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27.12.06
vicissitudes da vida muderna. O que fazer quando você tá com fome, só tem ovos na geladeira e acabou o gás?
posted by el pupo 11:52 PM
escreve akê:
dreamlog© findaneiro. É normal sonhar que, acometido de uma necessidade incomensurável, urgente e imperiosa de fazer a sobrancelha (leia-se: tirar a monocelha), você pega uma pinça e começa a desbastá-la? Dirigindo?
posted by el pupo 12:46 PM
escreve akê:
22.12.06
nunca na história desse país. Diz-se que já tem até nome o esquema de milhas: Programa de Milhagens FABulous. Quero meu cartão.
posted by el pupo 6:18 PM
escreve akê:
21.12.06
aunt beru, are you there?

posted by リミックス 1:13 AM
escreve akê:
20.12.06
passadez du jour. Juro que tentei. Tinha dado um tempo à minha implicância depois de passar semanas viajando. Queria voltar, ver os amigos, a família, minha casa; até da minha mesa de trabalho sentia falta. Brasília não é tão ruim, pensava. É só ter algum dinheiro, morar numa casa bacana, ter amigos legais e viajar de vez em quando que isso aqui fica bem vivível.
Não é tão ruim. Não é tão ruim. Não é tão ruim...
Durou duas semanas. Brasília é uma merda.
Não sei o que foi: a deselegância e antipatia nem tão discreta de suas meninas e seus meninos; a ausência de um restaurante de bairro, onde eu possa comer sozinho sem me olharem como uma aberração social; o esquema dos young adults locais que estudam de graça (ou não) na universidade pública e gratuita (ou não) e ganham carros do papai e da mamãe e fazem pouco de útil na vida; a cultura dominante do boteco pós-trabalho -ninguém tem mais o que fazer não?- vão ler um livro, vão; a falta de um mínimo de ambição e competitividade, ninguém quer mudar o mundo, seja pra proveito próprio ou da massa ignara; a curiosidade acompanhada de deslumbramento, medo e inveja caipiríssimas do que é novo ou extrangeiro; a falta de um mínimo de bagagem cultural, imperdoável quanto mais rico se é; idem pra falta de senso estético - essa gente não tinha aula de combinação de cores no prézinho, caráleo?
...
O cúmulo foi inaugurarem o museu-tatooine projetado pelo NiemBLARGHeyer pra Brasília com uma exposição sobre o... NiemBLARGHeyer! e outra sobre... Brasília! ... I mean, REALLY. Originalíssimo, não? Quão umbilical, provinciano, passadista e ridículo se pode ser, minha gente?!
...
Odeio viver nesse futuro do pretérito arquitetônico. Como diria o Radiohead, I don't belong here.
posted by el pupo 11:20 PM
escreve akê:
19.12.06
do outro lado do rio. Enquanto isso, os nova-iorquinos se preocupam em descobrir em qual bairro está o último hype, segundo divertida matéria da New York. Williamsburg, LES, Prospect Heights, SoBro, tudo isso já era.
Quem tem o coração pequeno, preto e peludo, como eu, e já reclamou da invasão de pessoas de Nova Jersey na náite nuyorquina, vai ter que pagar a lengua!
Agora só me falta hyparem Santana...
posted by el pupo 1:28 PM
escreve akê:
18.12.06
sam
a dolphin can dive
a dolphin can swim
a dolphin can jump
but a dolphin...
...can't sing.
posted by リミックス 3:29 PM
escreve akê:
13.12.06
r.r.
Yes, you're older now
And you're a clever swine
But they were the only ones who ever stood by you
posted by リミックス 11:52 PM
escreve akê:
mandma. Os comentários sumiram, mas não pensem que somos relapsos. A culpa é da Grobo, pois todos os blogs que usam esse sistema de comments estão assim.
Ninguém mandô ter blog grátis...
posted by リミックス 11:51 PM
escreve akê:
12.12.06
pra não passar em branco. Ainda dá tempo de celebrar a morte do f-d-p Pinocho?! One down, one more to go.
posted by el pupo 12:20 AM
escreve akê:
11.12.06
meu momento. Pra vocês se apiedarem de mim: tem DOIS meses que não vou ao cinema. DOIS. O último filme que assiste foi O diabo veste Prada. Tudo bem que rolou uma entressafra entre agosto e novembro, marromenos, mas agora tem vários filmes bons em cartaz. Pra piorar, graças ao trabalho, perdi o amado FIC Brasília. E tava tão frio em Washingtão que eu nem animei de ir ao Jewish Film Festival.
Por isso resolvi tornar pública, por meio de publicação neste veículo, requisição de companhia para assistir às seguintes películas:
O labirinto do fauno, Little Miss Sunshine, O céu de Suely, Volver, O ilusionista e Uma verdade inconveniente.
E dou fé. Brasília, 11 de dezembro de 2006, 184o ano da Independência, 117o ano da Proclamação da República e 2o mês da Última Sessão de Cinema do Pupo.
posted by el pupo 3:29 PM
escreve akê:
primeira bizarrice americana: o banco. Na minha aventura pela terra do Tio Sã, precisei interagir com o banco que comprou o antigo banco no qual tínhamos conta por lá. E descubro que o afã natalino abrumador e ensurdecedor que assola aquela nação tem seu lado, digamos, humor-nomics. Pegaram a mais famosa das cantigas de Natal (como que eu traduzo carols mesmo?) e fizeram um índice de preços ao consumidor.
"PNC calculates the Christmas Price Index each year as a fun, lighthearted way to look at the increasing cost of goods and services bought by the True Love in the holiday classic, The Twelve Days of Christmas."
Vai aqui, clica em "interactive charts" e veja o histórico da cotação de mercado de uma perdiz numa pereira.
O humor dos economistas gringos não tem limites. Somebody stop them!
posted by el pupo 2:17 AM
escreve akê:
7.12.06
tintin chez moi.

posted by リミックス 10:38 AM
escreve akê:
6.12.06
caiê du cinemá. Tô atrasadinho nos posts sobre filmes, né? Algumas das últimas horas passadas na poltrona deram-me:
*Little Miss Sunshine - gostei, porque poucas coisas são tão eficientes quanto uma boa caricatura para fazer rir.
*The Prestige - fiquei com sono e não consegui seguir direito as pistas que levam à resolução do mistério final, mas achei o filme bom. E o Christian Bale também.
*O filme do Silvio Tendler sobre o Milton Santos (o título é imenso, já me esqueci) - foi o único longa do Festival de Brasília que assisti. De Baixio das Bestas, do diretor do Amarelo Manga, eu desisti depois da segunda cena, quando um caminhoneiro começa a despir uma menininha que se prostitui...ah, chega de "realidade pungente", né? Enfim, fui bem empolgado ver a película do Tendler, porque eu amei o anterior, sobre o Glauber - figura com a qual eu nem simpatizava mas passei a admirar depois do documentário. Mas esse filme novo me decepcionou. A entrevista com o Milton Santos é o fio condutor para um documentário sobre a globalização (ainda?) num discurso meio Michael Moore misturado com The Corporation misturado com Porto Alegre, em um mundo dividido em classes onde os pobrinhos são bons selvagens que só querem seus direitos mínimos, enquanto a classe média se embevece com uns poucos privilégios para deixar os maldosos líderes da mídia e do capitalismo internacional destruírem o meio ambiente, a dignidade e a vida dos países e povos excluídos. ZZZZZZZzzzzzzzzzzzzz...
*Gostei mais de Trecho, um curta meio minimalista de uns diretores de BH (Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr.), que pinça, trechos (o que mais?) de uma entrevista com uma figura surreal que caminhou sem rumo de Recife até Minas e joga sobre imagens da estrada e "remixa" com outras vozes que entram em off - o trabalho de som do filme é muito bom! Vazio, solidão, esperança, existência, tantas palavras-chave em tão poucos minutos! Legal também foi o Homem-Livro, um curta carioca, que retrata um pedreiro - aliás, outra figura, e gozadíssima - que começou a juntar em casa livros achados na rua. O cara formou uma bilblioteca de 42 mil volumes, que ele empresta de graça para a comunidade. Um dia ligou para um programa de TV e teve a cara-de-pau de pedir de presente um projeto arquitetônico de uma biblioteca de verdade para o Niemeyer - e ganhou!
*Já o brasiliense Uma questão de tempo, da Catarina Accioly, foi um filme que eu acompanhei pelos bastidores. Vi a idéia nascer, crescer, o povo se matar de trabalhar, o dinheiro acabar e, é claro, torci no dia da estréia. Foi quando descobri que muuuuuito do que foi escrito e filmado teve de ser cortado na montagem final, o que acabou deixando o filme meio...engasgado, sei lá. Azar de principiante, talvez, mas toca pra frente, amiga. Os outros festivais do Brasil te aguardam! :)
posted by リミックス 10:36 AM
escreve akê:
momô viu a múmia. Não sei se contei aqui. No ano passado, uma coleguinha de colégio querida, que eu não encontrava havia anos, me convidou para comemorar seu aniversário numa boate-no-shopping onde eu já tinha paquerado mointo e tomado ótimas margaritas nos áureos tempos. Eu fui até feliz, mas saí correndo em pânico - da boate e das coleguinhas e jurei nunca mais voltar.
Ontem, passado pouco mais de um ano, chega o segundo SMS de outra das coleguinhas ali presente, insistindo em me convidar para comer crepe na mesma creperia fubazenta que a gente ia quando era estudante pobre, seguido de momento dançante na mesma boate-que-foi-legal-mas-hoje-dá-pânico. Fora que, das últimas vezes em que nos encontramos, o alarme-da-biu apitou fortíssimo com o sinal "ela quer te pegar".
Ainda não resolvi se vou fazer a Lola ou o Forrest, mas que eu vou sair correndo, isso eu vou.
posted by リミックス 8:35 AM
escreve akê:
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