e o resultado, ao lado das guitarras e da ótima vocalista, ficou um sucesso.
Não é à toa que ele encerra o primeiro dos dois CDzinhos rebolativos, musicados e declinados que gravei para a Belly (volta logo, momô!).

posted by rmx 10:38 PM
escreve akê:
aloka jacta est descontrol.
Tá, daí que eu resolvi dar mais ênfase ao aspecto acadêmico / profissional da vida, que andava meio jogado às traças. E fui todo asseado e empertigado participar da reunião dos pós-graduandos da disciplina, uma colega ia apresentar seu projeto de pesquisa.
Consegui manter minha atenção / determinação até o slide 5, a partir do qual comecei a divagar se os hindus de fato praticavam o sexo tântrico e se eu deveria usar uma camisa branca-lisa-básica ou uma listrada-tradição-e-tendência-reunidas no jantar de amanhã.
A certa altura, o discurso da colega recobrou minha atenção:
"...na montagem das placas do PCR em tempo real a gente precisa de um duplo controle de normalidade, e os tumores sem mutação esclarecida constituem a referência passiva do ensaio. Isso é o que a gente chama de referência passiva, então."
...
Imediatamente, imaginei alguma amêga me contando:
- ai, fiz um bofe escândalo que era *a* referência passiva!
Descontrolado, gargalhei alto.
Todo mundo parou... me olhou com uma cara de "ahn?" e eu me esforcei num sorriso amarelo do tipo "real-time PCRs podem ser hilários sob uma ótica construtivista".
Ah... las bils. Divertem-se com tão pouco :)
posted by alokamelo 7:43 PM
escreve akê:
22.2.05
da série: ajude o pupelho-pentelho a terminar logo. Como eu traduzo expediency, palavrinha maldita que tá entalando meu texto? "O Butão praticava uma política de expediency e egoísmo que não encontrava limite a não ser na própria expediency e no egoísmo." Agradecemos a preferência!
posted by el pupo 11:39 PM
escreve akê:
tá lôka no anhangabaú.
"Os munícipes de São Paulo ainda não se acostumaram com os hábitos do prefeito José Serra, que há anos troca o dia pela noite. Madrugada dessas, Serra flagrou garotos pichando um prédio e, acredite, desceu do carro e passou um pito de meia hora na molecada, que repetia, trêmula: 'Mano, mano, desculpa, mano!'
Na madrugada de quarta passada, Serra deu outra volta de carro pelo centro velho de São Paulo. Às 2h da manhã, passou pela 'Cracolândia', região de ruas escuras onde viciados fumam crack. Só não saltou porque um acompanhante o impediu." (Ancelmo Góis, dia desses, n'O Globo.)
posted by el pupo 9:22 PM
escreve akê:
e por falar em milano (ou: thank goddess!). 'Miuccia admits, "I go against the flow". Everybody else has opted for colour so Prada's new black is, well, black'.
*sigh of relief*
posted by rmx 5:24 PM
escreve akê:
piscose sour.
Se Jeannie aparecesse na minha frente hoje e me convidasse para jantar, ia pedir para ser transportado para o Intihuasi, lá no Rio.
Me deu uma vontaaaade de provar essas comidinhas peruanas...
posted by rmx 4:52 PM
escreve akê:
lá vai ela... com a cabeça enfeitada.
olha só, longe de mim querer fazer fofoca e tal, mas não é que o sujão-produtor-de-vídeo, a.k.a. namorado absurdinho da Patolino, tava aos beijos com uma fulana lá no Paraíso? Houve um rompimento, ou nossa amêga teve a cabeça enfeitada enquanto cobria Prada em Milano?
PS: outra coisa, é fácil fazer a linha sou-sujão-e-desencanado-e-não-lavo-meu-cabelo-pq-sou-alternativo usando Diesel e Marc Jacobs, né, meu bem?
posted by alokamelo 9:12 AM
escreve akê:
dude, where's my slick? O que fazer ao descobrir que o único produto cosmético que faz parte do seu sistema de sustentação vital simplesmente saiu de linha, nunca mais vai ser fabricado e não tem genérico ou similar nacional ou internacional?
posted by rmx 6:54 AM
escreve akê:
revoltadinho, chatinho e pernóstico da maritel. Olha só: é Quioto, não Kyoto; é Tóquio, não Tokyo; é Londres, não London; é Madri, não Madrid; é Marselha, não Marseille; é Vestfália, não Westphalia; é Florença, não Firenze; é Kosôôôvo e Kiééév, não Kôsssovo e Kíííev (como teima em nos dizer a RedeBobo).
Acho ótimo que Coveite e Amsterdão tenham caído em desuso e que prefiram Nova York mó de economizar duas letrinhas. Mas praticidade+ignorância têm limite.
Não tem nada mais jeca do que fazer a deslumbrada e esquecer que as cidades têm, sim, nomes diferentes em línguas diferentes. (Pet peeve passadista: Bordéus.)
Adaptando a descrição duma comunidade orkútica: "Portuguese is your mother tongue; nurture it, don't ass-rape it."
Juro que tentei me conter... não consegui. Frontal ou ritalina?
posted by el pupo 5:04 AM
escreve akê:
21.2.05
ih! é iemai! Apesar de não recusar um bom download, ainda gosto de comprar os CDs dos artistas que acho mais legais, para ter na caixinha, com material gráfico original, etc. Foi por isso que levei para casa o novo álbum do Erasure, chamado Nightbird - já mencionei ele aqui antes.
A primeira coisa que fiz foi colocá-lo para tocar no meu computador, cujo som é 1000 vezes melhor que o stereo do meu quarto. Grande decepção: o disco não soltou sequer um ruído. Testei no stereo e tocou. Mas tentei um outro computador e no PC do trabalho, que usa outra versão de Windows e nada.
Googlei para tentar descobrir se alguém tinha o mesmo problema e não achei muita coisa, exceto informação oficial no site da EMI. Segundo a página da Internet, a EMI é a única grande empresa do mundo que se dedica exclusivamente aos discos e por isso estaria abandonando o formato de dados convencionais dos CDs e adotando um sistema que só toca no player que já vem incluído nos seus discos. Bastaria fazer uma simples configuração e pronto, o lalalá estaria garantido.
Pois eu tentei a tal configuração nos três computadores e não deu certo.
Ainda achando que eu é que poderia ser o informaticamente deficiente (duvido), voltei ao site e enviei um formulário próprio (com CPF, numero do CD e o escambau) pedindo mais orientações sobre a execução do disco no computador. Depois de mais de uma semana, não recebi resposta alguma - nem sequer um e-mailzinho de agradecimento do tipo "estamos processando o seu pedido e responderemos quando der". O que me leva a crer que, ao lado da preocupação com a proteção do conteúdo e o lucro, não tem nenhuma preocupação com o consumidor.
Nem preciso dizer que isso foi motivo suficiente para eu esquecer de vez de comprar os CDs da EMI - a começar pelo novo do Chemical Brothers, que acabou de sair. É a velha história: eu não sou obrigado. E ninguém é.
posted by rmx 5:53 PM
escreve akê:
20.2.05
ainda há esperança para a família brasileira.
Dia de almoço familiar festivo na propriedade de campo, e lá vou eu. Num mau humor do cão, de ressaca, cheio de sono, todo amarrotado, com o Gucci entalado na cara gritando "laissez-moi tranquile".
Quando cheguei, o circo já tava armado: a criançada solta e besuntada de protetor solar e farofa, as tias reunidas perguntando pra minha mãe se eu ia afinal casar ou não, os tios comentando do Severino. Hell, diria a Pille.
Mas pouco a pouco, e estranhamente, aquele ambiente tão hostil foi me cativando... o sorriso do pequeno sobrinho alokinha (sim, ele tem esse dom de corromper meu coraçãozinho cheio de ódio por crianças), as conversinhas fiadas de beira de piscina, o sol a pino.
E quando dei por mim estávamos todos confraternizando na piscina ao som do DJ Kicks do Erlend Oye. Sorrisos pra todo lado, uma certa cadência de ombros e - pasmem - uma prima gorda homofóbica até arriscou uma dancinha na piscina!
Claro, Tia Jussara ficou meio chocada quando as Avenue D. gritaram pro homem delas "don't get too drunk to fuck".
Mas vai dizer que o Tio Benevides nunca deu esse truque nela?
posted by alokamelo 4:38 AM
escreve akê:
19.2.05
panfletage du jour. Dia 28 de junho o parlamento do Canadá vota a bill (biu?) que garante a todos equal-marriage rights (tucanaram?). O lado contra tem anúncios pungentes sobre a família, com papai-mamãe-filhinho lindos e loiros defendendo o casamento tradicional. O lado pró é mais criativo: compara a desigualdade de direitos à segregação racial (assista ao filminho bacaníssimo aqui).
brandy-ing.
Apenas um pão-de-açúcar bêbado? Ou sinal da influência pernóstica de Niemeyer e Hans Donner sobre o disáine brasílico?
A idéia por trás da Marca Brasil é fazer o que a Espanha fez nos anos 90 quando criou sua marca com o Sol do Dalí e as letras sujas. Me lembrou de outra marca, sem rival e bem melhor-sucedida que ambas, criada em 1965: a bandeira do Canadá. Talk about brading uma nação inteira!
posted by el pupo 8:50 PM
escreve akê:
crise aguda de já-deu-quero-voltar.
"Una cigarrería sahumó como una rosa
el desierto. La tarde se había ahondado en ayeres,
los hombres compartieron un pasado ilusorio.
Sólo faltó una cosa: la vereda de enfrente.
A mí se me hace cuento que empezó Buenos Aires:
La juzgo tan eterna como el agua y como el aire."
--- JL Borges, Fundación Mítica de Buenos Aires
A imagem dos primeiros colonizadores chegando em 1500etanto pelo rio azulejado e encontrando a clássica manzana de Palermo (entre as ruas Guatemala, Serrano, Paraguay e Gurruchaga), solta no meio do pampa, en mitad del campo, expuesta a las auroras y lluvias y sudestadas... ... ... é das coisas mais bonitas e surreais.
RG 2669, BSB-EZE, última chamada, portão Z.
posted by el pupo 7:05 AM
escreve akê:
toque, estoque and run for your life! Vai na íntegra, da newsletter da Economist:
"Chaos reigned at the midnight opening of a new Ikea in Edmonton, in north-east London, on February 10th. Dozens were injured as a throng of about 6,000 shoppers besieged the furniture superstore. Some had been queuing for over ten hours, hoping to snatch cut-price deals such as £45 ($85) leather sofas and £30 bed frames. [Por esses preços eu provavelmente estaria lá. Armado.]
Others abandoned their cars on the busy North Circular road and made a last-minute dash for the store. [Querida, segura o volante que vou ali lutar pela nossa mesa jantar!]
Ikea's management shut up shop less than an hour after opening. Emergency services attended the scene and took six people to hospital.
Another stampede at an Ikea opening in Saudi Arabia in September 2004 involved 8,000 shoppers and resulted in 16 people injured and three deaths. [!!!]"
Ah, a Ikea de Edmonton reabriu na tarde seguinte. Sem os megadescontos.
posted by el pupo 1:32 AM
escreve akê:
18.2.05
o ateneu. MBA? Mestrado? Mandarin intensivo? Que nada, bobo. O futuro agora é fazer curso de exorcismo e oração de libertação na Itália.
Como o tanto de coisa-ruim por aí, seu lugar no mercado tá garantido.
posted by rmx 3:27 PM
escreve akê:
calcutta night fever. Disco music? Globo espelhado? Piso colorido e piscante na pista de dança? Que Olivia Newtão-jão o quê! Eu quero é seda, boca ardida e oro, mucho oro!
"Well you can tell by the way I use my wok I'm a curry man, no time to talk."
(Aloka, é você ali durante sua saison indiana?)
posted by el pupo 10:42 AM
escreve akê:
17.2.05
criteriosa era a vovozinha...
-- Bom, um veio me ver sem meias. Mandei embora, porco! O outro era carvoeiro... ah, não dava, né? Vendia carvão, andava todo sujo, coitado. O outro até que era ajeitadinho, mas tinha um bafo de alho horrível, só conversei uma vez com ele...
A pupononna havia deixado a lavoura de café pra ser operária dos Matarazzo, como o resto da família venetiana. Mesmo morando na periferia(!) da Mooca, mantinha uma certa nonchalance brejeira de moça-do-campo criada numa casinha de taipa, calejada, bonita, semi-analfabeta e sem muitos dentes. E já era, nos seus late teens, picky pracaralho.
posted by el pupo 11:51 PM
escreve akê:
tendência.
a - Finalmente ******* me adicionou no Orkut.
b - Ela tá surtada, coitada. Aliás, recentemente descobri que ela é louca.
a - Louca? Honey, louca is the new normal, don't you know?
posted by rmx 5:50 PM
escreve akê:
saudades de Josephine Potter. (ou não faz a miserable, bi)
I love him but everyday I'm learning
All my life I've only been pretending.
Without me his world will go on turning.
A world that's full of happiness that I have never known'
I love him, I love him
I love him, but only on my own.
E se vc não conseguir no kazaa/soulseek a clássica versão de Katie Holmes em Dawson's Creek, pode se arriscar em cima de um fundinho midi uzê aqui. O importante é cantar junto e se jogar no drama :)
posted by alokamelo 11:57 AM
escreve akê:
ser houseiro é... escutar Tiefschwarz enquanto você escreve tua dissertação pra te lembrar das festcheñas que você ta perdendo e te pilhar pra terminar logo.
Não é que funciona?
die phöphen brödern Schwarz
"Ja, ja, ich gehe, it's fun alright!"
(Munk - Bionic Boogie Baby - F.U.N. Compilation)
posted by el pupo 4:26 AM
escreve akê:
16.2.05
i'm a sucker for blockbusters. Principalmente se têm alienígenas invadindo a terra! Tom Cruise, Tim Robbins, Miranda Otto e a queridinha-do-nome-escroto Dakota Fanning estrelam a überprodução spielbergiana Guerra dos Mundos. Pode falar que é refilmagem de refilmagem, que o tema é batido e clichê, que o Cruise é canastrão, o Spielberg, vazio; nada disso importa. Afinal, HG Wells é isxcrotobragaraleo, e já fiquei com medão só com os trailers. Tem até um 'Brazilian neighbor' na trama, ó! Pelo menos a paranóia nacional americana de ser exterminada pelo desconhecido rende filmes bacanas.
On a lighter tone, já já entra em cartaz The Hitchhiker's Guide to the Galaxy. Eu nunca tinha ouvido falar; ouso dizer que me parece coisa de nerd? O livro foi mencionado em algum lugar pelo rmx como um dos que enfeitam sua cabeceira há meses. Pois então melhor começar a ler, amêgo, pra poder vê-lo com a característica atitude tsc-tsc dos leitores inveterados. Câmbio, fofo, desligo.
posted by el pupo 7:13 PM
escreve akê:
então tá!
A Wired de janeiro deu a Terceira Ponte como uma das 5 coolest bridges on earth.
posted by rmx 3:34 PM
escreve akê:
the joys of pseudo-nerdice. É muito legal você estar estudando a política de um cara e descobrir que a vida dele não foi só a mesmice que se imagina de estadista genial metido em negociações secretas sobre o futuro da Europa.
Esse do retrato é o Visconde Castlereagh (Robert Stewart). Foi odiado por vários de seus contemporâneos e alvo da pena satírica de Shelley e Byron. George Canning (esse mesmo, um dos parteiros da independência tupi e nome de simpática e pequerrucha rua em Copacabana) vivia tentando lhe passar a perna política. O Visconde não deixou barato: o chamou prum duelo, lhe pegou um tiro na coxa e saiu ileso. Os dois foram expulsos do ministério por isso, claro. Mais tarde voltou pro governo e foi co-responsável por reordenar a Europa depois que Napoleão fudeu tudo.
Ficou no cargo até se matar, em 1822. Diz-se que passou a sofrer de paranóia. Em audiência com o rei, três dias antes de cortar a garganta com um abridor de cartas, contou que estava sendo chantageado, acusado do mesmo crime do bispo de Clogher. (O bispo havia sido encontrado nos fundos de uma public house, calças arriadas e acompanhado por um jovem soldado. Sabe-se lá fazendo o quê.) Jorge IV lhe disse que procurasse um médico.
posted by el pupo 3:02 AM
escreve akê:
15.2.05
inveja branca é uma merda. Por que mesmo eu não fiz aloka® e fui embora pra BCN aprender catalão, trabalhar de garção, fazer produção e, quem sabe, engatar uma nova profissão? Agora é tarde.
(Tenho que parar de ter essas conversas de uma hora por telefone com amêga que sim o fez.)
(Aloka, não sabia desse seu passado calicutenho!)
posted by el pupo 9:53 PM
escreve akê:
14.2.05
jesus christo! Li primeiro referência valentina no McNasty. Depois, notinha n'A Economista. Anteontem, antevéspera de São Valentim, Christo e Jeanne-Claude inauguraram mais uma de suas intervenções urbanas ducaráleo. Pra quem não se lembra, eles são os que embrulharam a Ponte Nova de Paris nos anos 1980 e o Reichstag de Berlim em 1995.
Os Portões (The Gates) foram instalados pelos mais de 40 quilómetros das calçadas de pedestre do Parque Central (já preceberam que tô num momento lusitano hoje?) de Nova Iorque. As estruturas feitas de vinil têm 4 metros de altura e são encimadas por um pedaço de pano laranja-açafrão (do mesmo tom do cabelo da co-artista, mulher de Christo).
Os 20 milhões de doletas pra montar o troço foram integralmente bancados pelos próprios artistas - nada de lei KandirRouanet ou afins - com a venda de suas próprias obras de arte anteriores, croquis e maquetes do empreendimento atual. Ele e a mulher, além de criarem arte, administram toda a grana na CVJ (Christo) Corporation.
Agora, corre: a obra só fica lá até o final do mês.
posted by el pupo 7:43 PM
escreve akê:
loose thought. Se eu fosse antropólogo, viveria em constante estado de pânico...
posted by rmx 12:10 PM
escreve akê:
corra, lola, corra. Porque pagar para assistir às longuíssimas 3 horas d'O Aviador, ninguém merece. Eu, crente que o filme era algo do tipo O Paciente Inglês, deveria ter aprendido a lição e lido alguma resenha ou pelo menos me informado de que o filme é uma biografia de um cara cujo único traço interessante de personalidade era um gravíssimo transtorno obsessivo-compulsivo.
Fora isso, só vi a velha e umbiguista história de louvar a capacidade empreendedora dos americanos e o tradicional (e mentiroso, preciso dizer?) clichê do 'quem acredita sempre alcança'.
Minto: a caracterização de época é boa e a trilha sonora retrô recheada de musgas dos 'swing years' vale uma audição. Mas não o ingresso.
posted by rmx 12:14 AM
escreve akê:
13.2.05
confessions of an unconscious mind. Córner da (blargh) Polo Ralph Lauren com direito a toque vaqueiro nas roupas. Córner da Prada pequeno e nada bom. Experimentar um pullover vermelho e um casaco azul-celeste sobre o terno. Dasluzette local simpática e filha de alguém da tradicionalíssima *cof* noblesse *cofcof* brasiliense. Falar a profissão e ela amar. Pensar, "Pegava fácil." Pagar usando cartão de crédito com três (é, três) bandeiras diferentes e que cai em três (é, três) contas diferentes - real, euro e dólar. Descobrir na saída, nome escrito sobre a entrada em letras douradas, o exclusivíssimo "Pedro Malan Day Spa". Tudo isso na megaloja Daslu do Centro-Oeste no Setor Hoteleiro Sul.
Meus sonhos estão definitivamente tirando onda da minha cara.
posted by el pupo 8:49 PM
escreve akê:
pra não acharem que sou só eu.
não deu pra fotografar o quadro em si, mas consegui burlar a segurança da Tate Modern pra registrar essa pérola.
mas garanto que era o quadro mais feio, sombrio e assustador... gigantesco, todo cinza e preto. Horrível. E pior, propositalmente horrível.
ainda bem que tem as havaianas, a sagatiba (meu correspondente em Knightsbridge disse que tá *o* hype de festinhas londônicas), as mulatas e as travéstis brasilianas pra levantar a nossa moral...
posted by alokamelo 1:45 PM
escreve akê:
da série: manual de estilo e redação do pupo. "Hodierno" não pode. Nem hodie, nem nunc.
posted by el pupo 5:23 AM
escreve akê:
12.2.05
responda rápido: "Bela Bartok" leva acento aonde?
posted by el pupo 5:22 PM
escreve akê:
11.2.05
da série 'vai'. © Todo mundo que me convidou para a inútil mobile network sms.ac: vai tomar na peida.
posted by rmx 5:43 PM
escreve akê:
10.2.05
cantando com o Titio Aloka.
Então, faz tempo que eu tô pra comentar com vcs que no rraurl tem um set novo (a.k.a. mês passado) do Robinho.
De tanto meus amigos de BH falarem e insistirem, e depois de ouvir ele na pista umas 3 vezes, eu myself me tornei um fã robinhiano. Tá, o andamento da house dele não é exatamente tão electrolítico quanto o meu prediletinho, mas é muito, muito bom. Tipo, housão clássico. E nesse set de janeiro do rraurl, ele até dá uma passeada nuns timbres eletróides, mas com moderação, claro.
Mas o que eu mais a-m-e-i e não consigo parar de ouvir é a música com a qual ele fecha o set: Ten City - That's The Way Love Is.
É tudo! Housezinha lálálá do auge dos 90's, minha concorrente do momento pra The Only Way Is Up.
posted by alokamelo 10:02 PM
escreve akê:
fissiparousness noun [fi-'si-p(&-)r&s-n&s]
tendency to break up into parts.
etymology: Latin fissus, past participle of findere + English -parous + -ness
fissiparous adjective
posted by el pupo 8:17 PM
escreve akê:
a caras do pupo. E o chill-out do Carnaval esse ano não tem nada de pool party na casa do Tufvesson. Vitor Fasano e Jim Carrey se anteciparam à macacada e já estão curtindo o pós-carnaval-em-Gstaad®. (Não confundir com a báltica Gdynia, o hype da primavera prussiana que conquistou Lilia Cabral.) Há rumores de que Carlinhos Beauty irá se hospedar no chalet alpino da nossa princesa-fashion Paola de Orleans e Bragança, vizinha dos Grão-Duque e Duquesa de Luxemburgo e de George Michael. Motivos suficientes pra você pegar já o próximo GRU/GIG-ZHR e ferver na neve fevereira!
posted by el pupo 3:41 PM
escreve akê:
filmiños. Em tempos de Oscar, vamos aumentando a filmografia:
- Colateral - Peguei no vídeo depois de ler que o Mr Paranoid o colocou entre seus top 5 filmes de 2004. Eu não colocaria na minha lista de top 5, mas valeu a pena para ver Los Angeles, uma cidade na qual eu não vejo graça, ficar bonita com a bela fotografia noturna do filme.
- Elektra - Quando o seu priminho de 8 anos te avisa que o filme é uma droga, você já fica preocupado. Mas é melhor do que eu esperava, embora não tenha nada a ver com a aparição de Elektra no filme do Demolidor (esse sim, uma b*sta).
- Desventuras em Série - Detestei. Tragam Harry Potter de volta! E manda matar o Jim Carey no espaço (junto com o V. Fasano!)
- Cleópatra: um road movie argentino, sobre o qual eu já tinha lido no Movies and More. Não é péssimo, mas se perde no roteiro, querendo ser muita coisa ao mesmo tempo.
- Antes do Pôr-do-sol - A dica é a seguinte: se você gostou do primeiro (Antes do Amanhecer), vai gostar do segundo (até porque as tomadas de Paris são bem mais bonitas que as de Viena). Agora se você não gostou do primeiro...
- Menina de Ouro - É o novo do Clint Eastwood. Já fui esperando um filme pesado, mas ninguém me avisou que era sobre suicídio assistido! Levei 5 minutos para piscar o olho pela primeira vez, depois que acenderam as luzes. Ainda estou esperando a dor de estômago passar.
posted by rmx 2:59 PM
escreve akê:
pegando o gancho. Outro dia (é, só outro dia) eu me dei conta que o grande fascínio que a diplomacia causa na maioria das pessoas - essas que te dão efusivos "Parabéns!" quando você fala a profissão - tem a ver com algo que eu em grande parte ignorava: a possibilidade de cascar fora, sair do Brasil pra morar num lugar *decente*. Claro, porque se você fala que acharia bacana ir trabalhar em Assunção ou em Beirute as pessoas vão te olhar estranho, "mas como, pra que sair de um buraco pra ir pra outro buraco?" e pimba, você é o excêntrico da vez.
Não tem a ver com dinheiro: afinal, não se ganha dinheiro sendo diplomata n'Europa ou nozEUA. É a boa e velha vontade de ser 'civilizado', característica comum dos bananões do PSTU aos tubarões da Ciranda Financeira Nacional (que termo mais era Sarney).
Percebi que esse espírito de fugere tropicus é parte do inconsciente (*blargh*) coletivo nacional, componente por vezes indelével das críticas classemedistas (que eu teimo associar aos queridos paulistaners de nascença e/ou colonização mental) de que esse país é uma bosta, 'brasileiro é corrupto', nada dá certo nem dará, 'brasileiro é um povinho...'. O revés mesmo do ufanismo idiota. Cadê o Quênedi pra nos dizer "não pergunte o que o seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país?" Crítica é bom, sim; reclamação ranzinza fed-up pseudo-cidadã, não.
Como disse o Clóvis Rossi outro dia, "o melhor do Brasil é o brasileiro barato." Se não gosta, quérido, larga sua empregada barata e seu solzinho e se pica pra Prússia ganhar 900 euros e passar frio. Eu, por exemplo, sou mais freyriano. Valorizo o solzinho e a MDO barata - depois de tentar resistir por achar absurdo pagar salário tão baixo, confesso que não é nada ruim quando a casa precisa ser limpa ou pintada, mesmo que doa mais ao coração do que ao bolso.
Por isso meu sonho de fuga não é a EuroDisney Dourada e Temperada do Norte, mas São Paulo com Litoral Norte pra escapar time-and-again, mesmo.
Ah, e uma vila num penhasco da Ligúria. Nos anos 50, com a galerinha do Tom Ripley. Mas aí já é o sonho retrotur-aristocrático...
posted by el pupo 12:48 PM
escreve akê:
9.2.05
B s A s , 1 9 8 8 . Tchau, pai, tô saindo. Tranco a porta do nosso pequeno apê numa antiga casa-de-chorizo, esses típicos casões portenhos do final do século XIX compridos como salsichas (daí o nome), hoje em dia retalhados em casas geminadas ou apartamentos. Entro no carro e deixo pra trás o bairro de Congresso, que ainda não havia sido tomado pelos restaurantes de comida chinesa a quilo nem pelos afluentes imigrantes bolivianos dos anos 90; ainda era um tradicional bairro da classe média baixa, branca e racista argentina. A Caro e a Mechi me chamaram pruma festinha na casa do Martín, que mora numa puta cobertura na Migueletes, do lado do campo de pólo. Desço a Hipólito Yrigoyen, pego a 9 de Julho sentido sul-norte rumo a Belgrano. Dizem que da varanda dele dá pra ver os jogos na cancha; em dias claros, dá até pra ver o Uruguai, do outro lado do Prata. Cruzo a Marcelo T, Arenales, Juncal. O rádio do carro toca o ultimo sucesso do Soda.
Me verás volar
Por la ciudad de la furia
Donde nadie sabe de mi
Y yo soy parte de todos
Entro na Avenida do Libertador. Tomara que alguém tenha levado esse disco pra festinha do Martín! O pai dele fez fortuna negociando sabe-se lá o quê com o governo durante o Processo, mas a zona que o Alfonsín causou abalou um pouco seus esquemas. Um governador peronista duma província miserável do interior anda querendo a presidência, prometendo acalmar os militares, acabar com a inflação e devolver o país ao primeiro mundo - não necessariamente nessa ordem. Os pais do Martín parecem gostar desse Menem e torcem pra que o presidente caia logo. Meu pai é anarquista e quer que o governo se exploda.
Me verás caer
Como un ave de presa
Me verás caer
Sobre terrazas desiertas
Que música! Perfeita para dirigir. E o filhadaputa do Martín tá pegando a Sole, mesmo sabendo que eu ainda tô bastante baqueado depois de ter levado o pé-na-bunda. Vontade de ignorar o limite de 70 por hora da Libertador, pisar fundo, passar a Faculdade de Direito, os prédios de apartamento da rua Bulnes, os parques de Palermo, cada vez mais rápido, as linhas de trem, o Jóquei, a saída norte, a Saída Norte!, pegar a Panamericana rumo aos Andes, ao litoral, à Patagônia, aos charcos do Chaco.
Mas eu não me angustio muito, não; logo-logo o trâmite da papelada no consulado termina e eu deixo papai, Martín e Sole nesse paiseco de merda e me pico pra Milão. A saída norte, de avião.
Me verás volver
A la ciudad de la furia
Me verás volver...
posted by el pupo 12:27 AM
escreve akê:
8.2.05
mardi gras. Regar seu pezinho de pimenta na janela e escutar as criancinhas que brincam no quadradão gramado em frente ao bloco gritar "Dépêche-toi!", "Attends-moi!", "Louis, monte!".
(Aww, que meeeeigoooo...)
Enternecido, concluir que Brasília tem, sim, seus momentos Aix-en-Provence. E que francês deveria ser a língua universal da infância.
posted by el pupo 8:13 PM
escreve akê:
ivetão, não faz a Gizele, bi?
posted by rmx 12:29 AM
escreve akê:
7.2.05
salve o samba, salve a santa, salve Ela.
"Em 1935, a Portela iniciava sua trajetória vitoriosa ao ganhar o primeiro campeonato de sua extensa lista de conquistas com o enredo "O samba dominando o mundo". Setenta anos depois a ONU convida a Portela para ser a porta-voz das metas do milênio. O Samba será o canto de esperança de um mundo melhor e mais justo, difundindo pelos cinco continentes sua mensagem de confiança em melhores dias. Nosso canto vencerá distâncias, se transformando na prece daqueles que compartilham suas crenças em melhores tempos. No desfile da Portela todas as bandeiras do mundo girarão unidas, pregando um amanhã mais solidário, convidando a todos para unirem seus esforços por um mundo melhor. Nosso desafio será mostrar de forma simples e direta o que pode ser feito para se obter um futuro melhor para a Humanidade."
...
Tá, o enredo não ajuda, né?
Mas quero ver todo mundo torcendo hoje à partir da meia noite... Porque não adianta nada só hypar Clara Nunes no Reveillon, tem que mostrar samba no pé e integração com a comunidade portelense no barracão!
posted by alokamelo 3:35 PM
escreve akê:
6.2.05
da série: lugares que não são mais. Eu quero ir!
Prússia. República Árabe Unida. Kievskaya Rus.
Confederação Argentina. República Sereníssima. Galácia.
Ducado de Savóia. União de Tanganyika e Zanzibar.
URSS. Reino das Duas Sicílias. Federação Centro-Africana.
República do Texas. Confederação do Reno. Califado de Córdoba.
Manchukuo. Sacro-Império. Núbia.
Morro da Macumba (culpa do Pereira Passos)!
posted by el pupo 5:41 PM
escreve akê:
como passar um carnaval menos entediado.
Encomende as 5 séries de Absolutely Fabulous lançadas em DVD, deite no sofá and have a larf.
Se bem que já acabei de assistir a quinta série, que eu não consegui ver porque só passou no Multishow e em horários espúrios e ela é beeeem chata. Parece que todo o senso de humor politicamente incorreto do começo da série perdeu a graça e os episódios acabam querendo nos fazer rir com cenas como Eddie caindo da escada...uma coisa assim, "goofy/slapstick" que os Trapalhões adorariam.
posted by rmx 11:20 AM
escreve akê:
I love Lucio Costa. Acordar no silencioso domingo de carvanal com uma algazarra de passarinhos. Olhar pela janela e se deleitar com a descoberta de que um joão-de-barro fez uma casinha na árvore em frente. Será o carnaval que me deixa tão assim...rural?
E entre no link e leia o Mito da Floresta, que eu amei. Será o carnaval que me deixa tão assim...???
posted by rmx 11:01 AM
escreve akê:
ritalee-na is playing at my house, my house. Não, ainda não. É só a cafeína do expresso que acabei de tomar no McDonald's. E desejando que o Daft Punk tivesse playing at my house, actually.
Enquanto tomava meu café, a revista Exame Personalidade (ou termo que o valha) que eu folheava prometia material para longuíssimo e belíssimo post. Mas, alas!, só retive três informações preciosíssimas:
- você precisa de no mínimo seis cavalos por partida de polo. Conseqüentemente, o investimento mínimo pra você pagar de latino-stócrata paulistâner e brodar o Mansur no Helvetia é de 90 mil Royal Tenenbaums (©Aloka);
- o hotel preferido do presidente da Videolar é o Península de Hong Kong. Entre os pequenos mimos oferecidos, um helicóptero para traslado aeroportuário e um Halls-Hóice à disposição - com chofer, bien sûr - caso você queira dar um pulinho em Kowloon para conferir in situ as últimas tendências no mercado de ópio e escravas brancas;
- por último mas não por menos, descobri que o único gadget que nosso amigo Anquier usa é o celular, "pro trabalho, né?" E o croissant, ele enfia aonde?
Um pouco de afetação paulist-anal tocando na minha casa, na minha casa,, nesse carnaval. Ooh yeah!
posted by el pupo 2:44 AM
escreve akê:
mamãe, eu dava pinta e ninguém sacava!
 
I think there's something you should know. I think it's time I stopped the show. There's something deep inside of me, there's someone I forgot to be. Take back your picture in a frame, don't think that I'll be back again. I just hope you understand: sometimes the clothes DO NOT MAKE THE MAAANN! All we have to do, now, is to take these lies and make them true somehow.
Isso era o George Michael implorando pra alguém abrir a porta do armário dele. Foi graças ao clipe de Freedom '90, exibido nas tardes da Record e gravado diligentemente pelo pré-adolepupo, que esse matuto planaltino construiu suas primeiras referências, digamos, não-ortossexuais. Linda, Cindy, Christy, Naomi ainda ninfeta e o homem do braçãoScott Benoit pautaram a formação do pupo enquanto pupa na crisálida. Que gay. But then...
posted by el pupo 2:44 AM
escreve akê:
5.2.05
paixão de carnaval?
por mais motivos que se tenha pra gongar a Freak Chic, não adianta, eu ainda amo ele.
aww... o carnaval me deixa tão assim... afetivo e saudosista :)
posted by alokamelo 12:47 PM
escreve akê:
priorato di sione.
A maison não é grande coisa, mas o outdoor, polêmico!, foi proibido pela prefeitura de Milão. Pecado: inspirar-se no Código da Vinci e na última ceia. Alguém chama o Robert Langdon!
Que conste: *adorei* a foto.
posted by el pupo 8:24 AM
escreve akê:
4.2.05
planos que eu queria executar, mas a lei não permite.
G - Que saco, meu chefe acabou de deixar uma pilha de trabalhos para eu fazer enquanto ele sai para pegar o avião.
R - Coloca arsênico no bolo dele. É tendência.
De fato, loka® no escritório. Nem ritalina me salva...
posted by rmx 3:46 PM
escreve akê:
quis dizer mas não pude (ou tá loka® no escritório)
- Agora que tu tá na lama tu me cumprimenta, né? (hohohoho)
- Bichinha podre, quando te pedirem para escrever um texto, apenas escreva um texto. Não tente posar de publicitária com tiradas e trocadilhos, ridícula. E faça-me um favor: esqueça que seu teclado tem o ponto de exclamação!
- Isso mesmo, sua putinha, quando passar por mim abaixe os olhos. E vê se compra umas roupinhas decentes para trabalhar, que você tá velha e isso aqui não é a praia de Copacabana.
Desculpem a baixaria, mas eu precisava desabafar. Obrigado.
posted by rmx 3:39 PM
escreve akê:
mooito originall.
E por falar em São Paulo, se por acaso você estiver por lá (aí) e se deparar com uma vaca no meio da rua, não pense que a cidade está se transformando na Índia. É apenas a Cow Parade (cadê meu post de 2002?) que está passando pelo país e ajudando a quebrar a monotonia urbana.
posted by rmx 8:27 AM
escreve akê:
olha só,
eu sei que:
1) quando eu comecei a ir, já era um hype estabelecido - não sou beginner;
2) se a gente fizer um gráfico ascensão - auge - queda, provavelmente estamos na queda;
3) esperar 1h10min na fila enquanto os amigos do JJ furam e entram é uzê;
4) lugar lotado daquele grau pode requerer um Frontal prévio;
mas...
a Debut na Torre é de longe, muuuuuito longe, o lugar mais hypado e divertido de São Paulo.
Não percam, amiguinhos!
posted by alokamelo 5:47 AM
escreve akê:
3.2.05
meu atual estado: le petit nicolas en thèse.
Quem mais aí aprendeu francês com os livrinhos do pequeno Nicolau (nem falar das musiquinhas do inexpugnável Jordy) vai ficar contente de saber que tem livro inédito do simpático francesinho na praça. Os manuscritos foram proverbialmente achados uns quatro anos atrás pela filha do autor, René Goscinny, no sótão da casa do pai, morto em 1977. Foi *o* sucesso editorial do Natal francês, com gente fazendo fila no quarteirão pra pegar autógrafo do desenhista Sempé. Pena Vovó Aloka não ter ficado mais em Paris para incluir esse programinha no seu roteiro. Dur dur d'être bébé!
posted by el pupo 5:22 PM
escreve akê:
enter, selecta!
O dub não é novidade. O dub estava aí antes de você aprender a soletrar Kraftwerk. Aliás, o dub estava aí até antes de eu nascer. Ainda assim, tem muita gente, como eu, que nunca tinha sido apresentado formalmente ao dub.
Os ouvidos totalmente leigos, prestem atenção na cola da prova: se você ouvir uma música parecendo um reggae, predominantemente instrumental e cheia de efeitos sonoros, como ecos e reverberações, há uma boa chance de que seja um dub. Cola da questão 2: se um cara colocar a voz por cima da base instrumental, não o chame de MC. Nesse meio, mesmo que ele não encoste num disco, ele é o deejay. E o cara que seleciona as músicas é o...selector!
As versões dub das músicas começaram a pipocar na Jamaica na década de 70 e fincaram o pé no Reino Unido nos anos 80, até que virou um gênero mesmo. Tudo um tanto discreto - a música é tão relaxada, acho que não tem pretensão de ganhar o mundo. Mesmo assim, teve gente de peso que botou o pé na cozinha - lembra de um álbum do Massive Attack com versões do Mad Professor? Dubby dubby dub.
No Brasil, também teve gente que se encantou com o estilo. Os Paralamas foram os primeiros a entrar de gaiatos na história, em 86, com o Marujo Dub.
Apesar dos quase 20 anos depois do disco Selvagem, nunca ouvi falar tanto em dub quanto agora. Fora a apresentação de artistas de dub no Tim Festival, aparecem festinhas por toda parte. Muitas vezes diurnas e com nada da "fritação" saltitante das raves. Tem desde soundsystems montados no bairro Pompéia ou no parque Trianon, em Sampa, até DJs apresentando o gênero à juventude dourada da Praia do Pepê em pleno verão, e de volta às sextas-feiras do club Susi in Transe, no centrão paulista.
Aqui no quadradinho, o pessoal do Confronto Soundsystem foi o primeiro a me chamar a atenção. Um dos cartazes, impresso nas jamaicanas cores verde, amarelo e vermelho, anunciava uma reunião de graça e ao ar livre em pleno Setor Comercial Sul, no fim-de-semana.
Infelizmente, não deu para ir. Mas se você também for passar o carnaval por aqui, tem a chance de conhecê-los no sábado. A partir das 4 da tarde, na Praça das Fontes (isso mesmo, no parcão!) eles vão ligar as caixas de som. Vou torcer para a chuva dar um tempo, porque essa eu não quero perder.
posted by rmx 12:31 AM
escreve akê:
2.2.05
bobinho®. E fiquei um tanto orgulhoso e com medo do nosso capitalismo sauvage tupiniquim quando descobri, comendo uma maravilhosa e crocante pizza, que catupiry® é marca registrada. Meus parabéns a quem registrou a marca! Agora não vejo a hora de comer um pão de queijo® com um suco de caju®! Então, sim, me sentirei mais seguro, sabendo ser protegido pela regulação capitalista da propriedade industrial.
posted by el pupo 7:21 PM
escreve akê:
um classico! Garbage - I'm only happy when it rains.
Apesar da letra masoquista (ou será tongue-in-cheek?), não há meio de não lembrar do refrão dessa música num diazinho chuvoso como hoje.
posted by rmx 11:31 AM
escreve akê:
matinal de c* é pomba-rola ®. Bom dia, amiguinhos, já estou aqui! Quem quer pão, quemquerpão-quemquerpão?
A dúvida oitentista du jour é: Mara Maravilha a.C. (antes de Cristo) ou Xuxa p.P. (pós-Pelé)?
Hoje estaremos sorteando uma excursão para Águas de Lindóia (a nossa Aix-en-Chapelle) com a Vovó Aloka Mafalda Barros. Casaquinhos-de-ombro grátis!
Alguém viu minha ritalina?
posted by el pupo 8:25 AM
escreve akê:
iniciando a série: viajando pelo velho mundo com a Vovó Aloka Barros.
E se você aprecia um bom foie gras e está de viagem programada à cidade luz, não deixe de conhecer "La Boutique de La Petite Scierie". É um micro armazém na bucólica porém ultra-hypada Île de St Louis, no número 60 da ruazinha central da ilha, a rue Saint-Louis en l'île. Eles revendem os produtos de fabricação caseira da família numa propriedade em Pouilly, no vale do Loire: fantásticos aspargos em conserva e um foie gras dos deuses.
Claro, as conservas - etiquetadas a mão pela velha Mme Douy, a matriarca - são o olho da cara. Mas o lance é que eles servem um sanduíche de foie gras lá mesmo, a um preço módico (pros padrões de lá, claro): meia baguete (o pão é tooodo especial e apropriado, fabricado numa fazenda amiga tb no Loire) fartamente recheada do fabuloso foie, acompanhada de uma taça de vinho frutado e água à vontade. Verdadeiramente um achado praquele dia de verão no qual vc está pobre, pobrinho, mas precisa de um pouco de glamour antes de fazer a sesta nos Jardins de Luxembourg.
O melhor é que só tem uma mesa láááá no fundo, atrás do caixa, e o cara que toma conta do negócio é uma simpatia e - pasmem - já morou no Brasil e até arranha um português. Papo pra horas, garantido.
E pra fechar com chave de ouro, aproveite que já tá na Île mesmo e presenteie-se na Berthillon (e repare que vc vai gastar mais na sobremesa do que no almoço... e ainda vai se degladiar com 300 turistas americanos... mas tudo bem, o sorvete vale a pena).
"vai une coupe aê, véi?"
posted by alokamelo 1:05 AM
escreve akê:
1.2.05
eu sou ridículo. Acabo de me dar conta de que só consigo ler/escrever sobre o o equilibrio de poder na Itália quinhentista ou o Congresso de Aix-la-Chapelle escutando operetas de Vivaldi, de Salieri, no máximo Mozart. Imersão cultural é isso aí! (Thanks for sharing, pupo.)
posted by el pupo 3:03 PM
escreve akê:
a américa faz carão... e faz rock bão (ou the shit's gotta run). yeah yeah yeah, yeah yeah yeah yeah yeah, yeah hey hey hey hey (já clássica)!
Clipe novo da musga já hypada aqui pelo rmx (Daft Punk is..., cheio daz referência à duplette francesa!) e parece que eles já são big in Japan. LCD Soundsystem tá bombando nesse blog, né?
(Eu adoro meus amigos que queimam cds com rockzinhos rebolativos bons pra se roubar e ouvir no carro.)
posted by el pupo 2:43 PM
escreve akê:
a américa faz carão. Não pensem que é xenofobia. Enquanto o controle de vôos internacionais nos EUA tem sofrido apenas de paranóia moderada, nos vôos domésticos todo mundo continua passando por aquela revista caprichada, que frequentemente inclui até um pedido para tirar os sapatos.
Ainda assim, tem gente passando aperto para conseguir entrar no país. O super DJ parisiense Laurent Garnier se emputeceu com o que teve que passar para renovar seu visto de trabalho e cancelou sua turnê americana.
Para explicar, divulgou notinha:
"I am very sorry to have to cancel my forthcoming U.S. tour due to what I consider to be completely unreasonable demands by the U.S. Embassy in France in order to renew my work visa. - In order to obtain this new visa, the rules have once again changed since November 2004 and I would now have to not only fill out an exceedingly probing application form, but also be interviewed by a member of the Embassy staff, and provide proof of ownership of my house, details of my bank account, my mobile phone records, personal information on all my family members and more. I consider these demands to be a complete violation of my privacy and my civil liberties and I refuse to comply. I am horrified by these new regulations and feel really sad that this is what some call freedom and democracy. It has now become almost impossible for an artist to come and perform in the United States. And until this new procedure changes I will unfortunately refuse to comply with this nonsense."
Será algum tipo de vingança, à la freedom fries? Só sei que, por enquanto, os ianques vão ter que se contentar em escutar o disco novo do gaulês, The Cloud Making Machine. Veuillez patienter...
posted by rmx 11:03 AM
escreve akê:
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