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30.6.06


reconhecimento publico:
eu tenho um amigo (vcs nao conhecem, nao) que eh *um pouco* deslumbrado com NYC.
daih que ha um tempo atras, li uma gongacao publica a esse seu fascinio nyuricano e nao contive uma risada da biu interna (nem tanto pelo gongo, mas mais pela sutileza do gongador).
mas agora tenho que ser humilde, juntar meus cents pra bancar o internet cafe luxo recem descoberto no East Village, e reconhecer: vc tava certo, amigo! NYC eh tudo aquilo, e muito mais.
to pobre, to suado, to ainda confuso, mas to amando muito tudo isso :)

posted by fofão 7:06 PM

escreve akê:

28.6.06


champan, per brindare una partenza. Dida Borges, artista plástico, performer e joint-débutante desse correspondente na alta sociedade lírica nova-iorquina, pegou um trem para as estrelas deixando muitasemuitasemuitasemuitas saudades.
posted by el pupo 7:14 PM

escreve akê:

26.6.06


ritmooo... ri-ti-mo de fes-ta! Depois do findi de convenções, seu correspondente entra no ritmo da campanha 2006:

posted by el pupo 12:55 PM

escreve akê:

23.6.06


menudo (ou eu-nao-sou-branquinho-como-o-Pupo)
Welcome to America!, lia-se na parede.
depois de uns 40 minutos de fila (durante os quais eu fiquei secretamente feliz de ver a inglesada esperando as well), eis que chega minha vez. O oficial que me atende tem um crachazinho escrito "Ramos", e um bigode a la chicana. Ele pega meu passaporte canarinho.
- hablas espanol?
- no, portuguese (um pouco indignado com a pergunta, fazendo meio carao mouro, meio sorriso-da-biu-que-nao-quer-ser-barrada-na-imigracao-americana)
- hummmm...
dai ele passa uns 10 minutos alisando meu passaporte, vendo os carimbos dos paises por onde jah passei e olhando e re-olhando meu visto. E parece confuso com o fato d'eu ser brasileiro mas ter tirado meu visto em Londres.
- hum.... vc vai ter que ir numa salinha ali embaixo. Passport control.
fui, jah imaginando a esculhambacao.
na salinha, nao se via nada branco a nao ser a parede bem pintada. Pretos, indianos, muitos chicanos. E eu.
o oficial-mor me chama. Como o balcao tah cheio, ele me leva pra uma outra salinha, "pra agilizar as coisas".
essa segunda salinha estava ilumindada a meia luz, e soh tinha uma mesa. Juro, parecia cena de filme do Tarantino. E foi ai que eu desfiz meu carao academico e comecei a ficar com medo.
gracas ao bom Deus, esse cara era bem mais esclarecido e simpatico que o chicano inicial. Expliquei minha situacao, ele sorriu, e sem muitas delongas, liberou minha entrada.
...
qual a moral?
1) americano eh tudo escroto.
2) chicano eh pior ainda.
e welcome to Boston! uma coisa when-Brasilia-meets-York, num calor carioca.

posted by fofão 11:37 AM

escreve akê:

22.6.06


salvador flashback.
- É impressionante constatar que as pessoas comem, sim, acarajé. Tipo um lanche no final da tarde. É o equivalente a comer um big mac - sem a barra na consciência livrada pela alface picadinha. Mais impressionante é se pegar às 11 da noite ou às 10 da manhã ansiando por um. Socorro.
- E como as cidades brasileiras são feias, né? (Se alguém falar Rio de Janeiro, leva porrada.) Salvador não é exceção: fora as coisas antigas restauradas, o Campo Grande, que é uma belezura de praça, vcs precisam ver, e as coisa da natureza, a cidade é feinha de dar dó. Muita laje, muito concreto, muita telha de amianto e zinco, muito prédio detonado pela maresia, muita estrada esburacada, alguns lugares paulistanizados (e privados), muitas favelas. Triste. Por isso defendo nossa entrada na União Européia - ou ao menos o acesso aos fundos milionários deles. Daí cumpriríamos a promessa de virarmos um imenso Portugal.
- Então, não quero cair no clichê branco-burguês "ai-como-é-bonito-mas-me-abala-o-apartheid-racismo", mas é foda quando você sabe que 80% da população é black power e vc vai ao restaurante burguês da moda e os consumidores são todos brancos e os atendentes, todos negros. Escrotice potencializada quando se anda pelo Pelourinho e se dá conta de que as ruelas que saem do circuito turístico são off-limits, com agentes da prefeitura dizendo pra não se aventurar por lá e PMs nas entradas das ruelas pra garantir a segregação. Triste triste triste.
- Como disse a Hebe à Bônica Mérgamo comentando a famosa declaração do Claúdio Limbo©, "As elites são culpadas pela violência? Não, são elas as que mais sofrem nesse país! Né, gracinha?"
... ...
Ai como eu sofro por ser branquinho e dazelite, minha gente! A Hebe tem razão: vocês não sabem o que é tentar pegar um bronze pra se integrar à massa da populaçã tiçã e não conseguir... frustrante!

posted by el pupo 1:34 AM

escreve akê:

20.6.06


tã-tã-tã-tã. Comunicado aos funcionários:
"Por motivos de otimização da utilização da banda de acesso a internet e de forma a permitir aos usuários da Repartição acompanhar os jogos da Copa do Mundo, foram tomadas as seguintes medidas: (a) ao fazer o "login" na rede da Repartição será instalado automaticamente, na área de trabalho do computador, o ícone "Copa 2006". Ao abrir o referido ícone, o usuário terá acesso à programação do sinal aberto da TV Globo, em tempo real; (b) será limitado o acesso a outros sítios que estejam emitindo as partidas ao vivo, de forma a evitar o comprometimento das comunicações da Repartição."
... ... ...
Oba. Ana Maria Braaga e Gaalvão Bueno on my desktop. Obrigado, Chefia.

posted by el pupo 10:12 AM

escreve akê:

16.6.06


ritão e o mar (ou dança, bunita!, tropical). Arembepe. Borboleta amarela. Passarinho. Praia deserta. Entrar no mar e dançar ao som de David Bowie. Momento "Lost": vila hippie remanescente dos anos 60, com choupanas feitas de palha de coqueiro e uns tótens do mal. Meda. Correr de sunga (quase nu). Correr de costas até ficar tonto. Descobrir peixinhos nadando nos corais. Descobrir que eles são coloridos. Descobrir caramujos-ermitões e siris que se escondem de você. Passar hooooras agachado tentando se passar por pedra pra enganar o siri e vê-lo sair da toca. Correr de costas (encore!), piruetas, se jogar na areia. Maneirar na pinta porque tem gente se aproximando. Dançar mais no mar ao som de Billie Jean e Hung Up... eu amo meu iPod shuffle preso na sunga!
posted by el pupo 9:54 PM

escreve akê:

14.6.06


bandeira.

"O meu quarto de dormir a cavaleiro da entrada da barra.
Entram por ele dentro
Os ares oceânicos,
Maresias atlânticas:
São Paulo de Luanda, Figueira da Foz, praias gaélicas da Irlanda..."
(Manuel Bandeira, Comentário Musical, 1920ish)
...
O meu quarto de dormir aqui em Salvador é assim.

posted by el pupo 7:14 PM
escreve akê:

referência é tudo. Olinda, segundo a madrepupo:
-- É linda, uma espécie de Pirenópolis-sur-Mer, sabe?, adorei!
...
E depois ainda perguntam por que sou assim.

posted by el pupo 4:45 PM
escreve akê:

dança, bunita! (thanks to Nike & M.)
vou ter que me desfazer do meu iPod, é isso. Está fugindo do meu controle.
hoje cedo, lá estava eu às 07.30 da matina em pleno Holborn Circus esperando o sinal abrir pra atravessar a rua. Começa Left To My Own Devices.
Quem me conhece sabe que ela tá nos meus greatest hits, e influenciado pelo recém tomado double espresso (sim, café me deixa meio hiper e eu gosto), comecei a ensaiar passinhos de dança. Ao meu redor umas 15 pessoas, todas mau humoradas a caminho do trabalho. Como eu, habitualmente.
E o sinal nada de abrir, e os passinhos sincronizando... e o sinal demorando, e eu já tava flasdancing. Quando dei por mim, a negona do meu lado me olhava com cara de "ai, odeio as bius-alegres-pela-manhã". E eu sempre odiei a alegria matinal, também.
passado o mico, prossegui meu caminho, contendo uma risada-interna-da-biu-velha, pensando "onde eu vou parar desse jeito, meu Deus?"
só que o iPod sabe mais... e me desafiou. E aos primeiros acordes de Take On Me, eu tive meu momento na-margem-do-rio-piedra-eu-sentei-e-chorei. Lembrei de tudo: dos amigos, dos sorrisos, dos abraços, da Loca. E andei o resto do caminho disfarçando os olhinhos marejados.
...
é muita coisa, sabe.
e enquanto o iPod me destrói, só me resta acreditar no Roberto: o importante é que emoções eu vivi.

posted by fofão 11:47 AM

escreve akê:

11.6.06


istanbul roundup.
Joga bonito
Bem, amiguinhos, um continente "eh muito pouco para quem mora no plano piloto" (alceu valenca ou moraes moreira? nunca sei), entao vim ver logo dois de uma vez, e numa cidade soh. Istambul, que nao eh a capital da Turquia, tem um peh la, na Asia e outro ca, n`Oropa. E realmente o que se ve eh um misturao de gente - de mulheres de jeans apertado e os bracinhos de fora que nem a miguxa aih da foto, ateh aquelas que parecem fugidas do Iemen, com uma roupa da qual voce soh ve o olhinho de fora; de muculmanos barbudinhos ortodoxos a uma populacao estimada de 3000 travestis - anteontem vi uma dirigindo um carrao tipo Focus, y arrasou!
Ja rodei, ja visitei mesquita, ja passei mointo mal com BCPFs em profusao, ja fui abordado uma meia duzia de vezes por "amigos" querendo me dar o "boa-noite, cinderela" (escapei de todas, uff!), comi azeitona com tomate e pepino no cafe da manha, comi o melhor kafta de carneiro ever, engordei com turkish delight, docinhos a meio caminho entre a jujuba e a maria-mole e melhor que os dois juntos, tou com as bochechonas vermelhas porque o verao ja ta bombando, apesar de nao estar calor, ja descobri que o hit da moda eh andar com os dois primeiros botoes da camisa abertos e que eles gostam de futebol que nem os brasileiros (basta ver a loja da Nike aih em cima), ja fui no Istanbul Modern, o Museu de Arte Muderna (alias, Alah, meu bom Alah, que forc,a eles fazem para tentar ser modernos, virge), ja saih na noite animada daqui, onde a avenida de pedestres prinicipal fica tao lotada as 11 da noite quanto as 2 da tarde, enfim, ja aproveitei um bocado em 3 dias, que parece que ja estou aqui ha semanas. Mesmo depois desses dias, mesmo depois de ter lido o Lonely Planet de cabo a rabo, o blog do em-transito (tou sem link agora, sorry) de cima abaixo, mais um monton de coisas sobre esse pais, ainda nao chego nem perto de entende-lo. A tendencia eh a gente achar tudo meio esquizofrenico, meio ocidente, meio oriente, e achar que eles sao loucos. Mas ontem li na Time Out Istambul (sim, eles tem nao uma, mas duas - em turco e em ingles!) uns caras que fazem musica eletronica misturada com sons daqui, dizendo que nao consegue entender por que as pessoas pensam em termos de East vs West, como se nao houvesse nada in-between. E nao eh que eh mesmo?

posted by リミックス 9:11 AM

escreve akê:

9.6.06


musguinha. Eu sei que é brega e pueril postar letra de musga, mas i can't help a vontade de postar uma all-time favorite (e provavelmente excessivamente mencionada aqui):
"She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love.
But I cant help the feeling
I could blow through the ceiling
If I just turn and run
And it wears me out, it wears me out
It wears me out, it wears me out."
(Rádiocabeça - Falsas Árvores de Plástico)

posted by el pupo 4:40 PM

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7.6.06


da série: sotero (tinindo). Na época que ela não era "do Brasil", não morava no Rio nem tinha fundado uma religião homofóbica, ou seja, lá por 1974, ela cantava isso aqui:

"Eu vou assim, e venho assim, eu vou assim, e venho assim,
Por que quem vai de não não chega, não,
Chega não porque pra ir, só mesmo assim, só mesmo assim, só mesmo assim, assim!
Um dia assim, um dia assado, um dia assim, no duro tinindo, tinindo trincando!"
(baixa akê)
Viva os Novos (velhos) Baianos! Viva a guitarrinha à la Osmar (as in Dodô e..)! Viva a Bahia! A praça Castro Alves é do povo, woohoo!
(ui.. passou.)

posted by el pupo 5:27 PM

escreve akê:

6.6.06


da série: sotero. Uma muqueca (do Yemanjá) vale mais do que mil palavras.
posted by el pupo 4:19 PM

escreve akê:

5.6.06


operativo, positante. "Os manobristas deverão estar munidos de guarda-chuva."
posted by el pupo 4:10 PM
escreve akê:

conclusão: Pedro Ivo não foi ninguém.
posted by リミックス 2:01 AM

escreve akê:
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