Em 1976, o diretor Claude Lelouch teve uma idéia ousada. Atou a câmera à frente de sua Mercedes e atravessou Paris a toda velocidade, às 5 da manhã. Durante 8 minutos, filmou o caminho até as escadarias da Sacré-Coeur, onde finalmente celebrava o feito dando um abraço carinhoso em uma loira sorridente. Além do limite de velocidade, desrespeitou sinais fechados, a mão das vias e o direito dos pedestres caminharem tranquilamente pelas calçadas, pelo que, dizem, acabou preso por uns dias.
Não obstante, C'était un rendez-vous foi lançado, incluindo uma "dublagem" de som de motor de Ferrari para aumentar a adrenalina. Virou um culto entre os amantes da direção rebelde na Europa, que até hoje fazem loucurinhas semelhantes, filmam e jogam na Internet.
Corta para um quarto de hotel numa manhã chuvosa de São Paulo em 2007. Na pequena TV, um melancólico passeio por Paris ao amanhecer passa embalado por uma música triste e uma letra de cortar os pulsos. O rendez-vous de Lelouch virou o clip de Open Your Eyes do Snow Patrol. E ficou lhindo. posted by r! 2:11 PM
eu achei digno. O grupo Danza Voluminosa congrega apenas dançarinos obesos, em Cuba.
A prima ballerina tem 130 kilos. Dizem que ela arrasa.
posted by fofão 9:21 AM
snif du jour. Har ingenstans o va' "When I was young, I was extremely scared of dying. But now I think it a very, very wise arrangement. It's like a light that is extinguished. Not very much to make a fuss about."
Ingmar Bergman *1918
+2007
aufklärung du jour. Eu trabalho num prédio redondo. Re-don-do! Já tem um tempinho, mas só agora me dei conta do bizarro que é andar pelos corredores circulares. Será que é bom pro ch'i? Não deve fluir muito bem...
local da labuta diária Freak, nhé? Coleguinha recomendou aproveitar e fazer jogging na hora do almoço. Dentro do prédio. Ahã. posted by el pupo 2:43 AM
"a bit wetty, dah-ling".Londres arrasada por uma mega inundação:
London Eye e o Parlamento, Trafalgar Square e a Tower Bridge tomados pelas águas maléficas do Mar do Norte! Calma, bi, não é a vida real. Ainda não foi dessa vez que foram por água abaixo suas férias no destino dourado da biu brasileira (hoho).
Se esse filme for sucesso de pooblico quando for lançado no RU, vai ser mais uma prova de que os brits tão a cada dia mais parecidos com seus primos do outro lado do Atlântico. posted by el pupo 1:38 AM
googlism du jour. Ver com que buscas do google as pessoas foram parar no seu blog pode ser bem engraçado. Hoje eu dei uma risadinha quando vi que alguém procurava "tipos de arroto", mas gargalhei mesmo quando me deparei com a seguinte pérola:
"Homi tithe para vender e que os site tenha fotos dele"
quitandas de França. Foto: Posixeleni cc-by-nc-sa-2.0
Com o singelo nome de Boulangerie, uma pequena padaria abriu sem muito barulho, no lugar de uma antiga loja de pães-de-queijo na 106 sul. O dono, cujo nome eu já esqueci, é um francesinho de bochechas rosadas e bem simpático (apprends ça, Daniel), que mete a mão na massa e faz pães que também têm uma cara muito boa. Mas confesso que desisti de prová-los quando vi as viennoiseries (como é o nome disso em português?): croissants, brioches e - meudeus! - o pain au chocolat. As quiches também são uma beleza e já incorporei à rotina passar ali uma vez por semana e levar duas pequenas para esquentar no forno e comer vendo Heroes (a primeira temporada acaba hoje, to nervoso!!!).
Há poucos dias eles colocaram mesinhas nos fundos, viradas para a quadra, e o café da manhã está bombando. Se eu fosse você, entrava na fila também. posted by r! 12:02 PM
ivo não foi ao massivo. Tradutores, segurem a sanha criativa. Não existe a palavra massiva em português. Quando quiserem traduzir massive do inglês, usem maciça, sólida, enorme, colossal. Mas, por favor, não inventem palavras das quais prescindimos. posted by r! 10:17 PM
ô gente, eu tava re-lendo os posts arquivados de 2005, e eu era uma pessoa tão mais, assim, alegre.
Seria o caso de começar no Prozac? A velhice me entristece? posted by fofão 4:52 AM
paris tá bombano, raposão. No radjinho, Kitsune Maison Compilation 4. Viciante. E sabia que kitsune é raposa em japonês? Fofo.
Ainda na modernidade continental, tem também Digitalism - já abusei de Pogo, mas Digitalism in Cairo e I want I want tão fortes ainda, viu? (Não importa o que o Thiago Ney ou o Lúcio Ribeiro venham a dizer.) posted by el pupo 9:32 PM
be sirious! Vou te falar que essa cidade tá ner-vo-sa com o release do último HP à meia-noite. Uma coisa Reveillon no Rio de Janeiro.
E quando eu contei no trabalho que já tinha lido as duas páginas finais na internétchi, as pessoas ficaram magoadas. Sério. posted by fofão 11:24 AM
isso aqui ô-ô. Tem alguma outra delegação esportiva além do Brésil no Pã do Rio? A julgar pela cobertura da Globo, não.
E ufanismo tem limite, minha gente? Mesma resposta.
Mas bom mesmo é acordar de manhã e comer dois cajus, meu Brasiu brasiuleiro. posted by el pupo 8:50 AM
não é o país das maravilhas, but... E a brasserie da Alice, hem? O novo lugar não tem metade do charme da varanda à beira da piscina da casa dela (que fechou de vez), mas o almocinho executivo a um preço relativamente amigo, num lugar com estacionamento fácil e sem trânsito, compensa.
Por falar nisso, o Lago Sul parece que tá dando meio que uma renascida noturno-gastronômica. Patuá, Kooun, Rosario, Alice, Osten (aquela lojinha que tem um café com DJ), Nix, Sabatash e, por que não, a nova Magrella? O Movimento Separatista da Asa Sul vai ter que rever alguns conceitos... posted by r! 5:54 PM
regozijo. De repente, entre os nossos vizinhos virtuais, temos um recém-pai e uma futura mãe.
Nesse caso até eu, que geralmente sou contra a proliferação da raça humana, amoleço totalmente. É que quando são os bons que geram rebentos, a gente tem muito o que comemorar.
Parabéns a ambos! E que venha o baby talk! posted by r! 5:27 PM
boys from brazil. E parece que a tendência agora é meio que trucar a origem da banda no próprio nome. Acontece assim: o Tokyo Police Club é do Canadá, enquanto o Of Montreal não tem nada de canadense: é do estado americano da Georgia. O I'm From Barcelona, por sua vez, é da Suécia, e o Architecture in Helsinki talvez nunca tenha pisado na Finlândia: a banda vem dos confins da Austrália. posted by r! 11:53 PM
o tour de france passou por aqui e eu nem vi. O que me dá raiva é que a gente passa o inverno inteiro aqui no escuro e no frio, sem nada pra fazer (além de beber) e daí chega o (semi-)verão, e taaaanta coisa acontece ao mesmo tempo, que vc fica em pânico na dúvida do que fazer e acaba não fazendo nada.
Eis a vida em Londres. posted by fofão 12:48 PM
eu amo os eletropandas. Confesso que eu só conheci esse grupo ontem, mas vou na festa/show. Fora que esse flyer tá lindo, alguém que faz um vídeo usando máscaras de panda de papelão, nessa época em que um "superstar DJ" quer aparecer mais do que o outro, já merece um crédito.
p.s. "In dreams we walk with you" me lembra "Fire walk with me" (e a segunda temporada de Twin Peaks já está nas prateleiras/locadoras, hem!) posted by r! 2:06 PM
75 segundos. Por falar em Santoro, ele aparece usando um bigodinho no filme. Vi o Gianechini com um visual parecido no Primo Basílio e me lembrei também do moustache legal do Brandon Flowers. Foi aí que me inspirei a deixar a barba crescer por uns dias e, na hora de fazer, manter um bocado entre a boca e o nariz.
Passei a lâmina, lavei o rosto e tive uma crise de riso. A invenção ridícula não sobreviveu mais do que 1 minuto e 15 segundos antes de escoar pelo ralo da pia. As únicas testemunhas, felizmente, foram meus dois cachorros.
Só me resta agora comprar uma gravatinha dessas aí em cima para tentar ser cool. posted by r! 8:26 PM
Filme brasileiro estréia no cinema. Perguntas:
1) É sobre pobreza? Não. Ponto.
2) É sobre violência e/ou sexo ou outro tema que possa ser qualificado com as expressões "pungente", "cru", "soco no estômago" ou similares? Não. Ponto.
3) Tem travesti? Não. Ponto.
4) Se passa num Nordeste idílico ou algum outro local semi-rural onde "o veradeiro Brasil ainda vive"? Não. Ponto.
5) Tem Mateus Nachtergaele ou Lázaro Ramos no elenco? Não. Ponto.
Então é assim: o filme do Philippe Barcinski já começou com nota mínima no meu cinemômetro. Além disso, a(s) história(s) é (são) interessante(s), as atuações estão boas (Rodrigo Santoro muito bem, ora, ora. Até o sotaque ele perdeu. Um desperdício ele em Lost, 300, Panteras etc.) e o retrato de São Paulo como essa espécie de animal belo e vivo cujas hemácias são automóveis em movimento (que frase é essa?!) dão pontos extras ao filme.
O roteiro peca no final, quando as histórias parecem que não ficam bem amarradas - ou pelo menos não causam a surpresa que o filme nos faz ficar esperando. E acho que a direção exagerou nas pausas muito longas nos diálogos, uma coisa "eu quero ser Sofia Coppola".
Mas esses são detalhes que não o impedem de ser um filme acima da média, ainda mais em tempos em que a alternativa pode ser Shrek 3, os 4 Fantásticos ou George Clooney roubando cassinos. posted by r! 7:58 PM
simplesmente enjoado. Dizem que os distribuidores escolhem os títulos brasileiros de filmes estrangeiros com base em pesquisas de opinião. Tudo bem, tem vezes em que o nome tem um trocadilho ou uma meta-referência e não dá para traduzir literalmente. Mas fora isso, eles deveriam ter dó e maltratar menos a intenção original do autor, non? Acho irritante quando eles aparecem com uns títulos que parecem nomes de novela do SBT: "Un grand dimanche de fiançailles" vira "Eterno Amor" e "Trust the man" se transforma em "Totalmente Apaixonados". É tanta doçura que os diabéticos deveriam ser advertidos.
Agora eles conseguiram a façanha de sacanear dois autores de uma vez: The Painted Veil, do Edward Norton, baseado no romance O Véu Pintado do Sommerset Maughan, foi convertido em "O despertar de uma paixão.
Ainda bem que meu seguro-saúde cobre doses de plasil. posted by r! 4:43 PM