nem parece Brasília! OK, mais roteirinho, que o povo goshta. E dessa vez ilustrado!
* Café Senhoritas - 408 norte. Esse é velho, abriu há uns 6 meses, mas eu nunca tinha ido. É um café na rua 8 que não é o Café da Rua 8. Mas para falar a verdade, eu nem tomei café lá. O destaque vai para os caldos (gostei do verde) e a decoração antigosa, com direito a uma máquina de costura convertida em mesa. Causaria o clássico efeito "nem parece que estou em Brasília", não fosse a discreta presença de uma enorme e arborizada superquadra do outro lado da calçada.
* Barcelona, 206 sul. Enquanto na Barçalona em si o povo anda preferindo os pintxos (petiscos bascos), no Brasil parece que pegou mesmo essa modinha das tapas. As do Barcelona são deliciosas, o que justifica o slogan catalão do lugar: més que un bar. Highlights: a tapa de filé num pãozinho (esqueci o nome) e o balcão, viva o balcão (nem parece Brasília!).
* Miraku - 302 sudoeste. Recém-aberta filial do melhor restaurante japonês de Uberrrrrlândia. O lugar parece que é bem tradicional. Oferecem as toalinhas quentes, o cardápio não inclui sushis com orégano, cheddar e tomate seco e servem até unagi, a enguia que os japas gostam de comer no verão. O staff, imporrrrtado, é educado e eficiente (nem parece Brasília!!). Vale a pena cruzar o Parque só para ir jantar lá. Já virei freguês. posted by r! 9:50 PM
barrando geral. Esse babado de 'barra brasileiro aqui, barra europeu acolá' tá me deixando um pouco tenso: se inventarem que brasileiro precisa de visto de turista pra viajar pelo espaço Schengen minha vida vira um inferno. Mas confesso que fiquei chocado deles terem barrado a menina da USP e afins - e a retaliação soou digna pra Iracema dentro de mim. posted by palatchino 9:35 AM
cinemália. - Se você for um believer como eu, acredia no ser humano a nível de pessoa, no poder do road trip como experiência transcendental, muito cuidado ao ver Into the Wild. Risco de choro descontrolado. Não recomendável assistir no avião sozinho.
- There Will Be Blood -- que os velhinhos de Miami* traduziram como "Sangue Negro" -- é excepcional. O que é aquele final? O que é a música? A fotografia? Os créditos? O Day-Lewis? Não vi o tempo passar. Por que não ganhou melhor filme mesmo?
- No quesito clássicos, A Malvada, também uma lapidar tradução, muito melhor que "Tudo sobre Eva", surgiu em uma conversa e me lembrei o quanto passei quando o vi, pensando, "Porra, como é que faziam isso naquela época e não conseguiram melhorar?"
*velinhos de Miami: aposentados, sem mais o que fazer, encarregados de traduzir títulos de filmes norte-americanos para o português, determinados a fuck up qualquer vestígio de ironia ou poesia nos títulos. posted by el pupo 1:30 AM